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Ela está investindo US$ 2 milhões no mercado pernambucano, e pretende fazer da Região Nordeste o ponto de partida para se expandir em todos os cantos do País. Esta é a carioca APSA, maior administradora de condomínios no Brasil, na atualidade. Eles também já estão presentes na Bahia, e acreditam que os estados nordestinos atinjam a meta de 30% do volume de negócios da companhia. No ano passado, o faturamento girou em torno de R$ 42 milhões. Além da gestão condominial, atuam na compra, venda e locações de imóveis, assessoria jurídica e corretagem de seguros.
Fundada em 1931, em Porto Alegre (RS), com foco em financiamento de imóveis, o modelo trazido na época da Alemanha parece estar dando certo. Hoje são cerca de três mil condomínios em todo Brasil, que representam mais de 85 mil imóveis e 320 mil pessoas atendidas. "Nosso objetivo é agregar mais mil condomínios, o que representa de 30 a 40 mil unidades a mais e agregar outros cinco mil", conta o diretor-superintendente da APSA, Fernando Schneider. Segundo ele, a meta é chegar a 10 capitais brasileiras nos próximos anos.
O histórico vitorioso começou ainda na década de 40, no Rio de Janeiro, onde alcançaram a liderança no mercado e passaram a ter a maior carteira de administração de condomínios. Atentos às transformações em todos os cantos do País, a APSA busca em seus clientes motivações para manter a referência conquistada em 77 anos de atuação. "O grupo está aberto a adequações mercadológicas e possui em sua história traços marcantes de flexibilidade e transformação. No entanto, nosso foco é o mercado imobiliário e acreditamos muito nele. Confiamos que a atividade de administração imobiliária - condomínios e locações - se desenvolverá muito nos próximos anos, principalmente em função do volume de novos empreendimentos lançados", explica Schneider.
Diante do boom imobiliário jamais visto antes no Brasil, o superintendente acredita que a construção civil é fundamental para o crescimento do País, não só pela geração de emprego e renda, mas para suprir o déficit habitacional. Para o superintendente, a ênfase maior dos empreendimentos, daqui para frente, será voltada à população de baixa renda. Outro ponto forte do grupo é a preocupação com a comunicação externa e interna. Além de assessorias de imprensa, a APSA tem desenvolvido campanhas publicitárias, criadas pela Casa de Criação (RJ), em outdoors, busdoors e rádios, dependendo da região. "Falamos diretamente com nossos clientes em potencial, através de nossos periódicos (boletos, prestação de contas etc., eventos e impressos específicos, como folders e a Revista SÍNDICO", detalha. Eles não trabalham com canal aberto de TV, pois o público é segmentado e específico. A ExclusivaBR, assessoria e planejamento estratégico, é responsável pela comunicação em Pernambuco.
A empresa tem desenvolvido ainda trabalhos de responsabilidade social, como o "Natal Sem Fome", participação em campanhas de doação de sangue, além da adoção de instituições de caridade. Numa ação estratégica, o grupo também proporciona a Universidade Corporativa APSA, iniciativa que tem por finalidade aprimorar e contribuir para o desenvolvimento de habilidades e competências de seus profissionais. Entre os destaques, o Programa Troca de Idéias que possibilita o encontro dos funcionários com a diretoria da companhia. "Temos um modelo de gestão que incentiva e motiva a participação dos colaboradores no desenvolvimento da empresa", afirma. Em relação ao Nordeste, "a menina dos olhos" dos diretores da APSA, o superintendente define bem o motivo das escolhas pela Bahia e Pernambuco. "O povo é acolhedor, simpático. A Região possui um mercado extremamente amplo e um número baixo de competidores", define.
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