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um caminho pouco comum a muitos jovens profissionais
do mercado, o publicitário pernambucano
Carlos Renato Rocha divide seu tempo entre
simples prazeres e seu trabalho na Arcos Comunicação,
onde conquistou recentemente a invejável
posição de diretor de criação
e sócio, em apenas 12 anos de carreira.
“No começo tudo é muito
difícil, até você ocupar
o seu espaço, mas não tenho
muito do que reclamar. Tive algumas oportunidades
e consegui aproveitá-las, graças
a Deus”, diz esse aquário, nascido
no dia 14 de fevereiro de 1974, que curte
uma boa cozinha mexicana e coca-cola light,
sempre com gelo e limão. Apreciador
de boa música, livros e filmes, Carlos
Renato Rocha também não dispensa
uma boa peladinha de futebol com os amigos
para extravasar a tensão do trabalho.
Formado em Publicidade e Propaganda, pela
Universidade Federal de Pernambuco, e em Jornalismo,
pela Universidade Católica de Pernambuco,
sua vida profissional foi influenciada por
renomadas figuras do mercado e, especialmente,
pelo apoio de um grande colega. “Muitos |
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Revista ProNews
– Que experiências profissionais desenvolvidas
ainda na época da faculdade ajudaram na
sua formação? E esse tipo de oportunidade
ainda é comum no mercado de hoje, segundo
seu conhecimento?
Carlos Renato - Eu estagiei durante muito
tempo, em várias agências, sem receber
nenhuma ajuda de custo. E isso foi muito bom para
mim. Por isso, acredito que os estágios,
quando feitos da forma correta, são melhores
que qualquer faculdade. Foi assim na minha época
e deve ser assim até hoje. A Arcos, por
exemplo, possui um programa de estágios
muito bacana. Selecionamos candidatos que se inscrevem
através do nosso site, fazemos uma peneira
e colocamos a garotada pra dentro. Atualmente,
temos um redator, um atendimento e um mídia
que começaram como estagiários na
Arcos e hoje se destacam no mercado com grandes
trabalhos.
Revista ProNews - Essas experiências
devem ser tomadas como caminho para o estudante
atingir o alvo? Por quê?
Carlos Renato - Acredito que os estudantes
devem entender que nenhuma faculdade no mundo
fará deles um bom profissional. Elas podem
até ser um excelente apoio, um instrumento
incentivador. Mas o estudante tem que ser inquieto,
perseverante e com uma vontade interminável
de aprender.
ProNews - Qual o segredo para um jovem
recém-largado no mercado começar
a se projetar?
Carlos Renato - Talento é algo
que não se aprende nem se compra. Mas pode
ser desenvolvido. Eu sempre encorajo os iniciantes
a investirem no talento deles. Mas também
tem que gostar de trabalhar, de dar duro, porque
fora a água da chuva, nada cai do céu.
ProNews – Como profissional, você
alcançou um patamar pouco comum atualmente:
um dos mais novos sócios de uma grande
agência. Quais são os grandes desafios
que esse papel de jovem profissional e sócio-diretor
impõe à pessoa, nos dias de hoje?
Carlos Renato - Tenho 30 anos, 12 de
mercado e hoje sou sócio de uma agência
de 25 anos. Algumas coisas mudam quando você
passa de funcionário a sócio de
uma empresa, principalmente sendo essa uma empresa
como a Arcos. Primeiro você começa
a enxergar sua atividade muito mais pelo lado
empresarial, como negócio em si. Começa
a se preocupar com coisas que antes não
se preocupava tanto. Mas, no meu caso, o maior
desafio é não deixar o lado empresarial
contaminar ou engessar a minha visão sobre
a criação da agência.
ProNews - Uma das novas sócias
da Arcos estudou com você na faculdade.
O relacionamento de trabalho entre duas pessoas
que já se conhecem há tanto tempo
contribui para uma sintonia no desenvolvimento
dos projetos?
Carlos Renato - Estudei com Maria Paula
Londres (atual diretora de atendimento da Arcos
Comunicação) na UFPE. Mas nós
nos conhecemos antes da faculdade, quando fizemos
juntos o cursinho de Português de Dona Inalda.
Contudo, em qualquer time, o entrosamento é
importante. E, certamente, nossa sintonia influencia
positivamente os resultados dos trabalhos da Arcos.
ProNews - Recentemente, a Arcos assumiu
o controle acionário da Aporte. O que isso
significa para o mercado publicitário pernambucano
e o que mudou na administração e
na sistemática de trabalho das duas empresas?
Carlos Renato - Com a aquisição
da Aporte, nós temos não duas empresas,
mas uma só trabalhando de forma integrada.
E, com isso, a Arcos possui, hoje, uma estrutura
bem maior e administra mais de 35 marcas do setor
privado. É natural que isso acabe influenciando
o fluxo operacional da agência. Mas sempre
estivemos com os pés no chão e tudo
está acontecendo conforme planejamos.
ProNews – Você já
participou de vários prêmios, inclusive
o de Cannes. Conhecendo os bastidores e tendo
passado pela emoção de ser ganhador,
o que você acha das premiações
e dos festivais e qual o acréscimo que
eles podem dar a um profissional?
Carlos Renato - Como participei do festival
de Cannes em 2002 como delegado e não concorri
a nenhuma premiação, não
considero essa experiência tão relevante.
Mas, todo publicitário, em especial os
da área de Criação, gosta
de prêmios. O prêmio é o reconhecimento
público da qualidade de um trabalho. Contudo,
acho isso também um problema porque, muitas
vezes, os festivais e as premiações
acabam sendo o alvo dos publicitários,
e isso está errado. O nosso alvo deve ser
somente o resultado que aquela campanha pode trazer
para o cliente. Prêmio é conseqüência
e deve ser encarado assim sem neuroses.
ProNews - Apesar das vitórias,
a Arcos deve estar enfrentando desafios. Quais
são estes desafios e as estratégias
que a agência está adotando para
ultrapassá-los?
Carlos Renato - Os desafios são
sempre os mesmos: fazer propaganda que encante,
que surpreenda, mas, acima de tudo, que dê
resultados. E, por isso, a Arcos aposta na união
do setor de Planejamento com o de Criação.
Só assim é possível usar
a criatividade com foco na necessidade do cliente.
ProNews - Este ano de 2004 começou
com grandes mudanças para a Arcos e para
o profissional Carlos Renato Rocha. Mas quais
as novas ações que a empresa pretende
realizar e os projetos pessoais que você
quer começar engatar até o próximo
ano?
Carlos Renato - Este ano tem sido especial,
não só pelo crescimento da agência,
mas também porque a Arcos completa 25 anos
de mercado. E meu projeto é contribuir
para o sucesso da Arcos. Mas, no lado pessoal,
este também tem sido um ano muito bacana:
meu segundo filho está para nascer e o
Náutico está ganhando tudo. |