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Edson Martins, presidente da Abap-PE |
O mundo da propaganda é um mistério. Principalmente
para quem assiste de longe ao lançamento de marcas,
que conquistam o consumidor pela criatividade de seus
profissionais. Do lado de cá, fica a pergunta de como essa
gente consegue ter tanta criatividade a ponto de fazer do
produto mais simples um verdadeiro fenômeno de mídia. A
resposta mais comum é que eles são treinados a serem
vendedores de “sonhos e ideias”. Um verdadeiro exército de
soldados farejadores das necessidades de seus clientes,
capazes de transformar o mercado de consumo num campo
de batalha para vencer a concorrência, mesmo que a artilharia
do “inimigo” seja mais forte.Odetalhe mais importante dessa
história é que as agências e veículos de propaganda também
precisam se vender. Todas estão do
outro lado do muro, com o compromisso
de divulgar a própria imagem.
Na hora de se transformarem em produtos tão atraentes quanto os que vendem a partir da assinatura de um contrato com clientes e anunciantes, as empresas de publicidade precisam encarar o próprio marketing como um negócio de excelência. Especialistas em comunicação social defendem a tese de que o marketing é muito parecido com vencer um concurso de popularidade: ganha quem tem olhos atentos ao bom gosto do consumidor.
Onovo presidente da Abap de Pernambuco (Associação Brasileira das Agências de Propaganda), Edson Martins, assumiu o cargo com a meta de incentivar cada vez mais a autoestima das agências locais, a exemplo do que realiza em sua própria empresa. Edson Martins é dono da Agência Mart Pet, criada há 17 anos no Recife (PE), em parceria com a publicitária Jussara Petini. Ele confessa ser um verdadeiro entusiasta do marketing pessoal. “Existe uma corrente no mercado que acha que agências devem vender bem as marcas dos seus clientes e não a própria. Nós da Mart Pet acreditamos que uma coisa não invalida a outra. Usar espaço do cliente para vender o peixe da agência é errado. Mas ter o reconhecimento do trabalho como instrumento de venda é mais do que justo”, argumenta, destacando que a atitude de se vender é boa para a agência e para o cliente. “Ele também pega carona nesta segunda visibilidade”, acredita.
Edson Martins aproveita para mostrar que a Mart Pet
é considerada pioneira em muitas ações de comunicação
dentro da própria marca. Ele aponta os outdoors quíntuplos
colocados estrategicamente, há alguns anos, na Avenida
Agamenon Magalhães, um dos maiores corredores viários da
capital pernambucana. Há ainda os anúncios de páginas
inteiras nos jornais, marcando importantes conquistas. “Tudo
que acreditamos ser bom para o cliente acreditamos ser bom
para nós também. Além do mais, a
Mart Pet é uma agência que sempre
primou por se diferenciar no trabalho
com um viés criativo. Assim, enquanto
agências faziam camisetas como
marketing próprio, a Mart Pet quis
fazer diferente. Confeccionou um
tecido com sua marca e pediu que cada
funcionário fizesse sua roupa para a
festa da agência no final do ano”,
lembra Martins. Para o presidente da
Abap/PE, nenhuma empresa sobrevive
sem comunicação integrada.
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Vanda Torres, agência VCR (MA) |
Acreditar em si mesmo: essa é a
filosofia de vida do vice-presidente
executivo da Ampla Comunicação (PE), Aguinaldo Viriato. A
agência está no Recife há mais de 33 anos e é considerada uma
das melhores referências do Nordeste. “Para nós, o marketing
tem papel fundamental no processo de construção da
imagem e da identidade da empresa. É também insumo
importante para a administração da agência e para o seu
relacionamento com o mercado. Sobretudo, na hora de
definir o mix de serviços e os targets da empresa”, disse
Viriato, enquanto fazia defesa incondicional das ferramentas
mercadológicas no planejamento da sua agência. Uma caminhada
que, para ele, é responsável pela conquista de prêmios,
cases de sucesso e de uma posição de liderança na região.
