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| Ano V | 15
abril - 15 maio de 2004 | nº 55 | Capa: Ampla |
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CONCORRÊNCIA ESPUMANTE
Loiras geladas em pé de guerra disputam o consumidor
a qualquer preço
Luciana
Torreão
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Enraizada nos costumes de todas as
classes, a cerveja é uma verdadeira mania
nacional, e vem apresentando expansão dos
índices de consumo maior do que a média
de crescimento do país. Conseqüentemente,
isto nos leva a ocupar o 14º lugar no ranking
mundial, com quase 50 litros per capita/ano, perdendo
em volume apenas para os Estados Unidos, China e
Alemanha. Estudos comprovam que a maior parcela
das vendas sai para o consumo no balcão com
52% de participação, seguido pela
venda em supermercados (27%) e pequeno varejo (21%).
E o IBGE confirma: os brasileiros estão bebendo
cada vez mais cerveja. A Skol lidera o ranking,
com 31,4% de share, seguida de Brahma, com 18,2%.
Já a Nova Schin abocanha 12,6%. Correndo
atrás desse nicho, as indústrias cervejeiras
disputam o consumidor a qualquer preço. Em
vistas disso, nos |
últimos meses
as notícias que vêm se destacando no
topo da mídia são as polêmicas
sobre a fusão da AmBev com a belga Interbrew
e a migração do garoto-propaganda
da Schinkariol, Zeca Pagodnho, para o comercial
da Brahma. A pendenga em torno das campanhas só
vem refletir a crise ética enfrentada pelo
mercado publicitário, entre as grandes e
pequenas empresas, sejam elas locais ou nacionais.
A história todo mundo já sabe. A Schincariol
lançou a campanha Experimenta, e a respaldou
com estrelas globais. Para consolidar o seu mote
colocou o cantor Zeca Pagodinho na linha de frente,
que, diga-se de passagem, todo mundo sabia que sempre
bebeu a marca Brahma. Gostos à parte, a campanha
foi um sucesso, levando a segunda maior fabricante
de cerveja do Brasil, o Grupo Schincariol a ter
o melhor desempenho em seus 65 anos de história
em 2003, com um faturamento de R$ 1,74 bilhão,
crescendo 182% em relação ao ano anterior,
com lucro líquido de R$ 65 milhões.
Cerca de 80% foi gerado pelo segmento cerveja, enquanto
os 20% restantes vieram das áreas de águas,
refrigerantes e sucos. A participação
do Grupo, que fabrica, além da Nova Schin
as marcas de cerveja pilsen Glacial e Primus, saltou
de 10,1% para 14,1% do mercado nacional de cerveja.
“Isso permitiu que a empresa ganhasse mercado
e agregasse valor às nossas outras marcas”,
diz o empresário Adriano Schincariol.
Mas a alegria parece que durou pouco. No carnaval
passado, Zeca Pagodinho ao ir ao camarote da Nova
Schin, no desfile das escolas de samba cariocas,
não tomou cerveja alegando que estava resfriado.
Corre pelas bocas do mercado que este já
era o primeiro passo da estratégia que fazia
parte do que estava por vir. E em março a
bomba explodiu: Zeca “virou a casaca”
e protagonizou o novo comercial da Brahma, criado
por Nizan Guanaes, da África Comunicação.
O pagodeiro apareceu no comercial cantando música
que tem como refrão ‘‘Fui provar
outro sabor, eu sei/Mas não largo meu amor,
voltei’’, com letra do próprio
Guanaes em parceria com Paulo César Bernades
intitulada ‘‘Amor de verão’’.
O cantor rompera o contrato, que só terminaria
em setembro, com a Schincariol. Estima-se que o
acordo do cantor fechado com a AmBev tenha sido
de R$ 3 milhões ao ano e que ele já
teria embolsado pelo menos R$ 600 mil. O fato desencadeou
repercussão levando as marcas à justiça.
Bebedor assíduo da cerveja Brahma, muitos
se perguntaram o que ele estava fazendo ali. Era
uma jogada do publicitário Eduardo Fischer,
da Fischer America, que atingiu seu objetivo: mostrar
que a Nova Schin mudou e para melhor, a ponto de
conquistar bebedores famosos de outras marcas. A
estratégia deu resultado. Entretanto, o crescimento
da Nova Schin reduziu, um pouco, os negócios
da poderosa Ambev (Companhia de Bebidas das Américas),
dona das marcas Skol, Antarctica e Brahma. O Grupo
Schincariol entrou com ação no Conselho
Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária
(Conar) e processou o pagodeiro. Isso pode ser traduzido
em indenizações de mais de R$ 100
milhões. Além da multa por quebra
de contrato.
