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   Ano V | 15 maio - 15 julho de 2004 | nº 57 | Capa: Mercado Comunicação
 
 
     
LIBERDADE DE EXPRESSÃO: UMA FACA DE DOIS GUMES
Profissionais e Instituições levantam a questão da Ética e do paradoxo a respeito da liberdade de expressão e da Lei da Imprensa

Luciana Torreão

A ética no jornalismo é um assunto de suma importância para qualquer aspirante ou simpatizante à categoria. Quem pretende agir com responsabilidade na coleta dos fatos, precisa estar imbuído de princípios que devem nortear a atividade, assim como em qualquer outra profissão. Com a obsolescência da Lei de Imprensa brasileira a sociedade vive à mercê da irresponsabilidade de jornalistas e meios de comunicação inescrupulosos. Muito se briga, se exige, mas pouco se faz para promover mudanças. Diante disso, o assunto foi acirrado ainda mais depois que veio à tona o caso do jornalista americano do New York Times, Larry Rohter cuja reportagem afirmava que a performance do presidente Lula, no governo, estava sendo prejudicada pelo excesso de bebidas alcoólicas. Pura infâmia expressa em artigo leviano e maldoso. Em vistas disso, profissionais e instituições da categoria levantam a questão do paradoxo a respeito da liberdade de expressão, que muitas vezes é confundida com "falar tudo o que se quer” sem prever conseqüências danosas. E, como se não bastasse, ainda nos deparamos com a suspensão em todo o país do diploma de jornalista. Um verdadeiro desatino.

Tal fato vem se arrastando desde que a juíza substituta da 16ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo, Carla Abrantkoski Rister, suspendeu em todo o território nacional a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para obtenção de registro no Ministério do Trabalho. A invalidação do documento é respaldada na premissa de que o Decreto-Lei 972 de 1969, editado durante o regime militar, que exige o diploma, contraria a Constituição de 1988, que prevê a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

O jurista, ex-ministro da Justiça e atual presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS), em Brasília, José Paulo Cavalcanti Filho, pressupõe que nem todas as informações devem ser livres. “Não é assim em lugar nenhum. Um Código de Ética é instrumento importante de democracia. Tive o prazer de redigir o primeiro deles, para um jornal brasileiro, o Correio Braziliense, debatido em conjunto com a redação. Isso se revela um avanço e deveria ser imitado por outros jornais brasileiros”, destaca. O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional é um órgão criado pela Constituição de 1988, todavia foi instituído de fato apenas em 2002. Como órgão destinado a assessorar o Congresso Nacional, o Conselho cuida de vários interesses comuns à sociedade, tais como zelar pela liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação; produção e programação das emissoras de rádio e televisão; monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social; promoção da cultura nacional e regional, e estímulo à produção independente e à regionalização da produção cultural, artística e jornalística; defesa da pessoa e da família de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto na Constituição Federal; legislação complementar quanto aos dispositivos constitucionais que se referem á comunicação social, entre outros.
Visto que a liberdade de expressão é um direito humano inalienável e sua proteção, um elemento essencial para as sociedades democráticas, a Lei de Imprensa em vigor, datada de 1967, é um resquício do período ditatorial com dispositivos incompatíveis com a democracia. “Mas não é porque ela está 'caduca' que vamos desrespeitá-la. Além disso, a jurisdição está pronta para conhecer, processar e julgar os crimes cometidos pela imprensa. É preciso lembrar que a legislação brasileira é regida por outras leis e códigos, e os atos infracionais cometidos pelo meio jornalístico podem ser enquadrados, por exemplo, no Código do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Declaração Universal dos Direitos Humanos, Código Penal, etc. A justiça não deve deixar de ser executada por alegarem que a Lei de Imprensa perdeu a 'validade' ou caducou”, aponta o presidente do Sindicato dos Jornalistas e membro da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Osnaldo Moraes.

Sérgio Rizzo, do Ljor
CONTRATEMPO - Um dos argumentos para derrubar o diploma de jornalista foi justamente alegar que a sua exigência é um obstáculo à liberdade de expressão. “Este é um conceito amplo, muito verbalizado, mas pouco aplicado na prática. Informação de qualidade: este é o ponto em que batemos para defender a exigência do diploma. O que bloqueia a liberdade de expressão é a forma como as empresas se comportam, agindo de forma incorreta, ilegal, e não a exigência do diploma”, ressalta Moraes. Cavalcanti Filho avalia que o tema vem sendo mal colocado. “Uma lei de imprensa decente, com indenizações decentes, levaria os próprios meios de comunicação a preferirem jornalistas formados em escolas que ensinam o que se deve, e o que não se deve dizer. A experiência conta muito. Protege de entusiasmos juvenis ou segundas intenções. A maior diferença entre uma redação de jornal brasileiro e a de um estrangeiro, é a quantidade de cabelos brancos. Mais lá, do que cá”, brinca. Moraes também acredita que a punição é cabível, mas lembra que deve ser proporcional às rendas, tanto do jornalista como do meio de comunicação.
Antes de qualquer coisa, é preciso entender que da mesma
forma que os médicos têm a função de cuidar da saúde da nação, a responsabilidade da imprensa deve ser vigiada e zelada, questão que toca no âmago da ética do jornalismo. O grande receio do presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, Osnaldo Moraes, inclusive, é com relação ao novo projeto de reformulação da Lei de Imprensa, pois este não prevê ao certo o esclarecimento do quem vem a ser a apuração jornalística.

