evento ocorreu em 4 de junho, no Auditório
do Centro de Artes e Comunicação
da UFPE (CAC) e aconteceu paralelamente ao XII
Reunião Anual da Associação
Nacional de Programas de Pós-Graduação
em Comunicação (Compós 2003).
O videoclipe é uma das mais excitantes
formas artísticas gerada nos últimos
tempos. A intenção da mostra foi
revelar produções que apresentassem
conteúdos diferentes. A exibição
incluiu artistas que têm a preocupação
de inovar a narrativa cinematográfica e
a estética do videoclipe, trabalhando com
diretores que se consagraram no formato, como
Chris Cunningham e Michel Gondrycomo. Entre os
vídeos apresentados constavam The Smiths,
Bjork, REM, Prodigy, Sonic Youth, Porttishead,
Fat Boy Slim, Radiohead e David Bowie, entre outros.
Em meio à apresentação dos
17 clipes os expectadores contaram com a explanação
do especialista no assunto, o professor do Programa
de Estudos Pós-Graduados em Comunicação
e Semiótica da PUC-SP e do Departamento
de Cinema, Rádio e Televisão da
Escola de Comunicação e Artes, da
USP, Arlindo Machado. Estavam presentes ainda
o doutor em cinema pela Universidade de Paris
e professor da UFPE, Paulo Cunha e o jornalista
da Folha de Pernambuco e professor da Universidade
Salgado de Oliveira (Universo) e UFPE, Thiago
Soares. Um dos organizadores da sessão
especial, o estudante Aroldo Alves diz que a equipe
priorizou na programação videoclipes
das mais variadas técnicas e linguagens,
sem restrições de gêneros
musicais.
Arlindo Machado, que tem muitas publicações
sobre a linguagem do videoclipe, e é autor
do livro A Televisão Levada a Sério
diz que a tendência atual é usar
toda a criatividade, e fazer coisas impossíveis.
São novos roteiros e cenários, novos
efeitos", completa. O ideal é tornar
o produto final em algo interessante e poético.
E, segundo Aroldo Araújo, a presença
exclusiva de clipes estrangeiros aconteceu porque
a gravação pela Internet é
complicada e quando se procura algo nas locadoras,
encontra-se apenas shows da banda. A carência
de pesquisas sobre o tema no meio acadêmico,
principalmente acerca de produções
pernambucanas e regionais levou a dupla a fazer
um projeto de conclusão sobre o assunto.
Porém, a falta de recursos ainda é
um percalço. "Estamos abertos a propostas.
Quem se interessar pelo assunto e quiser apoiar
ou até mesmo investir em nossa idéia,
pode nos procurar", solicita Rabello.
"O audiovisual é outra forma de inserção
de novos profissionais no mercado e chegou num
estágio extremamente consolidado. Por conta
da pressão do mercado estes produtos correm
o risco de se tornarem repetitivos e convencionais.
Esta é uma forma de manter viva a chama
experimentalista", enfatiza Paulo Cunha.
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