Apesar de tudo, a África divulgou que no
fim de semana após a estréia da nova
campanha da Brahma, as vendas aumentaram 104%. No
entanto, a agência não informou quem
realizou a pesquisa. Divulgou apenas que os dados
foram coletados no Rio de Janeiro, São Paulo,
Salvador e Belo Horizonte e foram comparados ao
fim de semana anterior. |
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Retaliação
- A Schincariol não deixou por menos
e reagiu à ofensiva contratando um ator para
representar o pagodeiro em negociação
de cachê para mudar de opinião sobre
a cerveja preferida. Por decisão do Conar,
ambas foram proibidas e tiradas do ar. Contudo,
com o título “Sugestões da brasileira
Nova Schin para a belga Brahma" e boa dose
de inteligência e humor, a Nova Schin deu
sua resposta à Brahma e publicou nos principais
jornais do país um anúncio de página
inteira, criado pela agência Fischer América,
com 10 dicas para a concorrente. Como diz o texto
do anúncio, “A cervejaria brasileira
ficou tão |
lisonjeada com o fato de a concorrente
copiar suas estratégias que resolveu sugerir
algumas outras idéias”, acusando a
Ambev, que, recentemente, anunciou sua fusão
com a belga Interbrew, de utilizar também
suas idéias e personagens.
Por sua vez, a fusão da AmBev com a belga
Interbrew também deu o que falar, pois foi
acusada de monopolizar o segmento. As cervejarias
fecharam uma Aliança Global que fortalece
a presença das duas empresas no mercado mundial
de bebidas. A união resultou na maior cervejaria
do mundo, com 15% de toda a produção
global. “É o coroamento da estratégia
de internacionalização da AmBev”,
afirma Victorio De Marchi, co-presidente do Conselho
de Administração da AmBev. Ele lembra
que, desde o anúncio da fusão entre
Brahma e Antarctica - em julho de 1999 -, a AmBev
fortaleceu a sua presença internacional com
operações na América do Sul,
Central e Caribe. O acordo com a Interbrew garante
à empresa brasileira o acesso ao maior mercado
do mundo, os Estados Unidos, além de Canadá,
México e Cuba. “Além disso,
Brahma será uma marca global, junto com a
belga Stella Artois e a alemã Beck’s”,
afirma de Marchi. As decisões serão
compartilhadas entre brasileiros e belgas e juntas,
as empresas têm cerca de 70 mil empregados,
unidades em 32 mercados e produzem cerca de 19 bilhões
de litros de cerveja por ano. “Esta é
uma grande possibilidade de crescimento também
para os nossos funcionários, que estarão
diante de oportunidades no mundo inteiro”,
acrescenta De Marchi.
Para o especialista em bebidas e presidente da Concept
Comunicação (SP/PE) Alberto Viviane,
o mercado de cervejas no Brasil vem passando por
uma série de mudanças nos últimos
anos. Em primeiro lugar o Plano Real, que num primeiro
momento aumentou a capacidade de consumo e fez com
que o volume de vendas aumentasse. O segundo marco
foi a criação da AmBev, uma mega empresa
que gerou movimentos contraditórios. “O
primeiro movimento que ela gerou foi ao criar um
grupo com capacidade de produção,
mix diferenciado e gerido com foco em resultados.
Isto, porém, disponibilizou uma série
de profissionais experientes, que foram absorvidos
pelas pequenas marcas. Hoje é praticamente
impossível encontrar no mercado nacional
uma cervejaria que não tenha um grupo de
profissionais originários da AmBev trabalhando”,
afirma Viviane.
Direitos autorais - E se não
bastasse toda essa confusão, a W/Brasil,
de Washington Olivetto, que tem a conta da Kaiser
alega ter os direitos autorais da música
“Canção das Torcidas”
que a AmBev usou para anunciar sua fusão
com a Intebrew, em comercial criado por Duda Mendonça
- o marqueteiro da campanha de Luiz Inácio
Lula da Silva. No processo, que corre na 36.ª
Vara Cível, o sócio de Olivetto,
Javier Llusa, alega ter composto a canção
em parceria com o músico Luís César
Reale. "Sou Brasileiro, com muito orgulho,
com muito amor" é o refrão
da música. A AmBev, no entanto, alega que
comprou os direitos da música da Editora
Vitale, e que está teria sido composta
por Mineirinho e Paraná, a quem teria pago
cerca de R$ 30 mil pelos direitos autorais. A
música foi usada na campanha apresentada
pelo ator Antonio Fagundes, ex-garoto-propaganda
da Primus, do Grupo Schincariol.
