 |
|
 |
Ano V |
15 abril - 15 maio de 2004 | nº 55 | Capa: Ampla
|
 |
| |
 |
|
| |
 |
|
| |
|
|
 |
O MUNDO É CRIATIVO
Edmundo Bravo - Publivendas (BA)
Não acredito que a criatividade seja um dom
exclusivo de algumas pessoas. Todos os humanos são
seres equipados com um cérebro. Esse cérebro
é poderoso e imprevisível. Dele, brota
uma criatividade imensurável. Não
importa a classe social, os exemplos de pessoas
que extrapolam as regras e criam algo novo inundam
o nosso cotidiano. São objetos, textos, obras
de arte, piadas, anúncios e tanta coisa original
que até a gente esquece. Outro dia, vi na
internet uma matéria sobre um cara que inventou
um tornado
enlatado. É o "tornado in a can".
As possibilidades práticas dessa invenção
são quase infinitas. Imagine só o
tanto de coisas que dá pra se fazer com isso.
Só de pensar nisso, você já
está usando a sua criatividade. O tornado
enlatado é só uma das milhares de
idéias que surgem no mundo todos os dias.
Os indianos são criativos, os chechenos são
criativos, até os portugueses são
criativos (além de serem uma fonte de inspiração
para a nossa criatividade).
O povo brasileiro, então, este dá
show de imaginação. E por termos a
sorte de estarmos em um país continental,
temos manifestações de idéias
plurais, distintas. Santos Dumont. Este inventou
o avião, o relógio de pulso. Eu podia
parar o texto por aqui. Mas seria uma injustiça
com Leonardo da Vinci. Mas seria injusto também
com o artesão que faz carrinhos com pets
de refrigerantes. E com o inventor do pão-de-queijo.
E do acarajé. E da feijoada. E do futebol.
E do samba. E da piada de português, é
claro.
Vou parar de falar dos inventores, porque estou
quase me perdendo nesse mundo de invenções.
Vamos voltar ao universo publicitário. Felizes
dos que escolheram essa carreira e podem usar no
dia-a-dia essa ferramenta maravilhosa que Deus colocou
entre as orelhas de todos nós. Em alguns
momentos, os criativos das agências (não
somente os profissionais de criação)
colocam ao alcance do grande público peças
que nos encantam e nos fazem sentir uma sensação
prazerosa de coletividade. É o momento mágico
em que uma marca passa a fazer parte do imaginário
e das aspirações das pessoas. Trabalhar
com propaganda é transitar num mundo abstrato
e impalpável. É uma arquitetura de
castelos de areia que podem se desfazer com um pouco
de água, mas também podem erguer impérios
indestrutíveis. Fazer parte de tudo isso
é muito bom. |
|
 |
|
|
 |