Proibido entrada de
menores
O aviso na porta do cinema já irritou muitos adolescentes.
Ser menor às vezes é constrangedor, numa sociedade
cheia de preconceitos contra idades. Mas, de todas as vinganças,
o tempo é a maior. E é nesse tom meio lúdico
que a ProNews faz uma homenagem a todas as agências
que, de certa forma, enfrentaram no início da carreira
todo o processo de aprendizagem. As dúvidas e incertezas
de quem começa do zero.
Comemorar a maturidade empresarial é uma conquista
invejável. Chegar a mais de 25 anos de mercado na
publicidade, expondo muito mais sucessos do que perdas e
danos, é motivo de orgulho para poucos eleitos, sobretudo
quando se atravessa décadas de transformações
sociais e econômicas, que impuseram a todos os setores
produtivos a famigerada concorrência como principal
obstáculo a ser vencido.
Aqui no Nordeste, um seleto grupo de agências conseguiu
esse feito. Para Aliança Propaganda (PE), Ampla Comunicação
(PE), Gruponove (PE), Italo Bianchi (PE), Itayti (PE), Propeg
(BA), Publivendas (BA) e Mark Propaganda (CE) a maturidade
tem sabor de vitória. E que ninguém nos escute,
mas o segredo do sucesso foi mesmo talento e criatividade.
Porque somente ter sorte é coisa de beato
Aliança na mão
esquerda ou na direita?
Aliança Propaganda (PE) surgiu entre uma e outra
experiência de Luiz Geraldo Vieira na área
de comunicação. Em 1958, ainda como locutor
de rádio, ele partiu para administrar agências
de publicidade, começando com a Luger, palavra formada
pelas iniciais de seu nome. Embora de pouca idade, com 22
anos, a perseverança para conseguir enfrentar os
desafios foi grande. O negócio prosperou e veio a
idéia de mudar o nome para deixá-lo mais profissional.
Surgiu então, em 1963, a atual Aliança, nome
que já foi até motivo de outdoor: Aliança
na mão esquerda ou na direita?
A agência começou a funcionar apenas com
uma quantidade suficiente de funcionários, ou seja:
um redator, um tipógrafo, um diretor de arte, um
laboratorista e um tráfego (pessoa responsável
pelo encaminhamento das atividades internas para o meio
externo), função hoje extinta. Vale lembrar
que naquele tempo não havia serviço terceirizado
ou fornecedores, tudo tinha que ser finalizado na própria
empresa.
No início da década de 60, Luiz Geraldo
passou de locutor de rádio para apresentador de televisão.
A Aliança acompanhou seu progresso, tornando-se dona
do horário da tão famosa Noite de Black Tie,
que tinha como apresentador o próprio dono da agência.
O programa, pela repercussão, abriu caminhos para
a conquista de clientes maiores, como Bompreço, Pão
de Açúcar e Banco Econômico.
O período foi marcado por comerciais ao vivo e
por campanhas inovadoras. Inclusive com reconhecimento nacional,
a exemplo da primeira decoração de Natal do
centro do Recife. Por que pagar mais se você
tem Bompreço? foi também um slogan produzido
pela Aliança e que permanece na mente do povo até
hoje.
Talentos renomados como Aldemar Paiva, Wellington Virgulino
e Valdir Machado marcaram passagem pela Aliança.
Hoje, considerada a mais antiga de Pernambuco, a agência,
que já mudou de endereço quatro vezes, se
prepara para, em janeiro, inaugurar nova sede no bairro
dos Aflitos, em Recife. A mudança tem como principal
objetivo, oferecer uma infra-estrutura mais moderna e com
melhor acesso aos clientes.
Conhecida por trabalhar com contas públicas, há
dezenove anos, a Aliança preferiu deixar de lado
as características políticas e valorizar a
criação. Segundo Luiz Geraldo, o diferencial
é o trabalho com seriedade e as ações
com pés no chão. Nada de pirotecnia.
