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| Julho de 2003
| nº 46 | Capa: Ponto D Comunicação |
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Pesquisa mostra situação
infantil na mídia
Luciana Torreão
No dia
29 de maio, a ONG Auçuba Comunicação
e Educação lançou no Hotel
Mar Olinda Residence, a quarta edição
da pesquisa A Criança e o Adolescente na
Mídia em Pernambuco - Edição
2002, com enfoque no tema Saúde. O evento
aconteceu durante a I Oficina Criança e Adolescente
na Mídia, uma promoção da Rede
Tecendo Parcerias, grupo formado por várias
entidades, entre elas a Cáritas Brasileira.
O debate contou com a presença marcante das
jornalistas Bianka Carvalho (TV Globo), Janaína
Araújo (TV Globo), Geórgia Alves (SOS
Corpo e ex-TV Globo), Ana Célia Floriano
(Folha de Pernambuco) e Carlos Pontes (Rádio
Jornal).
Segundo a coordenadora do Só Para Fazer Mídia
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(SPFM), Gorete Linhares, a pesquisa é um dos produtos
que compõem as várias ações
da Rede de Agências de Notícias dos Direitos
da Infância e Adolescência - Rede ANDI, e
tem por objetivo estabelecer diálogo permanente
entre profissionais de comunicação e pessoas
que atuam no âmbito social. "O SPFM é
um projeto que trabalha com estudantes de comunicação
pela conscientização socialmente responsável
da mídia, e a análise é o fruto do
estágio deles que dura um ano. É uma experiência
enriquecedora e positiva", aponta. Para a diretora
da Auçuba, Cristiane Felix, a publicação
já se tornou referência jornalística
dentro e fora das redações. "O conteúdo
possui discussões que abrangem a utilização
de termos e palavras impróprias que retificam valores
sociais, esclarecendo questões do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) - uma fonte balizadora e indispensável
na abordagem de diversos temas que envolvem esse universo",
explica.
Distribuída gratuitamente, a publicação
concretizou-se a partir da análise e clipagem
diária de sete jornais pernambucanos avaliados
entre janeiro a dezembro de 2002. Ela subsidia base
para reflexão dos profissionais da mídia
sobre o tratamento dado às questões da
infância e adolescência. Com o enfoque central
dado à saúde da criança e do adolescente,
a edição contou ainda com entrevista exclusiva
do ministro da Saúde, Humberto Costa, além
de artigos de especialistas e jornalistas. "O Ministério
da Saúde também vem se articulando com
os setores de educação e assistência
social, visando à formulação de
políticas que privilegiem a primeira infância
e no investimento de ações que estimulem
o desenvolvimento infantil", cita Humberto Costa
na publicação.
A ONG registrou durante o ano de 2002, 4.965 inserções
referentes à infância e adolescência,
ou seja, 562 inserções a mais que no ano
anterior. Destes, 25% são referentes ao tema
Educação, 23% de Violência e Saúde,
ficou em terceiro lugar com 10% das inserções.
O Jornal do Commercio ficou em terceiro lugar no ranking
e foi responsável por cerca de 30% da cobertura
geral. Com relação ao tema Saúde,
foi quem apresentou mais inserções, respondendo
por 35% da cobertura. O Diario de Pernambuco ficou em
segundo lugar com 31,66% das matérias publicadas,
mantendo o ranking de 2001, apresentou mais matérias
sobre Educação (451) e buscas de solução.
"Em 2002, a jornalista Marcionila Teixeira obteve
o reconhecimento do Projeto Jornalista Amigo da Criança,
diplomação concedida pela ANDI. Vale também
destacar a série de reportagens Porque morrem
os jovens? - que resultou num seminário fantástico
sobre violência contra os jovens, realizada pelo
DP em parceria com a Unesco", ressalta a jornalista
responsável, Romerita Farias.
A Folha de Pernambuco ficou em primeiro lugar (34%)
e o tema Violência foi o mais abordado. Já
o jornal semanal Vanguarda, de Caruaru, publicou 154
matérias e privilegiou os temas Educação,
Violência e Saúde. O Gazeta do Nordeste,
apresentou 55 matérias e o tema Terceiro Setor
foi o mais abordado. De periodicidade quinzenal, o jornal
Gazeta do São Francisco, de Petrolina, responde
por 46 matérias do total da cobertura, com enfoque
especial voltado para o tema Educação,
sob ótica propositiva, ou seja, positiva e solucionável.
Segundo a jornalista e repórter da TV Globo,
Bianka Carvalho, o número de matérias
aumentou e a qualidade da mídia também.
"Acho que isso se deve ao Prêmio Ayton Senna,
que vem incentivando a categoria e pautando os assuntos
relacionados ao universo social, com enfoque voltado
para a infância e adolescência. Isso incentiva
os profissionais a almejarem o prêmio e ganhar
destaque nacional", conclui.
Serviço:
Auçuba - (81) 3441.2722
E-mail: aucuba@aucuba.org.br
Site: www.aucuba.org.br
- www.andi.org.br
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