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| Frederico Pereira, diretor executivo da Queiroz Galvão |
Tempo e dinheiro é tudo. Numa época de globalização, essas palavras viram “mantra” nas mãos de empreendedores. E talvez tenha sido o que aconteceu para os irmãos pernambucanos Antônio, Mário e Dário de Queiroz Galvão em 1953. A partir de uma visão futurística, eles planejaram construir um projeto que seria – 56 anos depois – um dos maiores grupos empresariais do Brasil. A Queiroz Galvão dispensa apresentação. Seja no Brasil ou no exterior.
Do Recife para o mundo. Pensar grande e para o alto é um dos lemas dos Queiroz. Principalmente, quando iniciaram uma pequena empresa de engenharia. A iniciativa modesta deu lugar à expansão de uma verdadeira multinacional que atua em vários segmentos: construção, concessões públicas, óleo, gás, siderurgia, alimentos e limpeza urbana. Entretanto, foi na construção civil que a empresa consolidou seu nome. A Queiroz Galvão conquistou o mercado nacional e explora espaço em países das Américas e África.
O primeiro desafio da construtora na América Latina foi à barragem de Paso Severino, obra hídrica que abastece a cidade de Montevidéu, capital do Uruguai. Também foi responsável pela construção do trecho La Paz/Desaguadero, na fronteira com o Peru (num total de 95 km de extensão) e Padcaya-La Mamora-Emboruzú-Bermejo, fronteira com a Argentina (126km de extensão). Ambos foram realizados sobre a Ruta F-1 do Sistema Vial Boliviano. A Queiroz Galvão executou também o trecho Ascensión-San Pablo, com extensão de 114 km da Rodovia Santa Cruz de La Sierra até Trinidad. Ainda na Bolívia, a construtora executa o trecho Tarija/Potosi da Ruta F-1 Panamericana e o trecho Potosí/Cotagaita da Ruta F-14, totalizando 440 km de rodovia em pavimento rígido.
Entre outros projetos rodoviários realizados no Peru, a Queiroz Galvão participa do trecho Puento Inanbari/Azangaro do Corredor Bioceânico Sur (entre o Brasil e o Peru). Já no Chile, a empresa executa as obras de construção da Hidrelétrica La Higuera, localizada em San Fernando, com capacidade instalada de 155 mW.
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| Edf. Maria Ângela Lucena, antigo Hotel Boa Viagem |
DESENVOLVIMENTO – A Queiroz Galvão não para. A fim de se ter uma ideia somente do tamanho da atuação da empresa no Brasil, basta imaginar que a construtora exibe em seu portfólio números dignos do Livro dos Recordes. São mais de dois milhões de metros quadrados construídos e contratados. “A Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário é responsável pela área de imóveis e tem contribuído ao longo dos anos à realização do sonho de morar bem para milhares de famílias”, comemora o diretor executivo da empresa, Frederico Pereira.
A construção de edifícios voltados para a classe média e média alta começou no Recife a partir de 1977. Desde então, a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário levou sua grife para as capitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. “Os imóveis são reconhecidos pela segurança, credibilidade, qualidade e pontualidade na entrega, além de trazermos um alto padrão de sofisticação em cada detalhe”, destaca Pereira, acrescentando que o investimento começa pela equipe de profissionais. “São os melhores arquitetos, engenheiros e paisagistas do mercado”, disse, citando alguns nomes: Carlos Fernando Pontual, Romero Duarte, Luiz Vieira, Benedito Abbud e Antônio Caramelo.
O diretor executivo da Queiroz Galvão se diz entusiasmado com os projetos futuros e ressalta que a entrega dos imóveis dentro dos prazos estabelecidos em contrato é, com certeza, responsável pelos bons índices de faturamento nos últimos anos. Ele destaca que entre 2004 e 2005, o crescimento foi de 40%. Em relação a 2005 e 2006, o período teve um superávit de 70% e entre 2006 e 2007, o ano fechou com 120% de elevação nos lucros. “Nossa expectativa é de manutenção dos mesmos níveis de atividades desenvolvidas pela empresa no ano passado”.
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