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Recentemente uma liminar , impetrada
pelos advogados do Grupo Schincariol Vinícius
Camargo Silva, Ricardo Augusto Galvão e Márcio
Quartaroli, foi concedida pela 27ª Vara do
Fórum Central de São Paulo, por 11
votos a zero, contra Zeca Pagodinho e Ambev, e impede
a veiculação, utilização
ou a alusão direta ou indireta à marca
Brahma até setembro de 2004, enquanto durar
o contrato com a Nova Schin. O desrespeito a esta
liminar implicará em multa diária
de R$ 500 mil. “No negócio da propaganda
pode haver algumas coisas ainda a serem conquistadas,
mas no que diz respeito aos valores morais e éticos,
estes sim,
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| estão resguardados e saem
vencedores no dia de hoje”, diz o presidente
da Fischer América, Eduardo Fischer.
Para a Analista de Marketing da Claro/Região
NE, Andréa Rodrigues Albuquerque o caso
mostra que alguns publicitários adotam
outros tipos de concessão, como a ética
- por exemplo. Tudo em nome da concorrência.
Mas não da concorrência saudável,
no qual vence a melhor idéia, mas em benefício
da concorrência apelativa, que estimula
a falta de caráter. “Publicidade
não pode ser isso. Como publicitária
sempre acreditei que concorrência e falta
de ética não precisam andar juntas,
embora sejam separadas por uma linha tênue.
É preciso discernimento, pois é
uma questão de escolha caminhar por algum
desses dois lados. Não há outro
caminho a seguir se desejamos ter dignidade em
nossas profissões e vidas”, afirma
Albuquerque.
E se no amor e na guerra vale tudo, pode-se dizer
que tal premissa com relação à
propaganda não deve proceder da mesma forma.
“O nosso planeta está precisando
de consciência, e este é um pensamento
do tempo das cavernas. A propaganda não
é uma ilha isolada, faz parte de um todo
e deveria ter mais responsabilidade por ser uma
ferramenta de influencia de massa”, argumenta
a sócia da Karambola e diretora da Publivendas,
Eliane Silva. Para ela a ética não
só é possível, como deve
ser o eixo fundamental de toda propaganda. A diretora
da Publivendas diz que é preciso ter em
mente que sem ética não existe qualidade.
“Se a criatividade é usada para "passar
por cima do concorrente" ela está
a serviço da sombra, não tem qualidade”,
aponta.
Paradoxalmente, a estudante de Publicidade e Propaganda
da Universidade Salgado de Oliveira (Universo-
PE) e mídia da Dicora Comunicação
(PE), Raphaella Araújo opina que o que
aconteceu foi realmente o que a Brahma queria:
causar polêmica. E conseguiu. “Na
verdade, desde que eu me conheço como gente
eu sei que Zeca Pagodinho só toma Brahma
e quando a Nova Schin o convidou para fazer a
campanha do Experimenta, a Schincariol já
deveria saber que um dia isso poderia acontecer.
Ainda que ele estivesse contratado até
setembro, na guerra das cervejas pode tudo, e
nós como publicitários temos que
fazer valer o nosso nome e fazer o melhor para
os nossos clientes”, reforça. “Se
alguém roubou o garoto propaganda, esse
alguém não foi a Brahma e sim a
Schincariol. O que vai acontecer é que
os consumidores daqui há alguns meses já
não vão nem mais lembrar dessa campanha
e os fãs do Zeca não vão
deixar de ir aos shows e muito menos comprar seus
CDs por este motivo. É certo que tudo isso
poderia ser evitado, existem várias formas
mais criativas de vender cervejas, se cada um
fizesse o seu (sem ataques) seria bem mais "ético",
não que dessa forma não seja, mas
só assim esse tipo de problema não
existiria”, aposta a mídia da Dicora
Comunicação.
Eliane da Karambola rebate e afirma que o espaço
que a mídia está dando a este show
de falta de ética não só
dá mais força a este tipo de comportamento,
como prejudica a imagem da propaganda. “O
bateu levou é uma atitude inconsciente
e ninguém ganha com isto”, expõe.
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Migração - Vale
lembrar que esta não foi a primeira vez
que um garoto-propaganda migrou para outra marca
no comercial da Schin: Antônio Fagundes
foi o responsável por comunicar ao público
a fusão AmBev/Interbrew. Diante de tudo
isso, o sócio e vice-presidente de Criação
da Grey Global Group/Brasil, e ex-Fisher América,
criador do Slogan “A Número 1”,
Fernando Luna reconhece que seu concorrente, a
Fisher América foi bastante ousado e muito
criativo em tudo, e fez um excelente trabalho
com o Experimenta. “Há tempos a empresa
estudava reformulações e novas estratégias
para a Schincariol. O Novo sabor foi uma sacada
de mestre. Mas acho que foi muita coragem colocar
o Zeca Pagodinho na linha de frente”, afirma
Luna, condenando a atitude anti-ética da
AmBev e da África, enfatizando que “a
comunicação da Brahma fere toda
e qualquer ética. Traição
não é tática de guerra. Rompimento
de contrato e aliciamento são suborno”.