Nossos trabalhos são frutos da confiança,
revela. Atualmente, os clientes de maior destaque são
o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Indústria
de Bebidas Antarctica, Federação das Indústrias
do Estado (Fiepe) e Departamento Nacional de Trânsito
(Detran). O seu staff é formado, por Lina Rosa Vieira
(diretora de criação), Luiz Otávio
Vieira (diretor de atendimento) e Sérgio Pires (direção
de arte).
Ampla: uma história
em família
Década de 70. Sob o signo do fenômeno de mídia
da época a estréia brasileira do filme "Tubarão",
de Spielberg nasce a Ampla Comunicação (PE)
que, hoje, é considerada uma das maiores empresas
de propaganda do Nordeste. Garra e competência marcaram
a abertura da agência. À frente dos negócios,
o publicitário Severino Cavalcante Queiroz, que iniciou
a carreira na área 20 anos antes, a convite de Mario
Leão, da extinta Abaeté Propaganda primeiro
grande escritório de propaganda do estado.
Naquela época, em 1976, a Ampla desponta no mercado
e traz da Abaeté clientes como a Engarrafamento Pitú,
Amorim Primo e Icopervil. Anunciantes que, segundo Severino
Queiroz, foram tidos como uma espécie de padrinhos
da agência. Seriedade, ética e profissionalismo
marcavam as características do então publicitário,
já bastante respeitado no meio.
Hoje, com 25 anos de atuação, a história
é consideravelmente maior e mais bem estruturada.
A integração dos filhos Cristina Queiroz e
Queiroz Filho, para atuar como diretora-administrativo-financeira
e vice-presidente, respectivamente, fortalece o staff da
agência e representa uma conquista cultivada ao longo
dos anos pelo seu fundador.
E por falar em história, a Ampla pode realmente
dizer que tem. Uma prova disso é o ranking que ela
ocupa no Norte e Nordeste segundo pesquisa elaborada pelo
Jornal Meio & Mensagem, no ano passado. Com receita
bruta de R$ 7,2 milhões, a agência figura em
primeiro lugar na lista das maiores nas regiões pesquisadas.
O resultado disso, uma parceria firmada recentemente com
a multinacional Ogilvy Brasil terceiro maior grupo de publicidade
do país e um dos maiores do mundo para atender à
conta regional da BCP Telecomunicações. Conquistas
à parte, a agência pernambucana também
recebeu convite para participar, em setembro passado, da
exposição italiana "Brasil, 500 anos
em 11 dias" promovida pelo Art Director`s Club Italiano.
Foi a única empresa de propaganda do Nordeste a expor
seu portfólio no evento, este ano.
Para justificar a referência da agência no
mercado, Cristina Queiroz revela o investimento feito na
área de capacitação e gerenciamento
de pessoal. "A constante preocupação
em realizar um trabalho minucioso e bem planejado se constitui
uma forte característica da Ampla", revela a
diretora, acrescentando que as discordâncias são
sempre vistas pela ótica do respeito e da ética.
Inovação e pioneirismo
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Fundada há 28 anos, por um grupo de estudantes visionários
que fazia parte da primeira turma de Comunicação
Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Gruponove
sempre teve sua história marcada pelo pioneirismo.
A agência foi a primeira a ganhar prêmios nacionais
e a única a conquistar o troféu Jeca Tatu,
da Academia Brasileira de Letras. Mesmo com todo esse passado,
a Gruponove é uma empresa que considera a inovação
constante sua principal ferramenta de crescimento. No último
ano, a empresa levou para casa duas medalhas de prata e
duas de bronze no Prêmio Colunistas, dois prêmios
da Central de Outdoor e mais um Galo de Bronze no Festival
Mundial de Publicidade de Gramado.
Em 2001, a ex-Gruponove Comunicação se uniu
à Plug, garantindo fortalecimento e modernização
ao novo grupo. Planejamos para 2002 uma grande virada,
sinaliza a diretora executiva da empresa, Cecília
Freitas. A diretora da ex-Plug e atual vice-presidente da
Gruponove, Chris Bradley diz que as idéias estão
fervilhando e que a equipe não pára de produzir.
Surpreender sempre. É com esse objetivo
que a Gruponove está trabalhando em seus novos projetos.