A empresa publicitária também conta com outro
serviço, a AmplaPonto, cujo objetivo é desenvolver campanhas
e ações de marketing promocional, a exemplo de
eventos, merchandising, web, estratégias de relacionamentos
e até captação de patrocínios. “Ocritério usado para prospectar
novas contas é o de buscar empresas que tenham um
posicionamento definido, grande potencial de crescimento e
uma gestão sensível ao emprego do
marketing e da comunicação na sua
estratégia de negócios”, destaca o
executivo da Ampla. Ele acrescenta
que o meio para chegar a estes novos
clientes é a pesquisa do ambiente
empresarial e apresentação de um
portfólio com qualidade: “A criatividade
está ancorada na imagem positiva
da agência, na sua experiência e
resultados alcançados, além do talento
de uma equipe multidisciplinar e
diferenciada”.
A empresária Vanda Torres,
dona da Agência VCR Comunicação & Marketing, com sede
em São Luiz (MA), revela que o profissionalismo é seu cartão
de visita na hora de vender a própria imagem. Para sua equipe,
a elaboração do portfólio passa pelo respeito à carteira de
clientes, mas redobrando atenção aos movimentos do
mercado, cuja meta deve ser sempre conquistar novas
contas.
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Agnaldo Viriato, Ampla Comunicação |
Quando pensa em algo para
definir a VCR Comunicação &
Marketing, Vanda Torres destaca pelo
menos duas palavras: “competência e
transparência”. Ela complementa: “As
estratégias de marketing têm muito a
ver com os resultados a serem
atingidos. Não há fórmula ou receita
no baú. Os princípios teóricos balizam
o planejamento, as estratégias e ações,
com a proposta de encontrar a solução
mais adequada de comunicação. A
ação de marketing que inclui a propaganda
tem que ser vista como investimento. Portanto, tem
que gerar resultados”, espera.
AUTOESTIMA - Em todas as agências ouvidas pela reportagem
da PRONEWS sobre como elas se vendem no mercado,
encontrou-se um sentimento comum: a vocação de empreendedores.
O sentimento de luta para consolidar a própria
marca. É como se todos fizessem parte de um movimento
nacional pela autoestima da propaganda e publicidade.
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Orlando Mota, Mota Comunicação (CE) |
“Quem ama se declara”, diz uma das campanhas assinadas
pela Abap (Associação Brasileira de Agência de Publicidade).
O objetivo da entidade é resgatar o amor próprio dos 3,2 mil
profissionais associados em 26 estados, além de motivá-los a
se autopromoverem no mercado, independente do momento
econômico do Brasil e do mundo. E principalmente diante
da crise que afeta diretamente a indústria do consumo
globalizado.
Com frases do tipo “Propaganda
não é arte. É artilharia”, ou
“Todo mundo morre um dia. E, sem
publicidade, toda marca também”, a
Abap cumpre seu papel na hora de
repensar estratégias de marketing que
servem para agências, veículos e
anunciantes. No site da associação, há
outras campanhas que atraem pelo
bom humor na hora de “chacoalhar”
os profissionais do setor. Num desses
anúncios para jornais, a Abap alerta:
“Todos os homens são iguais perante
Deus. E sem uma boa agência de propaganda, todas as
margarinas também”. Em outra peça, a entidade abusa da
ironia para despertar a criatividade: “Agência de propaganda é
tudo igual, até que seu concorrente contrata uma boa”.
As frases de reflexão da Abap têm feito a cabeça de
muita gente no país. A Agência Viamídia Publicidade (BA)
escolheu a veia humorística para
vender o próprio peixe. “No começo
da crise, brincamos com ela, demos
um brinde que foi uma camiseta com a
imagem de Santo Expedito, o santo das
causas impossíveis. Brincamos que ele
afastaria a crise. Depois, simplificamos
os brindes para nos adequarmos a um
mercado em crise e sem excessos.
Agora, nossa linha de comunicação é
focada na retomada da economia.
Estamos focando o otimismo e a
importância do trabalho de qualidade
para ganhar mercado”, conta o sóciodiretor
da agência, Américo Neto.
