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pe360graus
   Ano V | 15 fevereiro - 15 março de 2004 | nº 53 | Capa: OEM Comunicação
   
   
     
A Bala do Ponto-de-Venda

Por Fernando Mont'elberto Extra Comunicação - PE

De alguns anos para cá, muito se fala sobre a utilização da comunicação no ponto-de-venda (merchandising) como ferramenta de marketing. Isso se deve basicamente a dois fatores e na realidade um provocou o outro, o primeiro foi o aumento da concorrência, que passou a exigir que as empresas lançassem mão de todas as formas possíveis de se comunicar com seus consumidores para venderem seus produtos. E para isso o PDV é fundamental, ele é a última chance de convencê-los, pois depois de passar pela caixa registradora “adeus”. Foi daí que surgiram as degustações, demonstrações e promoções no PDV. O segundo, que como já disse foi decorrência do primeiro, foi que os pesquisadores, consultores e grandes empresas começaram a estudar melhor essa ferramenta de comunicação e aí surgiram alguns números. Vamos a alguns deles: Esse já é conhecido - em média 85% das decisões de compra são tomadas no ponto-de-venda (dados do POPAI Brasil Point-of-Purchase Advertising Institute). Outro dado quando se coloca merchandising em um ponto-de-venda, o aumento médio de vendas é de 15% (dados da PEPSI América Latina).
Fazendo-se uma leitura apressada desses números, pode-se chegar a conclusões incompletas. É claro que as decisões de compra são tomadas no PDV, mas precisamos ver quais fatores são levados em conta para a tomada dessa decisão, na certa o consumidor além do preço, da embalagem e de algum diferencial promocional, também leva em conta outros fatores, como marca, credibilidade do fabricante, diferencial do produto e até o caráter social da empresa, além de outros.
É claro que fazer comunicação no ponto-de-venda aumenta as vendas, pois todos sabem que no varejo o que aparece mais vende mais. Mas é preciso encarar o merchandising e a promoção no ponto-de-venda, como balas de um revólver que ainda tem outras balas a serem usadas. Só assim o marketing funciona, usando de todas as suas ferramentas ou “balas” para influir na decisão do consumidor. Afinal, quem leva o consumidor ao ponto-de-venda se não é a propaganda do varejo? E quem desperta o desejo de consumo não é a propaganda do produto? Isso só falando de propaganda, não esqueçamos que existem outras balas.
Fica aqui então essa mensagem, não existe revólver de uma bala só.
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