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A NOVA VISÃO DO MUNDO E
A EMPRESA
O mundo atravessa um momento muito especial. As tendências
para a destruição do planeta, baseadas
na forma atual de organização do ser humano,
fazem com que milhões de pessoas, nas mais diversas
áreas de atuação, busquem uma nova
visão do mundo. Os problemas ambientais, as populações
esfomeadas, as diferenças alarmantes entre o
mundo tecnológico dos ricos e a ausência
de condições mínimas de sobrevivência
de uma imensa camada de pobres impelem o planeta inevitavelmente
à reflexão de seus valores, estilos de
vida e credos. O avanço e o uso da tecnologia
levam à discussão da eficácia.
Os problemas de hoje não podem mais ser analisados
segmentadamente. Nessa crise única vivida pela
humanidade, nasce uma visão sistêmica.
Uma nova forma de analisar as situações
e tentar, através da mudança de paradigmas,
transformar o homem que habita este planeta.
Líderes das mais variadas áreas da ciência,
educadores, empresários cada vez mais se dão
conta dos perigos da visão fragmentada que até
agora orientou nosso mundo contemporâneo. Alguns
políticos também já se conscientizaram
da imperiosa necessidade de mudança. A visão
fragmentada que nos orientou não resolve os problemas,
simplesmente os troca de lugar. A sociedade industrial
ocidental está em crise em todas as áreas:
medicina, ecologia, educação, tecnologia,
etc... O homem, a mulher e o conceito de família
estão também em crise na última
década. O trabalho agora, visa levantar, de forma
resumida, o efeito dessa mudança de paradigma
dentro das empresas e especialmente o papel dos comunicólogos
nessa transformação. O consumidor não
é mais o mesmo. O maior consumidor é o
próprio funcionário da empresa. É
impossível imaginar empresa iguais para o futuro.
Existe uma nova maneira de fazer as coisas. Elas nos
são sinalizadas pela própria mudança
de paradigmas. E tudo mudará, ou está
mudando, mais rápido do que se possa pensar.
Descobre-se uma nova interpretação para
o conceito de liberdade: poder deixar um planeta para
nossos filhos. As contradições e os conflitos
são sinais de diversidade e evidenciam o movimento.
Trabalhar com um planejamento de marketing e comunicação
é ser, no momento, um agente de transformação.
Os agentes de transformação eram instigadores
de conflito no passado. Dentro do novo paradigma, esses
indivíduos, cada um de nós, compreendendo
o eterno movimento, atuam no processo sempre em busca
do equilíbrio dinâmico. Precisamos de um
novo modelo de marketing e comunicação
baseado na mudança.
Planejamento é a arma para auxiliar a mudança
das organizações levando-as à reflexão.
No novo paradigma, ele não se restringe ao gabinete,
sendo, antes de tudo, uma atividade dinâmica de
reflexão e ação dentro dos organismos
vivos, as empresas. No processo de planejamento, os
líderes são influenciadores da dinâmica
na própria organização, respeitando
o tempo, a lógica e a emoção de
cada uma delas. Ninguém comanda um sistema. A
atividade de planejamento é catalisadora e impulsionadora
de mudanças. Assim serão os novos líderes.
Só as máquinas podem ser controladas.
Os organismos vivos são autônomos. Reagem
bem ao diálogo, à cooperação
e à aliança. É obrigatório
analisar todo o tempo e planejar dentro dos sistemas
os passos seguintes, que serão sempre únicos
para cada organização. Não existe
receita. Por isso planejar é uma atividade altamente
criativa. É também uma atividade educativa,
já que nada mais somos do que orquestradores
da mudança. A identidade de uma empresa é
dada pelo seu inter-relacionamento com funcionários,
clientes, não clientes e fornecedores.
O padrão de seu relacionamento é a sua
marca. A comunicação deve ajudar a posicionar
e dinamizar a marca de uma organização
de uma empresa, primeiro precisamos conhecê-la
compreendê-la. Trabalhar só a propaganda
é coisa do velho paradigma; os novos profissionais
da área já percebem a amplitude do trabalho
que têm por fazer. Se aplicarmos a visão
holística no dia-a-dia, será mais fácil
entendermos por que o consumidor compra mais serviços
do que produtos, mais conceitos e atitudes do que simplesmente
tenta atender a suas necessidades físicas e imediatas.
Aceitar que as teorias que nortearam nosso trabalho
não funcionam mais pode ser desestabilizador,
mas também mais gratificante. Já é
tempo de aceitarmos que o futuro a gente inventa.
Nádia Rebouças
nareboucas@hexanet.com.br
www.reboucaseassociados.com.br
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