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| Ano V | 15
janeiro - 15 fevereiro de 2004 | nº 52 | Capa: ProNews |
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Caça Palavras
Nem só de layouts se faz o dia-a-dia de uma agência
de design. Há muitos outros trabalhos criativos.
Criar nomes para marcas de produtos e serviços
é um deles. Muitas vezes, levamos mais tempo na
criação de um nome do que no desenvolvimento
da sua embalagem ou programação visual.
Parece incrível, mas é a pura verdade. Nomes
como Petix (para um snack aperitivo); Bonaparte (pioneiro
no modelo que alia boa culinária - daí o
nome de origem francesa - e fast-food); biscoitos Lero-Lero
(precisa dizer que é para o público infantil?);
DoMestre (argamassas e rejuntes para construção
civil); e TIM-TIM por TIM-TIM (informativo da TIM) não
surgem por acaso. São nomes que têm um conceito,
que sugerem atitudes positivas. Além disso, são
simpáticos, fáceis de memorizar e com grafia
convidativa.
Mas não é só isso. Aliada à
tarefa de encontrar um nome perfeito, existe outra grande
dificuldade: a sua possibilidade de registro. Sim, pois
não basta criar o nome; esse nome tem que ser passível
de registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial
- INPI, órgão federal que regulamenta os
registros de marcas e patentes. E é aí que
o bicho pega! Existem milhares de registros de marcas
para cada categoria de produto. Isso faz com que, invariavelmente,
tenhamos que criar algumas dezenas de nomes, até
conseguirmos um que esteja livre para o registro. E aqui
vai um conselho superimportante: o trabalho de registro
de uma marca ou patente não é tarefa para
amadores ou curiosos. É serviço para profissionais.
Para tanto, existem várias empresas especializadas
no mercado. A marca é o maior patrimônio
de uma empresa, e como tal, deve ser tratada com a maior
responsabilidade. E a criação de um bom
nome e o seu conseqüente registro no INPI é
o primeiro passo para o sucesso e para a garantia desse
patrimônio.
Herbert Perman
Herbert Perman Design |
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