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pe360graus
  Ano VI | 15 de Agosto - 15 de Setembro - 2005 | nº 70 | Capa: Mais Comunicação
   
   
   
  A SERVIÇO DO POVO
Ivelise Gomes
 
 
   

Quando se fala em experiência profissional logo vem à mente a lembrança de empresas, estágios e profissionais que contribuem para que a pessoa se destaque no ambiente de trabalho. Mas para o radialista Aderval Barros, não são apenas essas vivências que contribuíram para sua formação. E sim as viagens pelo Brasil e pelo mundo, pois são elas que o auxiliam a conhecer melhor o meio com o qual trabalha: o rádio. Essa paixão é antiga e começou quando ele ainda era bem jovem e dava seus primeiros passos no mercado da comunicação. “Minha carreira começou na Rádio Continental, em 1978. Eu fazia um programa chamado “Aderval Barros e Você”, aos sába-dos, entre 19h e 20h. Era na hora da voz do Brasil”, lembra o diretor-comercial das rádios Jornal e JC/CBN com saudade.
REVISTA PRONEWS - Qual a abrangência das rádios do Grupo Jornal do Commercio hoje?
Aderval Barros - A Rádio JC/CBN cobre Recife e Região Metropolitana. A Rádio Jornal vai mais além. Atingimos um raio de 120Km com um sistema de emissoras que inclui Caruaru, Garanhuns, Pesqueira e Limoeiro. Com isso, atingimos 82% do estado de Pernambuco.

PRONEWS - Em localidades distantes, a exemplo de cidades do interior, boa parte da população não tem acesso à informação. Entretanto, o rádio ainda é o meio mais acessível e mais presente entre o público. Por quê?
Aderval - O rádio sempre será um grande companheiro em qualquer localidade. É e sempre será o maior veículo de comunicação do mundo, especialmente para quem vive longe dos grandes centros ou está fora de sua terra natal.

PRONEWS - Assim como nos jornais, existe algum tipo de pesquisa realizada para se avaliar o perfil e o comporta-mento do ouvinte de rádio?
Aderval - Existe sim, o Ibope. Esse é o mais tradicional. Entretanto, atualmente, existem outras empresas de pesquisa fazendo trabalho para as rádios, que nos ajudam a avaliar toda mudança de perfil e gostos dos nossos ouvintes.

PRONEWS - Como você entrou na Rádio Jornal do Commercio?
Aderval - A primeira vez foi em 1983, quando fiquei um ano. Voltei em 85 e fiquei 15 anos. Saí em dezembro de 2000 e voltei em agosto de 2001. Somando tudo, em outubro faz 20 anos que trabalho na emissora. Na primeira vez, fui trazido por Luciano Duarte para ser repórter esportivo.

PRONEWS - Na sua opinião, qual o segredo para que o rádio se mantenha sempre em evidência?
Aderval - É sempre estar atualizado e oferecer uma programação de qualidade, respeito ao ouvinte e com imparcialidade. Fazemos um rádio de fora para dentro, com muita informação e prestação de serviço, sempre defendendo o interesse do povo.

PRONEWS - Por que o rádio ainda conquista tanto os ouvintes?
Aderval - O rádio tem uma agilidade que nenhum outro veículo terá. Agora, como todos os veículos, ele também tem que se renovar, estar atualizado com equipamentos e programação.

PRONEWS - Para muitos, o rádio hoje é tido como uma mídia mais popular. Mas quais as vantagens e desvan-tagens do rádio para o mercado publicitário de hoje?
Aderval - O rádio é um veículo popular e, por isso, não vai acabar nunca. A questão da mídia popular é outra coisa. O cliente pode escolher entre as rádios a mídia ideal para seu produto. Aí sim, tem rádio com programação popular e outras que não têm. Hoje, temos muitas rádios segmentadas. Isso facilita o trabalho do mercado publicitário.

PRONEWS - Num mercado onde há tanta competição entre veículos de comunicação e os diferentes tipos de meios, quais são as estratégias que rádios como a Jornal do Commercio e a JC/ CBN podem aplicar para atuar bem nesse mercado?
Aderval - A Rádio Jornal é líder em audiência há mais de 14 anos, com uma programação vitoriosa. E a CBN é a rádio que só toca notícias. Nossa arma para tirar uma boa fatia do mercado publicitário é uma equipe comercial agressiva e estratégica. O mercado está cada vez mais profissional. Exige números, qualificação, credibilidade, bons produtos e audiência. E isso, modéstia à parte, nós temos.

PRONEWS - Hoje, qual a posição das emissoras do Grupo Jornal do Commercio no mercado no Nordeste?
Aderval - Hoje, nós temos o maior faturamento de rádio do Nordeste.

PRONEWS - Quais são os novos investimentos que o Grupo Jornal do Commercio vem desenvolvendo para expansão de suas rádios no mercado, ou aumento de número de ouvintes, ou favorecimento aos anuncian-tes?
Aderval - Hoje, nosso grupo está completamente integrado. Todas as empresas estão juntas em novas instalações e com novos equipamentos. E agora estamos trabalhando para colocar no ar nossa nova unidade de rádio, na cidade de Petrolina.

PRONEWS - Muito se fala ultimamente em rádio digital. É uma nova tendência para o meio que poderá trazer benefícios? E qual a previsão da sua popularização?
Aderval - Essa é a grande expectativa de mudança para o meio rádio. O governo está decidindo o modelo que vai adotar, se o americano, europeu ou japonês. O fato é que, qualquer que seja, o escolhido vai dar qualidade à rádio AM. Não teremos mais a diferença de som que existe hoje entre AM e FM, e a tendência é termos mais rádios segmentadas. Acho que ainda vamos ter que esperar uns cinco anos para esse novo modelo.
PRONEWS - Desde quando as rádios do Sistema JC estão on-line? E como foi percebida a necessidade de se adequar ao novo meio?
Aderval - A Rádio Jornal foi a primeira rádio do Brasil a entrar na internet, em 1997. Era uma oportunidade de ampliarmos a nossa cobertura e de mostrar ao mundo nosso trabalho e nossa cultura. Quem faz rádio on-line, faz a notícia em cima da hora. E isso gera credibilidade - que gera audiência.

PRONEWS - As rádios que não se renderam ao meio internet estão fadadas à obsolescência, porque no futuro as rádios estarão todas on-line? Isso abrirá mercados? Ampliará o público?
Aderval - Quem não se atualizar, vai perder espaço no mercado: quebra. O mercado exige renovação, quem não entender que temos que quebrar paradigmas está fora da competição. Fica desvalorizado. Quem estiver atualizado, sempre terá seu lugar na competição.

PRONEWS - E como você vê a existência de rádios que foram criadas unicamente para serem virtuais? Elas ainda podem ser consideradas rádio ou é uma mera tendência passageira?
Aderval - Acho importante. Eu as chamo de mais um segmento. Mas só vai sobreviver quem tiver competência, quem fizer o melhor. O público não é bobo. Só dá valor a quem tem competên-cia. Ninguém engana por muito tempo.

     
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