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| Ano V | 15
maio - 15 julho de 2004 | nº 57 | Capa: Mercado Comunicação |
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MAIS QUE UM CENTRO DE COMPRAS
Ivelise Gomes
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Já se foi o tempo em que shoppings eram
meros centros de compra. Para comprovar a premissa
de que o consumidor moderno deseja um espaço
diversificado, onde comércio, diversão
e cultura estejam ao mesmo tempo aliados, o grupo
Diagonal Urbana Consultoria inaugurou em dezembro
passado o complexo Paço Alfândega.
Construído numa Área Bruta Locável
(ABL) de 19.025,83m² no histórico Bairro
do Recife (pertencente originalmente à Santa
Casa de Misericórdia), o arrojado empreendimento
global é formado por um conglomerado de quatro
iniciativas que envolvem centro |
comercial com capacidade para 80 operações
(chamado propriamente de Paço Alfândega),
centro cultural ainda em construção (o Chanteclair),
um estacionamento (dois edifícios garagem com 900
vagas) e um píer. “Essa é a primeira
proposta realizada no Brasil preocupada especialmente
com a promoção da cultura. E por esse diferencial
no mercado é que o Paço tem impressionado
o público e os turistas em passeio na cidade, ganhando
cada vez mais notoriedade e novos negócios”,
destaca o gerente de marketing, Sérgio Brasileiro.
Para brindar em grande estilo a ousada meta de seis meses
de fundação, o empreendimento passa por
reformulações com a contratação
da agência publicitária Mart Pet Comunicação
e incremento do mix do seu centro de compras. Ao todo
são oito novas operações (dos setores
de alimentação, moda e serviços),
a serem implantadas neste mês de junho, que compreendem
injeção de cerca de R$ 3,5 milhões
em investimentos empresariais no shopping. Entre elas
está a primeira franquia Norte-Nordeste da Livraria
Cultura, dos empresários Pedro e Sergio Herz, com
investimento de R$ 1,6 milhão para instalação
da loja de 2.700m² onde trabalharão 70 funcionários.
Contudo, somen-te o setor gastronômico é
responsável por R$ 1,7 milhão desse montante,
que envolve a instalação de unidades dos
cafés São Braz e Spoleto e as inaugurações
do Assúcar (restaurante de cozinha regional com
vista panorâmica do Recife), de um Bistrô
e Cuba do Capibaribe, bar e restaurante mexicano inaugurado
na primeira quinzena de julho que vem movimentando o espaço
com cardápio diferenciado e festas especiais incrementadas
com muita música latina. “Além de
contribuir com os lojistas para a realização
de novas opções de entretenimento para seus
clientes, costumamos investir nessa estratégia
como uma ferramenta para atrair um público de 500
a 600 pessoas através de leilões, exposições
e lançamentos literários”, enfatiza.
Já estão presentes, no piso fashion do Paço
Alfândega, estilistas de peso nacional como Fause
Haten e Alexandre Herchcovitch, além de uma megaloja
multimarcas (800m²), que reúne as grifes mais
importantes que se apresentam na semana paulista de moda,
a São Paulo Fashion Week (SPFW). A operação,
Moda Nacional, conta com a coordenação de
Paulo Borges, diretor do SPFW. O potencial de vendas das
lojas do Paço Alfândega está acima
de R$ 70 milhões por ano. A previsão de
movimentação com os novos empreendimentos
é de 80 mil pessoas por semana, somadas às
que já freqüentam o Bairro do Recife, totalizam
140 mil pessoas por semana. Serão também
grandes atrativos para dois milhões de turistas
que visitam o Recife por ano.
Pensando exatamente na conquista de público mais
segmentado situado nas camadas A, B e C+, que segundo
o IBGE (2003) compreende 800 mil pessoas (meta atual de
target) -, o Paço Alfândega também
irá investir alto em estratégias de comunicação
que compreendem divulgação através
de assessoria de imprensa executada pela Diálogo
Comunicação, campanha publicitária
e plano de mídia com enfoque em anúncios
de jornais, outdoors, material de PDV e mídias
alternativas. “Apesar do enfoque cultural, temos
potencial de vendas para as lojas do Paço Alfândega
na ordem de R$ 70 milhões por ano, mas precisamos
trabalhar sempre nossa imagem para podermos alcançar
novas metas. Por isso, apostamos forte em comunicação,
desenvolvendo um trabalho integrado entre a agência
de propaganda e a assessoria de imprensa, pois no nosso
entender, uma ação só funciona se
complementada pela outra”, comenta.
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