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Comunicação para mudança

Nos últimos anos me vi desafiada por uma nova compreensão de mundo que aos poucos passou a se refletir no meu trabalho. Recebi uma formação privilegiada em marketing, não só pelo lado teórico, mas porque pude praticá-la em vários segmentos de mercado. Dei aulas, o que me possibilitou organizar, sistematizar minha praxe, que acontecia dentro das empresas trabalhando com marketing e comunicação.

Há cerca de 10 anos, as técnicas de administração começaram a ser impactadas pelo que se convencionou chamar de novos paradigmas.

A física, desde Einstein, veio se desenvolvendo e se refletindo em todas as áreas de conhecimento. Fui buscar no estudo da física e no impacto das novas descobertas a explicação para essa mudança de paradigmas. Os teóricos da administração passaram a divulgar novas técnicas, advindas do crescimento avassalador da tecnologia e da globalização da economia. Só por volta dos anos 70 nós da América Latina, começamos a levar em conta o consumidor. Hoje, o mercado muito mais dinâmico exige um constante "olhar" sobre o consumidor, a capacidade de identificar seus desejos e a mudança de mentalidade. É preciso "humanizar" as organizações, só assim elas estarão preparadas para enfrentar o mercado desse novo século. Nasce a organização capaz de despertar a criatividade e o prazer de trabalhar. Hoje o consumidor se identifica tanto com a marca que é capaz de ligar para o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) avisando que, num certo supermercado, encontrou uma embalagem mal-conservada.

A criatividade e a visão de marketing são exigidas de todos os departamentos da empresa. Tofler (Turner Publishing), aponta que o mercado caminha para a personalização dos produtos, num mundo global destaca ele os "valores intangíveis" das empresas, que passam a não investir tanto nos seus ativos fixos (prédios, máquinas), preocupando-se mais com as estratégias que reforçam marcas.

Quem é capaz de produzir estratégias? Os homens, as equipes, os criativos. As máquinas estarão disponíveis para todos, assim como a informação. A diferença será dada pelo elemento humano em ação.


Nádia Rebouças é sócia-diretora da Rebouças & Associados (RJ)
nareboucas@hexanet.com.br

 


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