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Luciana Lewis, Exclisiva!BR |
O executivo da Viamídia tem um slogan que, na
agência, funciona como uma espécie de mantra: “criando
resultados”. Américo diz acreditar no potencial do marketing
de relacionamento. “Investimos bastante em brindes diferenciados,
cartões exclusivos e na comunicação em primeira mão
com os nossos clientes, e só depois com o mercado”, destaca.
Ele frisa ainda que a maioria dos clientes da agência vem por
indicação de outros clientes. A agência exibe o orgulho de não perder nenhum deles há mais de dois anos. “Isso é resultado
de um esforço diário para dar o melhor resultado. Ou seja:
trabalhamos com muita preocupação em cada detalhe.
Clientes satisfeitos e com bons resultados nos indicam a
outros clientes”.
“Uns chamam de classe C. Outros, de nova classe média brasileira. Mas podemos chamar também de classe que compra. Classe que paga (não importa em quantas prestações). Classe que não suja o nome porque é tudo que tem. Classe que gasta o que ganha e às vezes até mais do que ganha. Classe que não vive de fachada. Classe que não deixa para amanhã o que pode colocar no crediário hoje. Classe que 'tá podendo', porque agora o poder de consumo cresce acima da inflação”, brinca o redator da OEM Comunicação (PE), Gustavo Verçosa. E ele dispara que quem era coadjuvante hoje é protagonista na economia brasileira. As marcas que não acompanharem os novos hábitos de consumo vão perder mercado para os concorrentes mais atualizados.
Também vem do Nordeste outro publicitário cheio
de ideias inusitadas para vender a própria marca. Orlando
Mota administra a Mota Comunicação
há sete anos e, nesse período, descobriu-
se um verdadeiro alquimista na
hora de planejar sua carteira de
clientes. A sua receita, segundo
destaca, é bem simples: começa pela
hierarquia da ideia, refletida nas
premiações e resultados de mercado.
A Mota Comunicação vive
vinte e quatro horas por dia de
marketing pessoal, a começar pelo
telefone. Quem liga para agência
escuta a secretária eletrônica dizer em
tom profético: “A Mota Comunicação
não faz anúncios para ganhar prêmios. Ganha prêmios com os
anúncios que faz”. Embora considere marketing um processo
“orgânico e vivo”, sujeito a mudanças temporais, Orlando não
altera há anos uma vírgula da frase que marca seu cartão de
visita telefônico. “Trabalho focado numa criação que vende,
que dá resultados. Ideias na ponta da língua e resultado na
ponta do mouse. Pensar sempre
grande e saber que o portfólio realizado
é o melhor cartão de visita”,
complementa.
Em Pernambuco, outra
empresa de comunicação também
acredita que o resultado final do seu
trabalho é o que de fato qualifica a
empresa a ter uma imagem positiva
diante de seus clientes. “Não acho que
exista uma receita, mas, sim, alguns
procedimentos que deixam o cliente
confortável e seguro de que está
investindo no negócio certo”. É o que
pensa Luciana Lewis, executiva da Assessoria Exclusiva!BR,
com sede no Recife. “A estratégia é oferecer um leque de
serviços completo no quesito comunicação empresarial. Eu
nunca acrediteiemassessoria de imprensa simplesmente.Um
trabalho sem entendimento do negócio do cliente, baseado
numa estratégia de resultado. Além disso, monitoramos
diariamente nosso plano de ação definindo com o cliente”.
Diante de um mercado concorrido, Luciana Lewis diz
que a ousadia é fundamental, principalmente na hora de exibir resultados e conquistar novos clientes. Tempos atrás, a
Exclusiva!BR veiculou anúncio de página inteira falando sobre
sua diretora Luciana Lewis e sobre sua empresa nos três
jornais pernambucanos. Foi uma ousadia e tanto. Afinal,
ninguém do ramo de assessoria jamais tinha apostado em
publicidade para se vender. “Não existe sucesso sem risco”,
reflete, mostrando-se satisfeita com o portfólio conquistado
nos últimos anos. “Como o primeiro
semestre de 2009 foi conturbado, o
portfólio da Exclusiva está sendo
finalizado somente agora, e tem como
prioridade mostrar o quanto a empresa
está preparada para o novo momento
pós-crise. Enquanto todo mundo
fala disso (crise), nós falamos de
crescimento e nos profissionalizamos
para atender aos novos clientes que
estão chegando à empresa. Nos
últimos meses, fechamos contrato
com cinco novos clientes, entre eles a
Impsa (multinacional argentina do
ramo de energia eólica), Grendene, Souza Cruz, Casa Cor,
Fliporto, Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha e
o clube carnavalesco Galo da Madrugada”, comemora.
