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   Ano VI | 15 abril - 15 maio de 2005 | nº 66 | Capa: Objetiva Comunicação (BA)
     
CACOS DISCUTE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA
Anderson Lima

Pegue uma porção de cultura, adicione uma pitada de arte e um toque de comunicação. Pronto. O resultado desta mistura só poderia ter sido um: o 1º Cacos, evento que agitou a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) recentemente. Promovido pelo Centro Acadêmico de Jornalismo Ação Comunicativa, o encontro promoveu debates, exibiu vídeos e expôs trabalhos em fotografia, poesia e colagem de alunos do departamento de comunicação social da Instituição. Com a proposta de se renovar a cada período letivo, o Cacos surgiu da necessidade dos estudantes de discutir a produção jornalística atual, em especial a que trata da área da cultura, sensibilizando academia e profissionais para o preenchimento desta lacuna. "O campo da cultura é grande, tem muitas pessoas interessadas nele e, mesmo assim, ele ainda é pouco debatido", afirma a coordenadora acadêmica do CA de Jornalismo, Clarice Compasso.

Entre as palestras realizadas durante o encontro, o cineasta Leo Falcão e o músico e vj Gabriel Furtado tiveram a oportunidade de expor suas idéias sobre mídia alternativa. Eles debateram a situação atual da produção cinematográfica realizada no estado e revelaram a dificuldade encontrada na difusão de projetos alternativos. Outra discussão envolveu o crítico e professor da Unicap, Fernando Figuerôa e o jornalista e poeta Weydson Barros, da revista Continente Multicultural. Eles falaram sobre o jornalismo cultural realizado atualmente em Pernambuco, apontaram problemas e indicaram caminhos que podem ser seguidos a favor de uma profissionalização da crítica.

Para o seu encerramento, o Cacos levou a trupe do Media Sana à Rua do Lazer, brindando os presentes com uma performance ao vivo que mesclou vídeo, música e a participação do público. Um exemplo prático de como a união das peças certas pode levar à construção de uma obra capaz de gerar ganhos para todos os envolvidos. Afinal, Cacos pode significar cultura, arte e comunicação social, mas também possui um pouco dessa fragmentação tão comum aos nossos dias, seja na arte, no trabalho ou no aprendizado.


     
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