|
Uma empresa é feita com visão de futuro. O planejamento de sua linha de produção depende das mudanças sociais que acontecem a cada segundo no mundo. Foi com esse objetivo que a Philips do Brasil realizou a pesquisa TV no Brasil: Presente e Futuro. O livreto foi divulgado em dezembro passado, no dia em que o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) completava um ano de implementação. O estudo conseguiu traçar o mais recente perfil dos consumidores brasileiros em relação ao futuro da televisão no país. A conclusão foi considerada importante ao avanço tecnológico do setor: os jovens da classe média alta (A e B) desejam uma TV mais interativa. Nada de ficar estático diante de um aparelho que não lhe provoque a imaginação virtual.
A pesquisa transformou-se num livreto quase didático, acentuando mudanças de paradigmas a respeito de interatividade na TV. O consumidor está mais exigente. O que ele busca é comodidade. E nesse caso, a interatividade depende da forma como ela chega. Pode ser pela TV digital (Ginga ou middleware). Segundo o gerente de inteligência de mercado da Philips do Brasil, Gabriel Aleixo, o estudo não aborda a questão da TV Digital, mas revela os próximos investimentos tecnológicos da televisão no Brasil. “O objetivo desta publicação é mostrar ao mercado os esforços da Philips para oferecer produtos com base nas reais necessidades dos consumidores, compromisso assumido pela empresa ao lançar seu posicionamento de marca “sense and simplicity”, reforça.
O estudo Band Tracking Brazil, conduzida pelo Instituto Ipsos – que ouviu 400 consumidores paulistanos e cariocas das classes A e B em suas residências apresenta a fotografia do momento atual do mercado de Flat TV no país. O estudo Insight TV é um indicador qualitativo de tendências, numa projeção sobre as necessidades do consumidor que tem alto grau de envolvimento com tecnologia. O estudo foi realizado pela Voltage, através de metodologia considerada inovadora, o que permitia por vários dias a observação do comportamento das pessoas em situações reais do cotidiano.
A pesquisa foi realizada em São Paulo, com homens e mulheres divididos em dois grupos: jovens solteiros de 20 a 30 anos; além dos casados, com ou sem filhos, na faixa-etária de 30 a 40 anos. O resultado prático foi que 19% deles têm ao menos um aparelho de Flat TV (tamanho fino). Cerca de 45% deles pretendem comprar um aparelho do tipo, sendo que 98% são novos consumidores. Já a pesquisa qualitativa sobre a TV dos sonhos realizada com 20 consumidores da classe A de São Paulo e do Rio de Janeiro, com idades entre 20 e 40 anos, aponta que eles querem interatividade com o aparelho, como uso de comando de voz para ligar/ desligar e trocar de canal, acesso à internet, possibilidade de fazer ligações e até mesmo atender à campainha pela televisão.
|