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| Maio de 2003 | nº 44 | Capa: Ágora |
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As agências no front da guerra
Cecilia de Sá Pereira
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O assunto do momento é a guerra
no Iraque, e não tem para onde correr. Em
bares, escritórios ou redações
as opiniões variam. Todos têm sua teoria,
mas no final concordam pelo menos numa coisa: em
qualquer escala, ela é prejudicial e perigosa
e, de certo ponto, vai determinar onde estaremos
daqui a alguns anos.
No meio publicitário não poderia ser
diferente. Mais do que uma campanha para as agências,
a guerra significa, sim, motivo para que se posicionem
quanto aos fatos que direta ou indiretamente interferem
no futuro do mundo. Empresas como Stampa Outdoor
(PE), Íntegra (CE) e Aporte (PE) são
exemplos de agências que institucional-mente
ou não, deram seu recado. |
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A Stampa Outdoor foi a primeira a
se manifestar, em Pernambuco, contra a guerra. A
peça institucional surgiu da crença
de que agências e suas campanhas têm
finalidade social. "Não podemos estar
de fora do que ocorre em nossa sociedade, temos
que nos manifestar", diz seu diretor, Ricardo
Costa. A empresa defende ainda, a soberania de cada
Estado, individualmente. "Não que a
Stampa apóie Saddam Hussein, mas se o povo
iraquiano está satisfeito com seu governante,
ninguém tem o direito de trocá-lo
à força. E se Bush discordar da forma
de Lula gerir a Amazônia e resolver invadir
o Brasil?", ataca.
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"Os veículos de comunicação
devem ser imparciais", diz o diretor de atendimento
da Íntegra (CE), Juraci Braga. Para ele,
as agências devem incentivar a curiosidade
das pessoas, dar meios para que elas próprias
se posicionem. Nesse contexto foi criada para o
jornal O Estado, a primeira campanha no Ceará:
"Não seja a favor, não seja contra,
se informe. A idéia foi criar uma campanha
que estimulasse o público a buscar informações
sobre o momento que estamos vivendo", completa
o diretor.
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Outro exemplo é a agência
Aporte (PE), que está engajada na campanha
interna do Núcleo de Apoio Pedagógico
(NAP). A peça "No War" foi criada
para o Nap Debate, onde estudantes e professores
discutem as conseqüências da guerra.
"A idéia é implantar nos estudantes
uma cultura de paz, que defenda a não-guerra.
E a resposta tem sido significativa", comemora
o professor Helder Moura. Prova disso é que
a marca "No War" estará em todos
os próximos eventos do Núcleo.
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