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Marcelo Heidrich, Ponto de Criação (SP) |
Já o diretor de negócios da agência Ponto de Criação
Publicidade (SP), Cristiano Corrêa, não poupa esforços para,
literalmente, mostrar-se ao mercado: “Um dos grandes
paradigmas de hoje é como gerir a
comunicação para influenciar o
relacionamento dos consumidores e
dos compradores com a marca,
produto ou serviço”, disse. Ele lembra
que, na sua empresa, o perfil ideal de
marketing é sempre aquele que dá
certo. “No caso da Ponto, o low
profile. Assim, temos conquistado
mais oportunidades para nossos
clientes e fidelizado, os quais acreditam
no nosso modelo de agência”.
Cristiano Corrêa faz questão
de lembrar uma grande conquista da
agência. No último mês de junho, a Ponto de Criação -
comandada pelo publicitário Marcelo Heidrich – ganhou em
Cannes, principal festival da publicidade do mundo, o Leão de
bronze no Media Lions com um trabalho para o Smart, da
Mercedes-Benz. Também foi a única agência a conquistar
ouro na área de TV/Cinema do Festival de Nova York, com o
filme contra o aquecimento global criado para o “Projeto
Reclame por um Mundo Melhor”, do programa “Reclame”,
exibido pelo canal Multishow (TV por assinatura).
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Aline Gadelha, Sistema Verdes Mares (CE) |
A Abap e a Associação Brasileira de Anunciantes
(ABA) também estão juntas numa grande campanha publicitária
criada pela AlmapBBDO.Oobjetivo é resgatar o valor das
marcas na perspectiva do consumidor. A campanha foi
batizada de “Agenda Positiva”, pois pretende valorizar a
propaganda como instrumento de informação, educação,
entretenimento e de hábitos saudáveis ao consumidor. A
campanha visa ainda acentuar a
concepção generalizada de que a
propaganda é, de fato, a alma do
negócio. A agenda positiva da Abap e
Aba é tema de debate no meio
publicitário brasileiro
Para a maioria das agências e
veículos de comunicação, a iniciativa
das duas entidades classistas ratifica a
visão de marketing já em prática em
várias regiões do país. É o caso, por
exemplo, do Sistema Verde Mares de
Comunicação do Ceará, que envolve a
Rádio AM 810, o jornal Diário do
Nordeste, a Rádio FM 93, a Recife FM, a Rádio Tamoio, TV
Diário e a TV Verdes Mares.
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Laercio de Souza Junior, TV Mirante (MA) |
Para Aline Gadelha Félix, gerente de marketing do
Sistema Verdes Mares, a receita para conquistar clientes é a
combinação de programação de qualidade, política comercial
coerente e relacionamento. Tudo isso permite à equipe do
conglomerado atuar, muitas vezes,
como consultores de informação e
tendências do mercado de forma
personalizada. “Investimos fortemente
em pesquisas e dispomos de uma
equipe especializada em inteligência
de mercado. Assim, podemos entregar
ao cliente não só a mídia comprada,
mas também a segurança de que o
seu plano de mídia estará atingindo seu
público-alvo”, disse Aline, que, além
de ser formada em Publicidade e
Propaganda pela Universidade de
Fortaleza, também tem MBA em
Gestão Estratégica de Empresas.
Na condição de incentivadora da autoestima de sua
empresa, Aline Gadelha Félix aposta sempre na intuição, mas
com base na estrutura e condições de trabalho: “Penso que o
perfil ideal de marketing seja o de um departamento totalmente
alinhado com as demais áreas da empresa e que atua
em todos os níveis da organização, de modo que a 'visão de
marketing' esteja intrinsecamente ligada à cultura empresarial. Vejo que as atividades de marketing extrapolam as fronteiras
do departamento e refletem nas diversas rotinas da
empresa”, reforça.