Fernando Luna aponta que os acontecimentos levaram
os anunciantes a terem receio de contratar artistas
famosos ou globais. “A polemica desencadeou
um fenômeno mercadológico, e há
clientes com receio de utilizar famosos, com medo
de serem traídos. Afinal, atualmente, qual
a garantia que se tem que o concorrente num vai
dar um caminhão de dinheiro para que o
garoto-propaganda vire a casaca? Abriu-se um precedente,
que agora vale tudo e é preciso jogar com
as mesmas armas. Se alguém aplicar golpe
baixo tem que ser punido. E isso tudo dá
uma brecha para que reflitamos sobre a ética
publicitária e as tomadas de decisões
que venham porventura a ferir o adversário.
A exemplo disso, O Boticário já
suspendeu seus contratos com grandes figuras,
em coletiva concedida à imprensa”,
aponta.
E ao que parece O Novo sabor é o novo mote
das empresas cervejeiras para fazer o consumidor
mudar de marca. Em meio a tudo isso a canadense
Molson, que comprou a Kaiser de um grupo de distribuidores
da Coca-Cola em março de 2002, fez pesquisas
de mercado e está "Mais suave, mais
cremosa, feita com os melhores ingredientes e
diferente das outras". O produto segue o
resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto
DataFolha na qual foram ouvidas 25 mil pessoas
em 130 municípios de várias partes
do País, e que apontaram como gostariam
de uma cerveja. A partir dela, surgiu o que está
sendo chamado de "Nova cerveja Kaiser",
atendendo ao gosto do consumidor. Para divulgar
o novo produto, uma série de comerciais,
desenvolvidos pela agência W Brasil, foram
divulgados. Vale lembrar que mexer na fórmula
é sempre arriscado. Na busca de novos consumidores,
pode-se perder os antigos. Mas a Molson topou
correr o risco e aposta na novidade para reverter
dois anos de maus resultados no Brasil, com impactos
danosos sobre o balanço do grupo no Canadá.
No Brasil, o consumo de bebidas tem aumentado
de forma considerável nos últimos
anos, principalmente por conta do nosso clima
tropical. Sendo assim, o prazer de beber uma loira
gelada é ainda maior em dias quentes. Para
o bom bebedor e apreciador do colarinho branco,
muitas vezes não importa o tipo, desde
que o produto esteja gelado na mesa. E, em meio
a tanto rebuliço, o sócio e vice-presidente
de criação da Grey Brasil (SP) e
ex-Fisher América, Fernando Luna afirma
que depois da terceira cerveja o consumidor bebe
qualquer coisa que se colocar na mesa.
Vinculada: Quem bebe rótulo não
enxerga a boa cerveja
O nicho de cervejas vem se mostrando cada vez
mais promissor, e, entre tantas razões
a principal é que o Brasil está
ingressando em um período de crescimento
econômico sustentado, com taxas anuais estimadas
em 4%. E se para uns houve prejuízo, perdas
e danos morais para outros, a polêmica tornou-se
uma ótima oportunidade de vendas. A pernambucana
Frevo, por exemplo, acaba de lançar a campanha
“É boa, é Nova é nossa”.
O comercial foi inspirado na linguagem popular
e no cinema brasileiro. “A locação
foi feita no bairro do Recife Antigo (PE) e no
tradicional Bar Royal, que inclusive antes não
vendia Frevo e que após o dia da filmagem
passou a vender como nenhuma outra marca”,
confirma o sócio-diretor da Level comunicação
e atendimento da conta, René Bensoussan.
A narrativa desejada, de uma história com
um ritmo um pouco menos nervoso que nos comerciais
tradicionais, gerou um formato diferenciado de
45’. A mídia compreende um alto investimento,
especialmente nas TV Globo e TV Jornal. A história
mostra três personagens, dois cativantes
deficientes visuais que são companheiros,
mas que vivem discutindo, e um simpático
e carismático garçom que pelo bem
da amizade dos fregueses, troca o pedido da “boa”
e da “nova”, por uma cerveja “boa,
nova e nossa”, a Frevo. “O paladar
da Frevo, desenvolvido para as preferências
do consumidor regional, conquista ambos, mostrando
que o importante mesmo é o sabor da cerveja,
e não a briga publicitária que nos
acostumamos a ver. Em outras palavras, quem bebe
rótulo não enxerga o que é
realmente bom numa cerveja”, brinca Bensoussan.
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