“A imprensa deve ter a mais ampla liberdade de informar; e também deve ter, em contrapartida, a mais ampla responsabilidade no exercício da liberdade de informar. Democracia é isso”, endossa Cavalcanti. O sujeito que se dedica a transmitir fatos de qualquer ordem para a sociedade, precisa ter a noção clara da realidade, pois as suas ações e idéias têm conseqüências que podem afetar outras pessoas. “Daí, o jornalista precisa ter o máximo de cuidado na apuração da notícia, pois ele deve exaurir possibilidades a fim de que se tenha um bom conjunto de dados, e que estes se transformem em informações dignas de serem transmitidas, numa atitude de permanente diálogo e interlocução com a sociedade. Na hipótese de não poderem ser checadas todas as informações, não devem ser difundidos os nomes de nenhum envolvido. Se não pode dar à pessoa o direito da defesa, ela também não deve ser citada”, destaca. E é neste ponto que chegamos a conclusão de que a antológica frase “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”, de autoria do filósofo iluminista francês, Voltaire, está mais atualizada e vigente do que nunca.
Um bom exemplo disso, ou melhor, péssimo exemplo, é o caso da Escola Base, cujo assunto é referente ao descumprimento do artigo 14 do código de ética do jornalista, que deve permitir o direito de resposta às pessoas envolvidas ou mencionadas em sua matéria, quando ficar demonstrada a existência de equívocos ou incorreções. Para quem não lembra, trata-se de uma reportagem exibida em março de 1994, pela imprensa, em que pais de alunos da Escola Base, situada no bairro da Aclimação, em São Paulo, acusavam diretores e professores de abusar sexualmente das crianças. Em apenas dez dias de investigações, o delegado responsável pelo caso concluiu que os acusados eram culpados por violento atentado ao pudor e formação de quadrilha. O casal proprietário do estabelecimento chegou a ser preso. Outros dois casais envolvidos passaram a ter sérios problemas psicológicos e financeiros.

A escola foi fechada e em dezembro de 1999 seus dirigentes ainda tentavam recuperar-se dos prejuízos: entravam com uma ação contra o governo do Estado de São Paulo, já que o principal responsável pelo equívoco foi um delegado de polícia, que se precipitou e, com ele, praticamente toda a imprensa brasileira. Embora tenham sido expostos como hediondos para todo o país e tenham perdido o seu papel social de educadores e também o seu principal meio de vida, as vítimas da imprensa, nesse caso, já conseguiram ser ressarcidas financeiramente em boa parte. No final do inquérito, nada ficou provado contra os donos da escola e seus colaboradores, mas o estrago já estava feito. As suas imagens já tinham sido manchadas pela imprensa. Uma vez difamados, nunca mais reparados.
“Infelizmente a mídia tem o poder de matar reputações. Este é um exemplo paradigmático que mostra que ainda não aprendemos nada e ele não nos serviu de lição. Isto decorre de uma prática incorreta, que deveria ser abolida, conhecida como 'furo'. A meu ver esta é uma política norte-americana, adotada pelos brasileiros, que tem provocado grande deformação profissional. E o que deveria ser serviço de informação de interesse público passa a ser um dano moral”, endossa o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Michel Zaidan Filho. É a famosa corrida pelo furo de reportagem, a velocidade incessante da renovação das notícias. "Por isso é que afirmo que a quebra da exigência do diploma levará todo o mundo a querer ser jornalista, e achar que pode dizer o que quer na hora que quiser. A profissionalização do jornalismo foi um avanço e com esta liminar, que suspende o diploma, estamos voltando atrás. Na minha visão é um retrocesso de opinião e democracia”, acrescenta Zaidan.