Novo grupo foi fortalecido com a entrada de Giovanni Di
Carlli como sócio-diretor de atendimento, Nelsinho
Caldas na direção de criação
ao lado de Klaus Isnenghi e Silvio Burle, e os publicitários
Edson Rosas, Eduardo Nunes, ex-Ampla, e Ilka Porto, ex-Aporte.
Partindo para a briga com gigantes multinacionais, a Gruponove
colocou na rua, depois de dois anos de estudos, o projeto
do grupo Raymundo da Fonte com o lançamento dos sabonetes
Even e Floral.
A meta de participação de mercado traçada
inicialmente para dois anos, de 10%, foi superada no primeiro
ano, com 20%. De acordo com Di Carlli, o sucesso deste projeto
se deve a uma completa comunicação estratégica
de marketing, desenvolvida e baseada em amplas pesquisas.
As estratégias foram cuidadosamente pensadas desde
a criação das embalagens até a campanha
final. Essa campanha garantiu fôlego para a criação
de nova marca, o Pariggi, com lançamento previsto
para janeiro.
A Família Feliz Brilux foi outro case de sucesso,
aproximando das consumidoras toda a gama de soluções
utilitárias da marca. O VT criado pela Gruponove
e produzido pela Luni é um misto bem humorado de
novela e propaganda didática, o que, de acordo com
pesquisas, atendeu perfeitamente às expectativas.
Com a fusão, a Gruponove consolidou uma equipe diferenciada,
juntando a experiência de profissionais que estão
há 28 anos no mercado e a ousadia de jovens que conseguiram
se destacar com pouco tempo de atuação. O
novo leiaute fashion da agência pode ser observado
em todos os detalhes, desde o ambiente de trabalho até
a própria marca.
A balzaquiana nordestina
Orgulho de ser nordestino. É assim que
a Italo Bianchi Comunicação pode ser ludicamente
identificada. Esta referência lembra por tabela um
dos cases mais populares que já criou em seus 30
anos de existência. O slogan pertence ao Grupo Bompreço,
que figura entre os clientes mais fiéis à
agência e cuja parceria já completa duas décadas.
Nesse período, agência e cliente vêm
atuando com eficácia no mercado do varejo, ao mesmo
tempo em que a imagem institucional da rede de supermercados
consolida-se de modo marcante junto à comunidade.
A história desta agência pernambucana remonta
a um tempo em que a criatividade e o talento ganharam vida
no escritório da rua Fernandes Vieira, no bairro
da Boa Vista, no Recife.
Ao comemorar o seu aniversário de fundação
em setembro passado, a Italo Bianchi pensou na data de uma
forma concreta, mas com forte carga simbólica: iniciou
a construção de sua nova sede, com inauguração
prevista para os próximos meses. O concreto está
na ampliação e adequação do
espaço físico de trabalho em virtude do crescimento
da organização do negócio publicitário.
O simbólico está no projeto assinado pelo
renomado arquiteto José Goiana, que representa a
solidez testemunhada pela extensa e representativa carteira
de clientes, construída por longa carreira de sucesso.
Na história da agência, produziram-se campanhas
memoráveis para seus clientes, como: Quer moleza?
Vai no Balaio (para a rede de alimentos selecionados
do Bompreço); Sua prata vira ouro (Poupança
do Bandepe); lançamento do Ourocard, do Banco do
Brasil, com clones de Oscarito, Charles Chaplin e Marilyn
Monroe; lançamentos do Café Pilar (Desperte
o seu paladar); do Vinagre Minhoto (Indústrias
Raymundo da Fonte) e do Extrato de Tomate Palmeiron (O
puro gosto do tomate). Sem falar no slogan Faça
bonito, faça o melhor, faça Bompreço
e na campanha institucional do Banco do Nordeste (Vai
boiadeiro que a noite já vem).
