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Ela nasceu numa fria noite de
lua cheia em Ribeirão (SP). Geminiana, mudou-se
ainda criança para São Paulo, onde
morou até os 17 anos. Depois disso, aportou
em Recife (PE). Adora correr, ouvir música
e escrever, se divertir, viajar, dançar,
jantar fora, ir ao teatro e ao cinema. A comida
japonesa e doces de toda espécie são
sua perdição. Para beber, simplesmente
Champagne e água. Simpática e risonha
que só ela, à primeira vista parece
até uma bonequinha de porcelana: branquinha,
com traços delicados. Depois de toda essa
descrição a esta altura você
deve estar pensando que falamos de um personagem
de uma das maravilhosas |
fábulas encantadas da literatura universal. Mas,
bem diferente da ficção, esta trata-se de
uma mulher de fibra, lutadora e com muita garra: Renata
Menezes, sócia-diretora da Novva Comunicação
(PE).
Publicitária por vocação ela ligou
sua carreira a um espectro muito maior da comunicação,
seu livro de cabeceira é sempre o livro que estiver
lendo no momento. Segundo Renata, não há
um único livro que represente a "obra da sua
vida". “Atualmente, estou lendo Viver para
Contar - de Gabriel Garcia Marquez. Uma narração
espetacular, de uma sensibilidade ímpar. Já
li outros tão maravilhosos quanto, mas não
tenho predileção por nenhum, até
mesmo porque os momentos da vida em que os estamos lendo
fazem toda a diferença”, divaga. De um modo
geral, admira Tom Jobim, Chico Buarque, Vinícius
de Moraes, Lima Duarte, Fernanda Montenegro, Clarice Lispector,
e por aí vai… Ao que parece, o romantismo
com bom gosto predomina no quesito música, pois
a sua predileta é "Sangrando", de Gonzaguinha.
Ao ser questionada como se auto-define ela é taxativa:
“Não me defino. Lembrei-me de uma frase interessante,
que resume essa questão: Diz-me o que crês
ser, que eu te direi quem não és - Henri
Frédéric Amiel”, responde.
Revista ProNews - Qual
a origem de seus alicerces, de sua base acadêmica
e profissional?
Renata Menezes - Sou jornalista por formação,
e publicitária por vocação,
empenho e fé. Formei-me na Unicap, em 1993,
mas antes disso já trabalhava como Atendimento,
na Propeg - onde iniciei minha vida profissional.
Em 1995 fui trabalhar em São Paulo, como
gerente de atendimento de uma grande agência
de design, ficando lá por 2 anos. Ainda passei
por Belo Horizonte, e voltei para cá em 1999.
Fui gerente de marketing de shopping centers, diretora
de atendimento |
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da Propeg - mais uma vez, e diretora da Mart Pet, onde
fiquei até 2002. Em 2003 criamos a Novva e, desde
outubro do ano passado, Pedro Fonseca se juntou ao grupo,
como sócio e diretor de comunicação.
Sou hoje a diretora-executiva; Jussara Pettini e Edison
Martins são sócios fundadores - juntamente
comigo.
Revista ProNews
- Qual a filosofia da Novva Comunicação?
O nome tem algum significado específico?
Renata Menezes - A Novva é mais que
um nome. É um conceito inovador de comunicação.
Terceirizamos o marketing e fazemos com que o pensar
e o agir sejam quase que atitudes paralelas. É
uma empresa de inteligência de comunicação
propositiva. Eu e Pedro Fonseca, meu sócio e
diretor de comunicação, nos propomos a
apresentar todos os tipos de solução para
criar canais eficientes de comunicação
com os públicos de serviços e produtos.
Novva é uma sigla - Novos Valores em Comunicação
- e também é uma atitude. Nos diferenciamos
com um grupo de talentos reunidos de maneira a criar
soluções de comunicação
e idéias, e não apenas de propaganda,
não apenas de promoção, não
apenas de uma, mas de todas as ferramentas existentes
ou a serem criadas para cativar o público desejado.
Revista ProNews - Que segmentos a Novva trabalha?
Renata Menezes - Em todos aqueles onde pode
haver comunicação, troca de informação
entre os nossos clientes e o seu público. Isso
vai desde o que já está institucionalizado
(como propaganda, assessoria de imprensa, merchandising,
e-business, endomarketing, eventos, promoção
e outros) até aquilo que seja possível
inventar. Aliás, essa é a melhor parte
do nosso trabalho com planejamento estratégico:
criar novas fórmulas, que possam multiplicar
os resultados dos investimentos dos nossos clientes.
Revista ProNews - Qual a relação
da Novva com a Mart Pet?
