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| Ano V | 15
setembro - 15 agosto de 2004 | nº 59 | Capa: Creatto
Comunicação e Marketing |
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| A INESGOTÁVEL
FONTE DO SABER |
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| Aos 56 anos ela continua
mais jovem do que nunca. Com infra-estrutura
de dar inveja, conta com um time coeso para
alçar grandes vôos e o padrão
de qualidade é o que a distingue das
demais, onde quer que esteja. As atribuições
pertencem à filial nordestina da tradicional
rede de livrarias de São Paulo: a Livraria
Cultura. A empresa acaba de aportar no centro
de compras cultural do Recife, o Paço
Alfândega, com investimento na faixa
dos R$ 3 milhões. Com 2.900m2, a filial
nordestina é um projeto de autoria
do arquiteto Fernando Brandão e segue
o modelo de sucesso já |
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| implantado em São
Paulo e Porto Alegre. Com ambiente confortável
e aconchegante, a livraria conta com 80 funcionários
e acervo de 800 mil produtos, entre livros, CDs
e DVDs. |
Longe de ser simplesmente
um mero ponto-de-venda, a Cultura é um lugar
prazeroso onde pessoas podem se encontrar, trocar
idéias, se atualizar e se divertir. Além
de arte e cultura ela oferece entretenimento, uma
vez que dispõe de um Café e um auditório
bem equipado para realizar eventos culturais –
a exemplo de rodas de leituras, exposições
e apresentações de música erudita
–, palestras, debates e lançamentos.
Segundo o empresário Pedro Herz, sempre haverá
um espaço reservado para dar vez aos autores
pernambucanos e já estão agendadas
algumas noites de autógrafos. “Em breve
iremos promover o segundo Festival de Literatura,
evento que ocorrerá durante cinco dias, durante
todo o dia”, revela.
A idéia de montar uma filial pernambucana,
surgiu a partir de um convite do Paço Alfândega,
e a partir disso o empresário resolveu fazer
um estudo de mercado. Segundo Herz os resultados
foram surpreendentes. As informações
que seus fornecedores repassaram foi que o maior
cliente deles era um supermercado. Ele diz que ficou
extremamente assustado com a descoberta. Foi aí
que resolveu vir a campo mesmo. “Foi feito
um levantamento do potencial e descobriu-se que
Recife é a capital cultural do Nordeste,
sem sombra de dúvida. Isso a gente percebe
por meio dos produtos adquiridos via internet. São
livros extremamente sofisticados e de grande conteúdo.
A demanda por informações específicas
é muito grande. É uma região
de grande potencial no ponto de vista tecnológico,
de comunicação e de agronegócios,
um dos fatores que nos estimulou a investir no local”,
aponta Herz. Ele diz que acontece muita coisa em
Recife e viu que tinha espaço para aportar.
A partir disso começaram as negociações
com o Paço Alfândega. “Acredito
que a livraria também terá uma área
de influência secundária, abrangendo
outras capitais próximas. Isso facilitará
o processo e encurtará distâncias e
tempo”, conjectura.
NOVOS RUMOS – A próxima
parada da Cultura será em Brasília,
em 2005, e há outros projetos em estudo para
2006 e 2007, mas o empresário prefere não
revelar agora. E ao ser questionado sobre o segredo
do seu sucesso, Pedro Herz é simplesmente
taxativo: “Não temos nada que nos faça
diferentes. Meu produto não é melhor
do que o do meu concorrente. Nossos custos são
os mesmos. O que nos distingue é o nosso
serviço e informação, ferramentas
de trabalho que o meu pessoal dispõe. Investimos
muito em Recursos Humanos e tecnologia, e trabalhamos
com 800 mil produtos na rede”, aponta.
Só para se ter uma idéia, Pedro Herz
diz que monitora todas as lojas e vê tudo
o que acontece, seja em São Paulo, Porto
Alegre ou Recife. “Sei exatamente que livros
foram vendidos, quando e onde. Tenho total domínio
sobre o meu estoque”, ressalta o empresário.
No quesito comunicação, Pedro Herz
diz que a rede não trabalha com agências
de propaganda, por questões de filosofia.
Utiliza-se apenas do seu departamento de marketing
e sua assessoria de imprensa. “Talvez façamos
uma ação local, mas ainda não
decidimos nada”, admite. |
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