TRUCULÊNCIA - Direito de resposta. Isto sim, é o que deveria ter sido exigido pelo presidente Lula com relação à caluniosa matéria de Larry Rohter. Ao contrário, decidiu imprudentemente expulsar, cassar seu visto. Depois de muita polêmica, Lula voltou atrás, e nada fez contra o jornalista ou o jornal. Entidades da categoria como ANJ e Fenaj, e diversos jornalistas e veículos repudiaram tanto a reportagem de Rohter quanto a sua possível expulsão. “O governo deveria ter pedido direito de resposta, fundamentado bem, explicando ou refutando os fatos de uma maneira serena, mas bastante objetiva. E, se fosse o caso de se sentir ofendido, mover um processo na justiça americana por danos morais. Este seria um procedimento muito eficaz, porque a justiça norte-americana é diferente da brasileira”, aponta Zaidan Filho. Ele diz que cercear o direito de imprensa, expulsando o jornalista, pareceu uma atitude truculenta de um governo que agiu emotivamente, e não com a razão estadista, estratégica, dos interesses do Estado brasileiro.

O professor diz ainda que transformaram uma questão de natureza jurídica em diplomática. “Foi uma inabilidade muito grande, quando não havia motivo para isso. O que poderia ter passado despercebido tornou-se uma questão contra o governo, porque a atitude foi interpretada como um gesto de truculência de uma ditadura, típica dos generais. Há leis que protegem naturalmente tanto a liberdade de expressão, como a honra das pessoas, quando estas se sentem atingidas. Na justiça americana elas funcionam. Já que o governo brasileiro se sentiu ofendido na sua honra, poderia ter partido para um processo de danos morais que seria muito eficaz como medida punitiva. E poderia ao mesmo tempo ter pedido o direito de resposta, no mesmo lugar no mesmo dia, com o mesmo destaque”, expõe Zaidan Filho.

José Paulo Cavalcanti Filho acredita que o fato não passou de um caso simples e que mau jornalismo se responde com processo. “Sobrou amadorismo e faltou processo. As chances de sucesso seriam enormes, e a indenização, certamente alta. Para dar dignidade ao processo, esses recursos deveriam ir para o 'fome zero'. Escolhemos a pior variável. O atual governo está longe do autoritarismo e tem na tolerância democrática sua melhor marca. Foi só um equívoco, corrigido a tempo”, afirma.

REFORMULAÇÃO - Atualmente temos uma Lei de Imprensa vigente totalmente ultrapassada, elaborada, outorgada, sancionada e publicada sob outra realidade e sobre outros aspectos históricos, econômicos e sociais. “Temos a pior Lei de Imprensa do planeta. Uma lei que sagra o compadrio entre governo militar e grandes interesses na mídia. E tudo deve começar pela mudança dela”, aposta Cavalcanti Filho. Há tempos que um novo projeto vem sendo discutido com acalorados debates e sensível preocupação. A primeira versão da reformulação foi aprovada pelo Senado em 1992. Três anos depois a Câmara dos Deputados, através da Comissão de Comunicação, aprovou outro substitutivo colocado pelo deputado Vilmar Rocha, na Comissão de Constituição e Justiça. Apesar da morosidade da tramitação o projeto vem sendo aperfeiçoado ao longo deste processo. “O projeto de Wilmar Rocha é um bom projeto. Tenho dificuldades em entender por que a Câmara reluta em aprová-lo”, questiona o presidente do CCS.

DEMOCRACIA X QUALIDADE - Mas a grande pergunta é: uma nova lei de imprensa realmente tornaria os meios de comunicação mais democráticos, éticos, responsáveis e mais qualificados? Não se sabe ao certo. Mas a verdade é que em meio a tanto rebuliço, isto pode ser afirmado depois que organizações pernambucanas começaram a se mobilizar para provocar discussão sobre a qualidade dos programas exibidos hoje. A Articulação de Pernambuco pela Campanha Nacional Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania promoveu, em maio, o Seminário Ética na Comunicação, com o objetivo de formar um comitê estadual da campanha e elaborar seu plano de ação para 2004. Uma das coordenadoras do comitê e membro da ONG Sinos (PE), Aline Lucena, diz que em linhas gerais pretende-se trazer o debate nacional da comunicação para o estado; acompanhar a mídia pernambucana; elaborar o ranking estadual dos programas e receber as demandas das denúncias. “As ações do comitê estão em fase de planejamento, mas os cidadãos já podem apontar violações de direitos humanos ocorridas nos jornais, rádios e TVs do estado. Cabe à Comissão de Acompanhamento da Programação de Rádio, Televisão e Jornal (CAP), composta pelo Conselho de Psicologia, Auçuba Comunicação e Educação, OAB e Unicap, oferecer pareceres técnicos com base em análise das denúncias recebidas e encaminhá-los ao Ministério Público”, declara.

A Campanha Nacional é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil e se destina a promover o respeito aos Direitos Humanos e à dignidade do cidadão nos meios de comunicação, através do monitoramento crítico dos veículos, acompanhamento permanente da programação da TV para indicar os programas que de forma sistemática desrespeitam convenções internacionais assinadas pelo Brasil, princípios constitucionais e legislação em vigor que protegem os direitos humanos e a cidadania.