A PRONEWS também foi até São Luiz, no Maranhão,
para mostrar como se vende no mercado local outro grande
sistema de mídia, considerado o 4º maior grupo de comunicação
do Nordeste. Trata-se do Sistema Mirante, que mantém a
Rádio Mirante AM, a TV Mirante (afiliada da Rede Globo), o
jornal O Estado do Maranhão e a
Mirante FM.
Segundo o diretor de marketing
do grupo, Laércio de Souza Júnior,
especialista em Gestão Empresarial
pela Fundação Dom Cabral (SP) e com
MBA pela Escola Superior de
Propaganda e Marketing (SP), a
estratégia para vender a imagem da
empresa não tem segredos. “Ela está
baseada no conceito de geração de
valor para nossos anunciantes.
Conforme esta visão, o marketing
pensa e pratica as três visões de valor: a
criação, identificação e comunicação dos nossos produtos. Se
temos liderança em televisão, é papel do marketing identificar
corretamente, por meio de pesquisas de audiência, como e
onde estamos.Emseguida, usamos esses dados para subsidiar
a criação por meio de novos produtos associados a mídia e
eventos. Finalmente, a terceira etapa é comunicar esse valor
para o mercado. As agências e anunciantes
sempre recebem informações
atualizadas sobre todos os nossos
veículos”, revela.
Laércio de Souza diz não se fechar
em ideias preestabelecidas quando
pensa em marketing empresarial. O
seu método muda de acordo com a fase
do mercado. “Mas devemos ter discernimento
e visão crítica para saber
adequar nossas estratégias. Acho que o
marketing só perde para a área de gestão
quanto a novas tendências e métodos.
Visite uma livraria de aeroporto e
você entenderá o que estou dizendo.
Nem tudo é válido ou dá resultado. Há muito glamour em
torno do tema. Não temos que fazer tudo que a manada faz.
Senão, perdemos o conceito de valor e de fazer a diferença. É
parecido com uma frase em latim, mutatis mutandis. Mudar o
que deve ser mudado, manter o que deve ser mantido. Quem
está na liderança deve fazer seguidores. Muita gente já segue a
Mirante – e não é apenas peloTwitter”, brinca.
A reação em cadeia do mercado publicitário e de
propaganda do Brasil, para melhorar a própria imagem, está
vencendo desafios. Principalmente financeiros. Com ou sem
dinheiro em caixa, a moldura construída para o marketing
empresarial é desenhada com otimismo e criatividade. O
incentivo ao comportamento próativo
desses profissionais vem de todas
as entidades de defesa dos direitos das
agências, veículos e anunciantes.
Para quem está do outro lado
da linha, escolhendo a melhor agência
para atender suas necessidades, a dica
é estar atento ao que orienta a Abap,
através dos seus 18 capítulos em todo
o país. No site da associação (www.abap.
com.br), encontra-se uma espécie
de cartilha batizada de Comunicar e
Crescer. Nela, há dicas estratégicas
sobre os bastidores do mercado
publicitário. Em cada página, é possível compreender como
funciona o meio. São informações básicas que apresentam o
perfil do publicitário como especialista em controle de
qualidade, negociação, planejamento e estratégia.
A cartilha também presta um grande serviço ao
provocar uma pergunta: como se paga os serviços da agência
e como saber que o pagamento é justo? A resposta é que a
remuneração de uma agência de programa é absolutamente
clara e está prevista na Lei 4.680. “É a sua agência quem
planeja a presença da sua marca na
mídia, reserva a compra em seu nome,
além dos espaços. A remuneração da
agência se dá através de descontos
concedidos pelos veículos de comunicação.
Descontos que só podem,
legalmente, ser concedidos para
agências de publicidade”, diz o texto. A
cartilha da Abap tem o apoio logístico
da ABA, Abert (Associação Brasileira
das Empresas de Rádio e Televisão);
ANJ (Associação Nacional de Jornais);
Aner (Associação Nacional de Editores
de Revistas); Cenp (Conselho
Executivo das Normas-Padrão) Central de Outdoor);
Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda); e
também da FGV (Fundação Getúlio Vargas).
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