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| Janeiro
de 2004 | nº 51 | Capa: Expressão Comunicação
Integrada
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O fotojornalismo tem muitas surpresas em seu dia-a-dia.
Uma delas é se deparar com uma boa luz, uma
composição totalmente involuntária,
paz para criar a imagem e um assunto forte. Mas,
quando isso rola durante uma ronda policial, onde
só esperamos coisas ruins (eu que o diga,
foram seis meses ininterruptos, de segunda a sábado,
na ronda noturna da Folha de Pernambuco, de 23h
às 06h da manhã, nas madrugadas pernambucanas
de 1998), aí então é que se
pode vibrar. |
Foi numa dessas rondas (diurnas) que, ao abrir a porta
de um barraco numa favela na periferia de Salvador, me
vi diante do corpo de um velho vendedor de carvão
caído no chão de barro batido. Enrolado
com um "incandescente" e belo lençol
vermelho, mostrava-se como se fora anunciada sua morte
por espancamento. Paciência e profissionalismo para
não se deixar levar pela emoção triste
de um assassinato, um pouquinho de sensibilidade e pronto…
temos uma imagem policial satisfatoriamente composta e
de bom gosto. Assim foi feita a foto com uma Canon digital
D60, numa velocidade de 1/60, abertura de diafragma de
f/2.8 e filme com a sensibilidade de 800 asa. Foto:
Edmar Melo
Repórter Fotográfico do jornal e agência
A Tarde - Salvador/BA
Contato pelo telefone (71) 9131.7183 ou pelo e-mail:
edmarmelo@hotmail.com
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