O diretor-presidente do Instituto Livre de Jornalismo (Ijor), Sérgio Rizzo, diz que, apesar de tudo, ainda acha possível o exercício do jornalismo com responsabilidade social. “É justamente o que todos preocupados com o assunto devemos procurar reforçar, diante de estudantes, mas, sobretudo, diante da sociedade. Embora as atenções se voltem sempre para os maus exemplos, os bons exemplos também existem. De qualquer maneira, a luta por uma imprensa responsável é algo que diz respeito à sociedade brasileira, e não só aos jornalistas. Particularmente, sou favorável à existência de registro profissional, mas também à criação de outras maneiras de obtê-lo, além do curso de graduação, por exemplo, por meio de pós-graduação”, aponta Rizzo. Fundado em março, em São Paulo, o Ijor é uma iniciativa de um grupo de 21 professores que deixaram a Faculdade Cásper Líbero. Rizzo prevê oportunidades de atuação do Ijor em três esferas: realizar cursos, seminários e outros eventos, prestar serviços de qualificação de jornalistas para empresas de mídia, e constituir-se em centro de referência do trabalho jornalístico no Brasil.

DATAS E MARCOS - Fundamentalmente a liberdade de imprensa significa jornalistas independentes e meios de comunicação pluralistas. Todavia, vale lembrar que em muitos lugares do mundo, ser independente é perigoso. E os perigos provêm não só dos governos e das autoridades. Os conflitos armados, a violência política e, em grau cada vez maior, criminosos também são responsáveis pela violência dirigida à mídia. Para homenagear a Liberdade de Imprensa, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) construirá um monumento em Brasília, com 1.000m², que deverá se transformar em mais um marco arquitetônico e cultural
da Capital Federal. O patrimônio abrigará a Fundação Henfil, terá espaço multimídia, auditório, estúdio de rádio e TV, sala para entrevistas coletivas, ambiente para exposições, Museu das Comunicações e local apropriado para que os jornalistas tenham à sua disposição equipamentos para produzir e transmitir matérias. O complexo do monumento à Liberdade de Imprensa pretende tornar-se um ponto de referência, não apenas para jornalistas, que poderão ali promover cursos e palestras e expor trabalhos, mas também para a comunidade, que terá livre acesso para conhecer a história das Comunicações Sociais no Brasil, seus personagens e sua obra. A execução do projeto está sendo viabilizada através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, contando, até o momento, com o apoio do Governo do Distrito Federal, da Petrobras, da Brasil Telecom, do Ministério da Cultura, da Govesa e dos Correios.

Também já foram instituídos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado em 3 de maio, e o Dia da Liberdade de Imprensa, em 7 de junho. Para celebrar a primeira data, em maio, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou seu relatório anual sobre o tema, cujo levantamento aponta que cerca de um terço da população mundial se viu privada da liberdade de imprensa em 2003 e que mais de 130 jornalistas se encontram presos e 42 morreram no ano passado, por exercer sua profissão ou expressar suas opiniões. A data marca o aniversário da Declaração de Windhoek, uma declaração de princípios redigida por jornalistas africanos em 1991, que clamava por uma mídia livre, independente e pluralista naquele continente e em todo o mundo.

INCONTINÊNCIA VERBAL - Diante de tanta polêmica sobre a liberdade de expressão o que dizer da demissão de Alberto Dines e Jorge Kajuru? No dia dois de junho, após fazer uma crítica, ao vivo, sobre o número de convidados do governo mineiro e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao jogo da Seleção Brasileira e à falta de acesso ao público pagador, em Belo Horizonte, o apresentador da TV Band, Jorge Kajuru chamou o intervalo de seu programa Esporte Total e não voltou mais, sendo substituído pelo colega Fernando Nardini, que não explicou o que havia ocorrido. Foi demitido. Kajuru já tem fama por conta de seu peculiar estilo transbordante e denunciou no ar que os portadores de deficiência física estavam sendo tratados como gado no Mineirão, em oposição ao tratamento dado aos convidados do governo mineiro e da CBF. Dias depois, nos deparamos com a notícia de que Alberto Dines também foi demitido do Jornal do Brasil, do qual era colunista. Motivo: o artigo A Imprensa sob Custódia, publicado na página do Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br), no qual faz uma crítica sobre a cobertura feita pelos principais jornais do Rio de Janeiro, sobre a omissão do governo daquele estado em relação à Casa de Custódia de Benfica, onde houve uma rebelião de presos. A questão é, ele incluiu neste balaio de gato, o próprio jornal em que trabalhava. Resultado: foi comunicado de seu desligamento pelo presidente do Conselho Editorial do Jornal do Brasil, José Antônio do Nascimento Brito por e-mail, com as devidas justificativas. Lamentavelmente, infelizmente esse é o preço que se paga pelas "incotinências verbais" dos jornalistas.
     
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