VEJA SOB CENSURA - 1968-1976, de Maria Fernanda Lopes Almeida. Editora Jaboticaba. São Paulo. 2008. 352 págs.
A revista Veja, criada em 1968, até hoje é uma publicação polêmica. Um projeto ambicioso nos moldes das americanas Times e Newsweek, a revista começava a descobrir seu caráter nacional através da cobertura política, quando a censura passou a controlar os meios de comunicação. A autora, a jornalista e historiadora Maria Fernanda Lopes Almeida, realizou profundo trabalho de pesquisa, entrevistando desde Roberto Civita, Mino Carta, primeiro diretor de redação, até os jornalistas que nela trabalharam, como Luis Nassif, Tão Gomes Pinto, Hermano Henning, José Roberto Guzzo, entre vários outros. O livro conta como se faziam as pautas, como surgiram as páginas amarelas, as sinalizações que a revista utilizava para mostrar aos leitores que os trechos foram vetados, assim como as laudas censuradas e carimbadas, e as famosas reportagens sobre as mortes de Zuzu Angel e Vladimir Herzog.
ACONTECEU NA MANCHETE – AS HISTÓRIAS QUE NINGUÉM CONTOU de José Esmeraldo Gonçalves e J. A. Barros, Editora Desiderata. Rio de Janeiro. 2008, 448 págs.
Lançada em abril de 1952, com inspiração na francesa Paris Match, a revista "Manchete" é um dos mais importantes documentos iconográficos da segunda metade do século XX, ao retratar os principais acontecimentos no Brasil e no mundo. Com o indefectível slogan que a consagrou "Aconteceu, virou Manchete", a revista desbancou a concorrente "O Cruzeiro", de Assis Chateaubriand, e reinou absoluta por longo período. Organizado por José Esmeraldo Gonçalves e J. A. Barros e com prefácio assinado pelo jornalista João Máximo, o livro resgata em seis capítulos e mais de 200 fotos, desde o seu surgimento, passando pelas histórias e relatos dos bastidores de grandes coberturas, curiosidades e o declínio de um dos maiores conglomerados de mídia da América Latina.
A TELEVISÃO PELO OLHAR DAS CRIANÇAS de Rosália Duarte, Cortez Editora. São Paulo. 2008. 176 págs.
As crianças compõem um dos mais expressivos segmentos de espectadores de televisão no Brasil, passando mais de três horas, todos os dias, em contato com essa mídia de que gostam tanto. Tem-se falado e escrito muito a esse respeito, mas escuta-se pouco o que as próprias crianças têm a dizer. A autora fala de crianças construindo sentidos para o que veem na televisão com ajuda de todo o contexto social em que estão inseridas. O livro traz análises de textos escritos por crianças, nos quais elas expressam suas opiniões, críticas e reflexões sobre o que assistem na TV.
GOMORRA de Roberto Saviano. Editora Bertrand Brasil. São Paulo. 2008, 350 págs.
Gomorra – um híbrido entre Camorra e a cidade bíblica destruída pelo fogo dos céus – virou filme dirigido por Matteo Garrone. Consagrou-se com o Grand Prix em Cannes e vai representar a Itália no Oscar. O porto de Nápoles, de onde desembarca diariamente todo tipo de mercadorias, vindas da Itália e de várias partes da Europa, é o ponto de partida para a jornada. Dos contêineres à alta-costura, passando por Las Vegas, China, hotéis de luxo e culminando em toneladas de cocaína, o jornalista Roberto Saviano – que há mais de um ano encontra-se sob proteção policial por estar ameaçado de morte pela Camorra – se infiltrou em setores camorristas para descobrir as artérias do funcionamento da máfia napolitana, considerada a mais perigosa e temida do mundo.
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