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   Ano VI | 15 julho - 15 agosto de 2005 | nº 69 | Capa: Gruponove (PE)
     
CACHAÇA BRASILEIRA NO MERCADO INTERNACIONAL
Patrícia Alves
 
 
   

Cachaça, pinga, branquinha, aguardente de cana, essas são algumas das inúmeras denominações da mais típica bebida nacional. Consumida desde o século XVI, a cachaça brasileira era a espuma da caldeira dos engenhos de açúcar nordestinos, era uma espécie de garapa sem nenhum teor alcoólico. Hoje, a cachaça é obtida através da destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar e contém graduação alcoólica de 38% a 48% em volume. Oriunda, no século XVII, da cidade do Porto em Portugal, a família Souza Leão participou ativamente desse processo histórico, e se estabeleceu em Pernambuco através da produção da cana-de-açúcar em engenhos, hoje, através da cachaçaria Souza Leão. A cachaçaria pernambucana é uma das indústrias que acompanharam o desenvolvimento do processo produtivo do produto, que hoje ganhou status de bebida fina e requintada. “A empresa que detém a marca da cachaça Souza Leão foi constituída em 2000, iniciando suas operações comerciais em setembro de 2002, quando lançou em Recife a cachaça Souza Leão envelhecida (três anos em barris de carvalho) que tem sido o carro-chefe de nossos produtos”, explica o administrador de empresas Roberto Souza Leão Barros, sócio da Aldeia Velha Participações e Empreendimentos juntamente com o engenheiro Roberto Maia.

As cachaças são envelhecidas em barris de carvalho por até três anos. São três tipos: Premium, Ouro e Prata. Entre as principais metas da Souza Leão está a de consolidar-se no mercado brasileiro, prioritariamente nas cidades de Recife, Natal, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. “Além disso, a Associação Pernambucana dos Produtores de Aguardente de Cana e Rapadura (Apar), da qual participamos, está contratando financiamento dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), que prevê alocação de recursos significativos na comercialização e divulgação do produto pernambucano nos mercados interno e externo”, conta Roberto Souza Leão.

EXPORTAÇÃO - Estima-se que o Brasil produz cerca de 1,8
bilhão de litros de cachaça anualmente; no entanto, apenas cerca de 1% desse total é exportado. A Alemanha é o destino de 30% dos embarques. Em seguida, vem a França, Itália, Portugal, Inglaterra, Espanha, EUA, Chile e Canadá. Porém, de acordo com o Ministério da Agricultura, a bebida é um dos cinqüenta produtos brasileiros com capacidade para dobrar a exportação nos próximos dois anos. Espera-se que até 2010, as vendas externas alcancem 42 milhões de litros. Já foi fechada parceria exclusiva com a empresa Intelligence Negócios Internacionais para que a bebida seja comercializada na Alemanha. “Já disponibilizamos algumas amostras. Só estamos esperando os pedidos para que as exportações comecem efetivamente”, diz Roberto Souza Leão. Essas medidas garantem a participação ativa da Souza Leão no PSI da Cachaça Projeto Setorial Integrado da Cachaça de Pernambuco juntamente com Sebrae/Apex, que desenvolve ações preparando os produtores de Pernambuco para exportação.

Atualmente, a cachaçaria Souza Leão busca desmistificar a imagem de que cachaça é um produto apenas para as classes C e D. “O principal foco é mostrar à alta sociedade e restaurantes mais refinados que a cachaça de boa qualidade já conseguiu seu lugar de destaque”, relata Roberto Souza Leão. Para isso, a empresa conta com o apoio da Assertiva Comunicação e Design. “A Assertiva está nos auxiliando na área de projetos de degustação e divulgação dos produtos em bares e também é responsável pela área de contatos com a imprensa através de releases, sugestões de pautas e matérias”, diz Souza Leão. O design pernambucano Carlos Eduardo Brotherhood foi o responsável pelo trabalho de desenvolvimento da logomarca e rótulos dos produtos, cujo trabalho de comunicação é realizado em conjunto com a Aliança Comunicação.

 
 
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