Em tempos mais recentes, a Italo Bianchi tem criado campanhas
marcantes para o Bompreço, Celpe, sandálias
Dupé, Shopping Tacaruna, fraldas Baby&Baby, Clocks
e Valedourado. A campanha feita para a Celpe com o objetivo
de combater o desperdício e o desvio de energia (o
famoso macaco), além de produzir os resultados
estabelecidos pela empresa e alcançar altos índices
de recall (mais de 80%), arrebatou todos os prêmios
nos concursos que participou. Entre eles o da revista About,
de SP (Prêmio Cliente e Prêmio Voto Popular,
na categoria Serviços Públicos), Prêmio
Profissionais do Ano, da Rede Globo, e a seleção
da própria companhia entre suas subsidiárias
da América Latina.
Por falar em prêmios, a Italo Bianchi é uma
das agências mais premiadas do Nordeste e conta com
profissionais entre os que mais conquistaram troféus
na região. Do Clio Awards ao Profissionais do Ano/Rede
Globo, passando pelo New York Festival e Clube da Criação
de São Paulo, a equipe da Italo lotou prateleiras
e paredes com estatuetas e diplomas. Mas o mais importante
- diz Joca Souza Leão - é a satisfação
do cliente, embora, claro, um prêmio seja um reconhecimento
que todos gostam de ter.
Alfrízio Melo (remanescente do grupo fundador da
agência), Joca Souza Leão, Jairo Lima e Giuliano
Bianchi são os sócios diretores da empresa.
A meta, para 2002, é ampliar a presença da
agência na região, e cobrir todos os estados
do Nordeste. Atualmente, a Italo Bianchi tem filial em Fortaleza,
dirigida por Orlando Mota, com uma carteira de oito clientes,
além de acordos operacionais com a VCR Propaganda,
de São Luís, e AMC Publicidade, de Teresina.
Os sócios são diretamente envolvidos no atendimento
aos clientes e coordenam uma equipe multidisciplinar de
alto nível.
Memorial da propaganda regional
Há 32 anos a Itaity Publicidade (PE) mostra as belezas
da nossa gente e retratos da nossa história. Os inesquecíveis
jingles e VTs das Casas José Araújo especializada
em artigos de cama, mesa e banho criados pela agência
fazem parte do imaginário popular e da memória
da propaganda regional. Seu fundador, Carol Fernandes transformou
as décadas de 70 e 80 em motivo de orgulho e nostalgia
para os pernambu-canos. Sua experiência fez escola
e tornou-se referencial imprescindível para publicitários,
estudantes e pesquisadores da área.
Hoje é possível lembrar, sem fazer muito
esforço, dos comerciais que se tornaram verdadeiros
fenômenos da propaganda nordestina. Uma das mais poderosas
fontes de trabalho do publicitário está alicerçada
na força da cultura local. Suas criações
são inspiradas nas alegorias e signos que permeiam
as tradições e costumes populares. E da sua
imaginação já saíram inúmeras
peças que foram parar na boca do povo.
Pesquisas aplicadas pela Itaity atestaram que os seus
jingles conseguem índices de recall que os tornam
absolutamente antológicos. Entre eles podemos citar
o case Davanira, cujo retorno foi maior do que
o esperado e tornou-se marcha de carnaval.
Mas não existem fórmulas mágicas.
De acordo com Carol, independentemente da verba ou produto,
é possível criar situações inusitadas
e adaptá-las à realidade do público
consumidor. Basta usar a imaginação
e olhar para o cotidiano das pessoas, justifica. Entre
os prêmios de destaque conquistados pela agência,
está o Profissionais do Ano, em 1990 e 1991, com
as peças O Santo da Pedra e as Bandeiras do
Sertão e Matutos.
Atuando, nos dias de hoje, apenas como consultor da agência,
Carol Fernandes concedeu a sucessão do trono para
seu filho Alexandre Aguiar. O veterano criador atesta que
o filho incorporou muito bem sua habilidade e criatividade.
O maior desafio para Aguiar é quebrar o estigma de
ser filho de Carol Fernandes e provar que herdou o talento.
É muita responsabilidade dar continuação
a um trabalho que vem sendo feito com distinção
e reconhecimento. Sempre que tenho dúvidas consulto
meu pai, pois ele é um arquivo vivo da propaganda,
afirma.
