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BOLINHA DE ISOPOR, GIZ E ESPONJA
Esse ano foi especial na história da Rebouças
e Associados. Descobrimos que tudo que estávamos
tentando fazer desde a sua criação era
transformá-la numa empresa de conhecimento, que
é um passo adiante da prestadora de serviços.
Tentávamos uma passagem da antiga agência
de publicidade, que já há muito era um
escritório de comunicação que rejeitava
esse conceito de agenciador de veículos, e pensávamos
a comunicação como um todo. Mas não
havíamos nos dado conta com clareza desse salto
fundamental: somos um centro de produção
de conhecimento que opera completamente integrado a
nossos clientes e que, nessa medida, não são
mais nossos clientes mas parceiros na nova constelação,
como diz Tofler na sua ousadia de enxergar o futuro
no presente. Ser uma empresa de serviço significa
oferecer algo estanque, fixo, pré-concebido.
Não é o que fazemos e com certeza não
foi o que em conjunto com nossos clientes produzimos
nesse difícil ano de 2003. Desenhamos as propostas
em conjunto, enfrentamos juntos o desafio de crescer,
aprender e olhar as empresas sob nova forma. Acreditamos
juntos no poder integral da comunicação,
porque acreditando nela também acreditamos em
conhecimento e consciência, construindo assim
um original consenso: os três Cs - Comunicação,
Consciência e Conhecimento - que são capazes
de gerar, não mudança, mas TRANSFORMAÇÃO.
O mundo atual de negócios não é
a fabricação em série de coisas
iguais como já foi no passado, mas a produção
original de seres com identidade, de coisas diferentes.
Mais uma vez citando Tofller, saímos da visão
de sistema para tentar perceber a constelação.
As conexões ocultas no social (Capra) estão
nas mãos da comunicação que cumpre
assim o seu papel biológico no tecido social.
O que a bolinha de isopor, o giz ou a esponja tem a
ver com tudo isso? Em apenas uma história podemos
nos dar conta do que pode ser o OffPlan, nossa metodologia
de ação, para gerar transformação:
ouvimos as pessoas e aprendemos com elas.
Everton (da FCA, subsidiária da Vale do Rio Doce
em Campos RJ), depois de uma reunião onde foi
escutado e ouviu a história do gerente-esponja
que só absorve informações da diretoria
e pinga para baixo, construiu um raciocínio brilhante
sobre o mundo do conhecimento: “Podemos ser como
uma bola de isopor que dentro de uma bacia cheia d'água
nada distraída e continua igual....Ou podemos
ser um giz, que cai até o fundo da bacia, se
encharca e se, retirado da água, fica ali...encharcado,
inchado e sem reação para fora de seu
limite.....Temos por outro lado a oportunidade de ser
esponja: ela mergulha na água e absorve....pode
simplesmente pingar quando retirada ou pode ser totalmente
espremida, 'gerar' água, e ainda assim permanecer
úmida. Absorveu o conhecimento, apreendeu e espalhou,
jorrou.... Cada um de nós pode escolher se quer
ser isopor, giz ou esponja, e que tipo de esponja”.
Esse raciocínio foi feito por Everton e eu agradeço
a ele por ter desdobrado meu exemplo dos gerentes-esponja.
Agora eu poderei falar das pessoas e empresas que poderão
escolher de que forma se colocarão frente à
vida. A vida nada mais é do que uma bacia d'água
e eu, você, nós, podemos escolher o que
seremos e o tamanho da nossa solidariedade para sermos
transmissores. Mas precisamos também ser guardiões
de nossa consciência mantendo em nós a
surpreendente surpresa de aprender a aprender. O mundo
que está aí não exige só
mudança...mas transformação. Saímos
da situação de vender comodities e passamos
a trocar conhecimento.
Obrigada aqueles que nos permitiram entender isso.
Nádia Rebouças
nareboucas@hexanet.com.br
www.reboucaseassociados.com.br
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