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| Setembro de
2003 | nº 48 | Capa: Duck Comunicação |
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ENCONTRO DA PUBLICIDADE NORDESTINA
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De 19 à 21 de agosto
passado, o ceará foi palco do Comunicar
2003 - Festival de Publicidade do Ceará,
que reuniu cerca de seis mil pessoas - entre
profissionais de agências, veículos,
fornecedores, estudantes e empresários
- para discutir os desafios do mercado no
novo milênio frente à globalização,
no Centro de Convenções do Ceará,
em Fortaleza. Na re-flexão sobre os
rumos da indústria de comunicação
regional, foram abordadas as questões
referentes à Como Enfrentar a Crise
em Tempos de Guerra Iminente e Recessão
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Mundial; Os Novos For-matos de Abordagem e as Novas
Técnicas e Tecnologias de Fidelização
do Consumidor; e Como Construir Uma Marca Forte
Regionalmente, proferidos por nomes de peso no setor
como Antônio Rosa Neto, presidente da Dainet
Multimídia e Comunicação; Daniel
Barbará, diretor comercial da DPZ; Paulo
César Queiróz, vice-presidente de
Mídia DM9DDB; Avelar Vasconcelos, diretor
de Marketing da Nestlé; Christina Carvalho
Pinto, sócia-presidente do Grupo Full Jazz
de Comunicação; e Walter Longo, mentor
e CEO da Synapsys.
Para muitos dos participantes e dos debatedores,
o evento já é um marco no segmento
uma vez que não há nenhum outro fora
do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, com a mesma
proposta e infra-estrutura: 3.500m² de área.
Para a Feira de Negócios, 80 stands para
exposição de marcas, dois mini-auditórios
para Workshops e auditório para conferências
com 800 lugares, além de restaurante e stand
de primeiros socorros. "Pela minha experiência
e presença em vários mercados, não
existe hoje fora de São Paulo, nenhum evento
com tamanha estrutura e organização,
nem mesmo no Rio de Janeiro. Esse acontecimento
é marcante e de extrema relevância
para o mercado regional", ressaltou Paulo Sérgio
Queiroz, que debateu a evolução das
técnicas de mídia do GRP ao AIF, no
primeiro dia do evento.
| O Comunicar 2003 superou as
expectativas do setor quanto à participação
nos seis painéis temáticos,
onde foram abordados todos os temas de discussão,
desde o dilema da marca diante da ditadura
do varejo à gestão empresarial
na indústria da comunicação,
onde ficou latente que as ações
não só devem ser integradas
mas também muito bem articuladas para
conseguir resultados rápidos e eficazes,
num período no qual a automatização
e o imediatismo são conceitos importantes.
"Hoje, o comando da |
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maioria das empresas do País se encontra
na mão de profissionais efêmeros, em
busca de resultado rápido e sem nenhuma visão
estratégica do negócio. Trocamos 'homens
do negócio' por 'homens de negócio',
profissionais com habilidade técnica, mas
sem aptidão para negociar, gerando uma liderança
organizacional mais preocupada com o fim do mês
do que com o fim do mundo", apontou Walter
Longo.
Christina Carvalho Pinto encerrou o evento traçando
os novos caminhos e tendências das agências,
abordando, inclusive, a importância da regionalização
do mercado - resistente à universalização
da linguagem pelo processo de globalização.
"As grandes marcas vêem os mercados regionais
pelos parâmetros de percentual de consumo
que cada um desses mercados apresenta. Os investimentos
costumam acompanhar esse critério, lembrando
que estes aplicados de forma diferenciada em regiões
específicas podem mudar favoravelmente o
quadro de market share para as marcas investidoras",
destacou Christina.
O evento também teve grande concentração
de participantes nos workshops; na Feira de Negócios;
no Festival de Novos Talentos; no Memorial da Propaganda
com histórias e curiosidades do mercado;
e na I Mostra da Propaganda Cearense, uma exposição
dos trabalhos mais criativos das agências
locais, no último ano.
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