No atual casting da Itaity encontram-se antigos e novos
clientes: Casas José Araújo, Casa Lux Ótica,
Macarrão Vitarella, Instituto de Olhos do Recife,
Shopping Olimpus, Café São Braz e Cosméticos
Rishon. Em 1996, em comemoração aos 27 anos
de atuação, a agência editou um documento
para se ouvir e guardar; um cd com os jingles que fizeram
fama, intitulado de O Som da Itaity. Uma
vida que não pode ser explicada não merece
ser vivida, é assim, com as sábias palavras
da filosofia socratiana, que o publicitário finaliza
e resume a sua vida.
Identidade acima de tudo
Construtora de marcas do Ceará para o mercado regional.
É com esta definição que a Mark Comunicação
e Marketing, 27 anos, promove a identidade dos seus clientes.
Fundada em 1975, pelos sócios Nazareno Albuquerque
e Rubens Frota que em seguida somaram esforços com
o publicitário Newton Mamede, a agência é
considerada um marco publicitário no Nordeste já
que, através de seus anunciantes marca presença
em todas as capitais da região.
Atualmente, cerca de 30 empresas privadas compõem
o casting da Mark. Muitas delas, fiéis desde a abertura
da agência. Entre os segmentos atendidos estão,
seguradoras de saúde, supermercados, hotéis,
colégios, hospitais, lojas, instituições,
entre outros. Os escritórios sediados nas cidades
de Fortaleza e Recife, contam com a criatividade e dedicação
de 52 colaboradores.
A frente dos trabalhos da filial pernambucana, está
a publicitária Grace Romeiro que já atuava
na casa há oito anos. A posição de
liderança em faturamento e prêmios nacionais
e regionais, segundo Nazareno Albuquerque, se deve a qualidade
criativa focada no planejamento estratégico de comunicação
adotado. Reunimos não só um extenso
acervo de prêmios, mas sobretudo cases de sucesso
em campanhas institucionais, de produtos, serviços
e varejo, ressalta.
Da Bahia para o Brasil
Uma dupla genuinamente baiana descobriu que, na terra de
Jorge Amado, o talento parece ser o maior legado daquele
povo. A princípio, Oswaldo Sá Menezes e Rodrigo
Albuquerque Sá Menezes desejavam apenas mostrar o
que a criatividade pode revolucionar a propaganda. A Propeg
surgiu no mercado em 1965 com a missão de mudar o
conceito de publicidade. De Salvador conquistou todo o país,
onde em cada região economicamente ativa surgiram
ramificações do projeto profissional desses
dois baianos.
Com vontade de inovar, e coragem para apostar no desconhecido,
a Propeg disputou, já no primeiro ano, com a Norton
Publicidade a concorrência pela conta do Banco Comercial
do Nordeste. A vitória foi o primeiro passo. Três
anos depois, o páreo na concorrência foi a
Denison Propaganda, que disputava a conta do Banco Econômico
da Bahia S/A. Na época, considerada a maior conta
privada daquele estado.
No final dos anos 60 e início dos anos 70, Rodrigo
Albuquerque reforçou os quadros de sua agência
com talentos locais e dezenas de profissionais que chegavam
de São Paulo e Rio de Janeiro. A Propeg e a Bahia
atraíam pelas perspectivas de futuro promissor, por
se apresentarem como dois lugares até hoje no auge
da moda. Um daqueles jovens garimpados na Bahia era Fernando
Barros. Sua dedicação e liderança viriam
a ser decisivas para o crescimento e fortale-cimento da
Propeg.
O fato mais inusitado dessa época, foi a reação
dos novos profissionais da agência. Os que eram importados
do Sudeste voltavam contando histórias de uma agência
que estava na Bahia, mas poderia muito bem estar em qualquer
dos maiores mercados brasileiros de publicidade. Essas histórias,
mais o noticiário da imprensa especializada e as
dezenas de prêmios que a Propeg ganhava nos concursos
regionais e nacionais, já haviam feito a fama da
agência, quando em 1972 foi instalado, em São
Paulo, seu primeiro escritório fora da Bahia. No
ano seguinte foi a vez do Rio e depois, o Recife, em 1977.
