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O ponto-de-venda como mídia
mensurada
Por Ronald Peach Jr
Após revolucionar o mercado da propaganda e da
promoção em 1998, ao divulgar que 85%
das decisões de marca eram tomadas no ponto-de-venda,
o POPAI Brasil - Point of Purchase Advertising
International provocou um movimento intenso
de migração de verbas para este canal.
Se por um lado este estudo apontou para um fato interessantíssimo,
o da pulverização das mídias de
massa e a perda de sua eficiência, por outro lado
provocou uma distorção: a cobrança
deliberada e aleatória pelos espaços de
loja.
Assumimos agora uma missão de responsabilidade
ainda maior: a de avaliar os impactos e resultados dessas
mídias, de forma a garantir aos anunciantes e
agências a cobrança dos espaços
em lojas em bases justas e técnicas.
Nenhum supermercado pode ter como critério o
"feeling" na precificação de
seus espaços, sob o risco de sacrificar seus
futuros anunciantes.
Que o PDV é uma mídia poderosa e de grande
valor, não temos nenhuma dúvida. Porém,
grupos como Globo, SBT, O Estado de S. Paulo e outros
que representam as mídias de massa passaram anos
elaborando formas de avaliar o número de impactos
para precificar seus veículos. O mesmo caminho
terá obrigatoriamente de ser perseguido pelo
varejo, se quiser de fato ser reconhecido e valorizado
na mídia.
Primeiramente, nem todo PDV pode ser qualificado como
mídia, visto que um armazém em Guaxupé
não tem o mesmo número de impactos nem
o giro de uma loja do Extra em São Paulo. Seria
como acreditar que uma placa colocada no triciclo de
meu filho pudesse ser comparado a um outdoor na Av.
Paulista. Portanto, o primeiro critério seria
"número de impactos", ou "movimento".
Da mesma forma, não podemos afirmar que um display
que fala e pisca tem a mesma eficiência de um
display estático. Sabemos que o primeiro pode
vender 1200% a mais do que o segundo. Portanto, o segundo
critério seria a "eficiência da mídia
indoor".
E por fim, quem pode afirmar que se montarmos uma ilha
numa grande loja, o aumento de vendas para óleo
de soja será igual ao aumento de vendas de Tvs
de 34 polegadas colocados no mesmo espaço? Portanto,
o terceiro critério seria a categoria que se
coloca no espaço que é oferecido. A performance
das mídias, certamente, será diferente
em cada categoria. Assim, o terceiro critério
seria "aumento de vendas por categoria".
O POPAI - USA desembolsou mais de US$ 1.000.000,00 para
realizar uma pesquisa nestes moldes. Estaremos, num
futuro breve, começando a divulgar estes números,
para iniciar um movimento que ajustará as relações
entre varejistas e anunciantes. Desta forma, longe de
impor resistências, estaremos contribuindo para
um mercado profissional, justo e pronto para prosperar,
sedimentado em bases sólidas e consistentes.
Afinal, como dissemos anteriormente, merchandising é
ciência.
Ronald Peach Jr. é presidente do
POPAI-Brasil e diretor da Droid Tecnologia Promocional
e Oficina de Merchandising
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