| Pode até parecer lugar comum, mas o novo filme do cineasta pernambucano Leo Falcão promete ser sucesso de público. A Vida é Curta, que está em fase de edição, e não ficou pronto a tempo para abocanhar os prêmios do Cine PE 2005, feitos alcançados pelos filmes anteriores do diretor, é uma das produções mais esperadas pelo público pernambucano. O filme traz uma novidade: é a primeira vez que se filma com câmeras HD 24p, no norte-nordeste, um formato digital de alta definição, cujas imagens captadas são mostradas no monitor com a mesma velocidade da película. Segundo Leo, este novo formato tem seus prós e contras, pelo fato de no Recife não ter câmeras HD, do aluguel ser caro e do equipamento não ser portátil, mas ele acredita que daqui a alguns anos a filmagem em 35mm seja aposentada. “Vejo isso como uma transição da película para o vídeo. Este formato está se formando agora e provavelmente veio para ficar”, aponta.
O curta-metragem foi produzido pela Ruptura Cinematográfica, que já está há quatro anos no mercado, onde Leo é sócio-fundador junto com o diretor de Fotografia, Tuta Santos. O novo formato remete à idéia inicial da produtora: quebrar os padrões de produções ditados pelo mercado. “Estávamos insatisfeitos com a forma de produzir no estado, e a idéia da Ruptura era suprir essas deficiências e ter um controle maior da produção. Pensamos em um modelo de produtora diferente e colocamos um pouco mais de poder para a parte criativa e estética”, disse Leo Falcão.
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| O set do filme Tomazina |
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O curta-metragem foi produzido pela Ruptura Cinematográfica, que já está há quatro anos no mercado, onde Leo é sócio-fundador junto com o diretor de Fotografia, Tuta Santos. O novo formato remete à idéia inicial da produtora: quebrar os padrões de produções ditados pelo mercado. “Estávamos insatisfeitos com a forma de produzir no estado, e a idéia da Ruptura era suprir essas deficiências e ter um controle maior da produção. Pensamos em um modelo de produtora diferente e colocamos um pouco mais de poder para a parte criativa e estética”, disse Leo Falcão.
A Vida é Curta é uma amostra desse rompimento e conta a história de Caio, que tem apenas 15 minutos o tempo do filme - para recuperar seu antigo amor. A trama poderia parecer kitsch, mas através da metalinguagem consegue quebrar com este estereótipo. O curta também levou às telas o veterano da publicidade, Italo Bianchi, que aos 80 anos estreou como ator. Leo Falcão produziu uma oficina de atores, com duração de uma semana, com aulas diárias ministradas por ele, para escolher os intérpretes dos seus personagens.
A participação de Leo e da equipe da Ruptura não se limita às produções cinematográficas do autor, que já tem no currículo o TheLastNote.com (2004) e Lugar Comum (2002). Do ano passado para cá já produziram os curtas A Vida é Curta; Como as Coisas Funcionam com a produtora carioca Andreza Farias; Eletrodoméstica, de Kleber Mendonça; o clipe Não faço nada, da banda pernambucana Astronautas; e trabalhos publicitários como o filme de abertura do Cine PE 2005 e o Sesi Bonecos do Mundo. Estes trabalhos estão entre os preferidos do diretor. “Não tenho como dizer qual o melhor trabalho, pois são como filhos e cada um tem característica particular. Mas o último filme, A Vida é Curta, foi pretensioso em questão de estilo e experimentação técnica”, relatou Leo, satisfeito com o resultado do que vem produzindo e fazendo jus ao nome da Ruptura.
Mas promete não parar por aí. E levará seu nome e o Estado de Pernambuco a romper fronteiras. “Existem roteiros de longa já sendo preparados, pois todos já estão me cobrando isso depois de quatro curtas. Temos projetos para TV e faremos convênios com outros estados e países”, adianta. Há também propostas de transformar as narrativas do seu romance ainda não publicado, em capítulos de seriado para a televisão. “Não queremos restringir nossa produção só para Pernambuco, nem fazer um trabalho local apenas, mas levar o que temos de cultura para outros lugares”, completa. Com tantas realizações, não há como ser Lugar-Comum entre profissionais e produções pernambucanas. 2005 promete. |