A abertura de novos mercados levou a Propeg a descobrir
um Brasil até então insuspeito. Em cada localidade,
teve que se adaptar a diferentes características
sociais, culturais e econômicas, assim como a novas
e surpreendentes maneiras de pensar e trabalhar. Foi assim
que surgiu o Projeto Brasil. Iniciou-se a formação
de uma rede de agências de publicidade e empresas
de comunicação e marketing, que operasse em
pelo menos dez regiões do país. O projeto
tinha prazo de uma década, constituir em cada mercado
uma nova agência, com associação de
um ou mais profissionais locais. A meta foi alcançada.
Passados 35 anos, a Propeg é hoje uma das maiores
agências do país, com presença nos mais
importantes centros econômicos do Brasil, onde se
concentram 84% do PIB nacional. E isso, perseguindo os mesmos
sonhos e objetivos dos seus fundadores baianos.
A Mais Antiga do Nordeste
Otávio de Carvalho começou como corretor
da Rádio Cultura da Bahia, e foi tomado pelo fascínio
da importância da promoção de vendas.
Em 1955 montou uma agência, da qual seus descendentes
nem lembram o nome. Não durou um ano. O seu sócio
o demitiu. Em julho de 1956, sob seu comando
e o de Fernando Carvalho, surgiu a idéia da Publivendas.
A primeira agência de propaganda da Bahia.
O primeiro momento de sua história marcou uma fase
de desbravamento, trazendo tecnologia e informações
até então desconhecidas no Nordeste. Embora
o momento possa ser identificado como a oportunidade de
mostrar aos anunciantes a importância da propaganda,
também foi um período de difícil aceitação
do mercado. Na época, a rejeição era
tanta que o comércio pendurava cartazes na porta
dizendo: Não damos esmolas, nem fazemos reclames.
O pioneirismo é a marca da agência, responsável
pela primeira campanha de promoção na Bahia,
primeiro comercial ao vivo e gravado e por colocar o primeiro
anúncio colorido nos jornais. Sem falar na estréia
que marcou o sucesso da agência: um anúncio
para o cliente Eremito Correia, loja de roupas masculinas.
A partir daí, vários nomes importantes contribuíram
para o progres-so da empresa: o pintor Fernando Coelho,
o político Prisco Viana, o escritor Ariovaldo Mattos,
a folclorista Hilder-gardes Viana e até o chargista
francês Gerard Lausier. A década de 70 presenciou
uma atitude de mercado mais profissionalizada e, no ano
de 1975, a Publivendas foi eleita pela primeira vez a Agência
do Ano. Já a década de 80 foi marcada pelo
surgimento do segmento de serviços como o de anunciar,
da informática como necessidade técnica para
a competitividade do setor e do surgimento dos cursos superiores
em propaganda.
A Publivendas expandiu-se para outros estados, a unidade
de Belo Horizonte em 1999 e, exatamente no primei-ro semestre
de 2001, a do Recife. Embora de idade bastante avançada,
a mais antiga do Nordeste, a Publivendas (BA) é uma
agência de visual moderno e equipe jovem, com média
de idade abaixo dos 35 anos. Seu slogan Perto das
raízes, conectada com o mundo transmiti sua
identidade como a melhor solução para as necessidades
de comunicação dos clientes.
No seu leque de anunciantes estão: Bompreço,
Copene, Distribuidores Ford de Salvador, Maxitel, Rede Bahia,
Shopping Piedade, além dos governos dos estados da
Bahia e de Minas Gerais. Vendo o ritmo do progresso, recentemente
a Publivendas resolveu representar a J. W. Thompson, que
faz parte do WPP, maior grupo de comunicação
mundial.
Em se tratando das premiações de maior destaque
estão as medalhas de ouro, prata e bronze no Prêmio
Colunistas Norte/Nordeste e Brasil. Na XV versão
nacional do Voto Popular, a Publivendas foi a única
agência do Nordeste a ganhar o Grand-Prix.