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Isso parece um título de livro de auto-ajuda. Não é livro ainda, mas pode servir de ajuda na carreira de quem está começando e serve também para alguns profissionais de longa data reavaliarem algumas posturas. A internet chegou à vida de muita gente invadindo, metendo o pé na porta. Chegou e incomodou um bocado. Outras pessoas nasceram nesse mundo e se adaptaram muito melhor a essa chegada. Isso pra mim é um debate velho, não pelo tempo, mas pelo quanto já se tocou nesse tema. O fato é que a internet chegou e não há espaço para retrocessos.
Particularmente existem duas coisas que eu acho genial na internet. A primeira é o fim das barreiras geográficas. Acabou o tempo em que você não podia fazer um trabalho legal porque não estava em Londres. Acabou o tempo em que uma empresa se colocava na periferia apenas porque não tinha operações no eixo. Hoje, uma agência de Caruaru tem o mesmo potencial de uma agência de Nova York. E que fique claro que estou falando de potencial e não de verbas. Outra coisa que está dentro dessa barreira geográfica é o “faça você mesmo”: no lugar de reclamar de verbas, entre na internet, baixe uns tutoriais e já pode começar a fazer qualquer coisa com apenas um computador. Provavelmente você vai levar mais tempo do que as grandes produtoras, mas o programa que você usa é provavelmente o mesmo que ela está usando.
A segunda coisa na internet que é genial, e é até melhor do que a primeira, é o compartilhamento de informação. Eu não defendo a pirataria de forma alguma, mas enquanto uma série estrear no Brasil apenas dois meses depois que estreou no hemisfério norte, eu vou continuar achando que esse compartilhamento é fundamental para estarmos acompanhando tudo em tempo real. Isso não acontece só com músicas ou filmes, acontece com tudo. Lógico que grandes empresas ainda guardam pesquisas ou informações que só elas vão ter. Mas uma busca no Google e você consegue se aproximar muito dessas pesquisas caríssimas. Hoje o valor da informação não está mais em como consegui-la e sim, em como aplicá-la da melhor forma possível.
O P2P é para falar exatamente disto. Para quem não sabe o que é, o P2P é a base do eMule e de todos esses programas de compartilhamento de arquivo que a gente adora usar para conseguir o conteúdo, mas que quase nunca está disposto a deixar este conteúdo para outros baixarem. Afinal, ainda estamos na época, que para mim já ficou no passado, de achar que o valioso é o que você tem nas mãos e não o que você pode fazer com ele.
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