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| Ano V | 15
janeiro - 15 fevereiro de 2004 | nº 52 | Capa: ProNews |
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Estrela do Norte
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Ninguém gosta mais de propaganda
do que os paraenses. Esse é o meu sentimento
quando vejo Abílio Couceiro (Mercúrio)
e Oswaldo Mendes (Mendes) persistirem à frente
de seus negócios, mesmo transcorridos 42
e 41 anos, respectivamente, de atividades contínuas.
Não conheço nenhum outro exemplo no
Brasil de um empresário no comando da mesma
empresa, por tanto tempo, salvo o Zander Campos
da Silva da Cannes Publicidade de Goiânia.
Esse amor pela propaganda, uma característica
que vai se perdendo com o profissionalismo oriundo
das faculdades, fez de Oswaldo Mendes um dos maiores
entusiastas da criatividade e por tabelinha a sua
agência um dos maiores entusiastas da criatividade
e por tabelinha a sua agência uma das mais
premiadas do Norte e Nordeste em todos os tempos.
Muito antes de Mendes, Oswaldo, então sócio
da Santos Mendes, constituía-se no primeiro
publicitário fora do eixo Rio-São
Paulo a participar dos concursos de criatividade,
então, organizados pela Revista PN. Estamos
falando em 1958/59, talvez. |
Mas é anos depois que a Mendes tornava-se a primeira
agência fora do eixo (a propaganda brasileira era
tão reacionária que cunhou essa horrível
expressão, de origem nacifascista, para indicar
as agências não oriundas do Rio-SP) a conquistar
alguns dos mais importantes prêmios nacionais e
internacionais. A agência, que um dia teve uma filial
cearense, conquistava o seu primeiro grande destaque em
1971 com o Relatório de Diretoria da Celpa, escolhido
Melhor Publicação Empresarial no Prêmio
Colunistas.
Era o primeiro trabalho de fora do
dito eixo premiado no concurso. A Mendes seguia
o exemplo da Almap e da Norton, estimulados por
um árido debate na época que questionava
o crédito dado aos criativos, assinando a
ficha técnica do trabalho, apenas, como "equipe
da agência". Três anos depois o
Clio Awards, um dos prêmios mais conceituados
do mundo, batia às portas da agência
que, mais uma vez, tornava-se pioneira, no contexto
fora do eixo. Diploma conquistado com um anúncio
criado para a revenda de automóveis Belauto.
Em 1975/ 1976, o Clube de Criação
de SP lançava o seu célebre Anuário
e lá estavam |
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Mendes e Propeg, como únicos representantes do
Norte e Nordeste a terem um registro na publicação.
A Estrela do Norte era premiada com um anúncio
de varejo de página dupla, ilustrado e redigido
por Rosenildo Franco, para a Importadora de Ferragens.
A Mendes tinha apenas 15 anos de vida e atuava num mercado
pobre e sem recursos de produção, mas já
merecia a admiração dos críticos
e de seus próprios concorrentes.
Nelson Varón Cadena
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