revista de comunicação e marketing NE
Expediente Edições Anteriores Lista de Discussão
Matérias
Seções
Giro
 
  Giro Brasil
 
  Na Web
 
  Entrevista
 
  Ficha técnica
 
  De olho na campanha
 
  A Vez do Cliente
 
  Click
 
  Eu recomendo
 
  Brainstorm
     

Nome :
E-mail :
Estado :
Cidade :
 
 

   Ano IX | Julho de 2008 | n° 101 | Capa: Trupe Comunicação

     
CHEGOU A HORA!

Ricardo Santiago - ricardo@level.com.br
 

Após meses de conversas de bastidores, muitos boatos e de uma generosa dança das cadeiras, agora vamos poder acompanhar cada passo que as campanhas políticas para prefeito e vereador nos reservam. Nos meses que virão, a "Festa da Democracia" celebrará o hercúleo esforço das equipes de cada candidato em conseguir o voto do cidadão.

Os desafios não são poucos.
Não bastasse uma legislação eleitoral mais severa e as verbas enxutas, típicas de eleições que não têm o mesmo porte dos pleitos para presidente, governador e deputados, os criativos de plantão encontrarão um eleitor diferente, mais consciente de seu papel, mais desacreditado nos políticos e, principalmente, de hábitos diferentes.

Oportunidades também não faltarão.
Enquanto muitos discutem qual o real impacto da Internet nas urnas, os números digitais não param de crescer. Somos quase 40 milhões de internautas - eleitores, em sua boa parte - que fazem do Brasil o recordista mundial em tempo médio de conexão.

Governos e políticos no Brasil já usam a web, leia-se blogs, como veículo, mas nada comparado ao que vimos nos EUA. Unindo tecnologia, interatividade, design e inovação em abordagem, Obama tornou-se o maior fenômeno eleitoral do ano. E o melhor: gastando menos do que sua adversária.

Paralelamente, as empresas de telefonia comemoram o índice de teledensidade (indicador do número de telefones em serviço em cada grupo de 100 habitantes) de 68,23% em maio deste ano. Em 2007, este índice era de 55,68%. Isso representa um universo de 130,5 milhões de assinantes, quase todos com serviço com SMS, muitos deles com bluetooth.

O Brasil tem um dos maiores palanques eletrônicos do mundo. E um dos mais vazios também.

As verbas modestas deste ano podem - ou deveriam - trazer o marketing de guerrilha em definitivo para as eleições. Não é à toa que Gal Barradas, VP de Propaganda da MPM, afirma:

- Marketing político é um marketing de guerrilha.

Os poucos recursos são o mote para criar ações simples e inovadoras que prendam a atenção do eleitor já saturado de santinhos, bandeiras e "praguinhas". O objetivo não é simplesmente informar o número ou o programa de governo do candidato, mas gerar boca a boca, curiosidade e mídia espontânea em torno dele.

Se trouxermos este pensamento para Recife, uma cidade onde as últimas eleições foram decididas em detalhes ou fatos isolados, ações de guerrilha ganham ainda mais força.

Talvez esta seja a tônica das eleições: soluções modernas, intensas e baratas que estabeleçam uma relação direta com cada eleitor. Quando Obama fez com que os americanos se sentissem parte integrante da sua candidatura, acabou conquistando milhares de cabos eleitorais e provou que mais importante do que ter eleitores é transformá-los em seguidores.

Agora chegou a nossa vez de fazer o mesmo.

 




     
Recife . Salvador . Fortaleza . Natal . João Pessoa . Maceió . Teresina . Aracaju