Renata Menezes - Em primeiro lugar, a Mart
Pet é um parceiro em estrutura, uma vez que dividimos
parte dela, tanto em espaço físico quanto
em despesas. Além disso, algumas vezes ela é
nosso cliente, e em outros momentos é nosso fornecedor.
Não temos nenhuma obrigatoriedade em dividir
trabalhos ou compartilhar clientes. A "Novva tem
total autonomia e independência, e encaminhamos
nossos jobs de acordo com o perfil de cada parceiro
e de cada fornecedor. Nosso compromisso é com
o resultado do trabalho para o cliente. Agora, por exemplo,
estamos desenvolvendo um projeto muito interessante
na área cultural, e convidamos a Ampla para fazer
junto conosco. Isso é que é bárbaro
para a gente: ter a liberdade, a flexibilidade e a segurança
para estar comprometido com o melhor resultado. Sem
amarras e com transparência.
Revista ProNews - Qual o segredo de um profissional
bem-sucedido?
Renata Menezes - Não tem segredo, ou
uma só bula a ser seguida. Cada um vai fazendo
o seu caminho conforme sua vocação, seus
focos de interesses, e sua personalidade. Acho que um
bom profissional se forma ao longo do tempo com muita
disciplina, atenção, sabendo ouvir, sabendo
enxergar as pessoas, as oportunidades e o mercado no
qual está inserido. Ter uma atitude de responsabilidade
para com seu ofício, se comprometer com a ética
e assumir posturas coerentes é fundamental para
se ter credibilidade. Outra medida importante é
o empenho na busca por conhecimento e atualização
permanentes. Formação não basta.
Tem que ter informação, sempre. É
preciso ousar em vários momentos, sabendo dosar
o risco, com sensibilidade. Bom humor também
ajuda.
Revista ProNews - Como você vê
o mercado de comunicação e marketing hoje?
Renata Menezes - Não acho que partilhar
o modo como vejo o mercado hoje vá acrescentar
para quem está lendo essa matéria. Os
bem-informados que trabalham na área sabem exatamente
qual é o panorama atual, e serei apenas repetitiva
se me propuser a descrevê-lo. Procuro sempre me
manter informada sobre o que está acontecendo
- mas não pauto minhas atitudes profissionais
apenas pela vivência do presente. O que está
aí, as fórmulas, as estruturas, os modelos,
já são uma herança. Ponto final.
Agora, neste exato momento, estou trabalhando pelo futuro,
olhando para frente. Procurando o novo, constantemente.
Revista ProNews - Como foi o ano de 2003 para
Novva?
Renata Menezes - Foi nosso primeiro ano. A
Novva nasceu no dia de Iemanjá, em 2 de fevereiro,
buscando um modo de atuação diferenciado
em relação aos modelos convencionais de
agência de publicidade - até porque não
somos uma. Apesar 2003 ter sido um ano difícil
para todo o mercado, a Novva conseguiu se instalar,
conquistar clientes relevantes, desenvolver um Bom trabalho,
e se equilibrar. Podemos dizer que, para apenas 1 ano,
estamos acima do peso.
Revista ProNews - E as perspectivas para 2004?
Renata Menezes - Assim como 2003, este ano
será de muito trabalho e de busca por "novvas”
oportunidades. Para isso, teremos que estabelecer um
ritmo de crescimento que seja sustentável, de
modo que a balança da estrutura e da demanda
não perca o equilíbrio que alcançamos.
Vamos continuar trabalhando com muita informação
e adaptações, visto que a comunicação
está oferecendo transformações
permanentes, e é preciso se antecipar a muitas
delas.
Revista ProNews - O mercado de comunicação
está para peixe? E o Nordeste?
Renata Menezes - Está mais para tubarão.
Aliás, qualquer mercado de trabalho está
assim. Já devíamos ter nos acostumado
com um mundo globalizado (que a essa altura do campeonato
já é passado), com a rapidez das mudanças,
com o acirramento da competição e com
a preocupação de estar desenvolvendo constantemente
nossas competências. Sempre haverá espaço
para quem souber abrir espaço - e manter espaço.
Aqui, em São Paulo, Nova York, Bahia ou em qualquer
lugar. O que acontece - e não é de hoje
- é que as grandes verbas de comunicação
estão centralizadas no eixo Rio-São Paulo.
Esse movimento gerou um processo de adaptação
do mercado regional e que foi muito sofrido à
primeira vista. Mas essa conjuntura não pode
mais ser colocada como barreira para o desenvolvimento
das potencialidades locais, pois já é
realidade consolidada. Temos que andar para frente,
com vistas às oportunidades que estão
surgindo a cada instante, e usando, mais do que nunca,
a criatividade para não nos imobilizarmos.
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