revista de comunicação e marketing NE
Anuncie Expediente Edições Anteriores Lista de Discussão
Matérias
Notas
Seções
Giro
 
  Giro Brasil
 
  Na Web
 
  Entrevista
 
  Ficha técnica
 
  De olho na campanha
 
  A Vez do Cliente
 
  Click
 
  Eu recomendo
 
  Brainstorm
 
  Vitrine

Nome :
E-mail :
Estado :
Cidade :
 
 
pe360graus
   Ano VI | 15 de Agosto - 15 de Setembro - 2005 | nº 70 | Capa: Mais Comunicação
     

SENTIMENTO ANTIAMERICANO
Patrícia Alves

 

 
   

Após as guerras contra o Afeganistão e o Iraque, surgiu uma forte onda contrária à política imperialista dos Estados Unidos. Pesquisa realizada pela BBC de Londres apresenta o Brasil como uma das nações mais antiamericanas do mundo. Já há quem discorde dessa afirmação como é o caso da ex-embaixadora americana no Brasil Donna Hrinak. “O Brasil não é antiamericano”, afirma Donna. “Sempre repito que o antiamericanismo aqui tem um quilômetro de extensão e um centímetro de profundidade. Ou seja, ele se manifesta em muitas ocasiões, sob vários pretextos, mas existe um respeito mútuo entre os dois países que lhes serve de contraponto”, completa. A relação entre o Brasil e os Estados Unidos foi abordada em uma série de reportagens realizada pela jornalista Suzana Valença, fruto do trabalho de conclusão do curso no segundo semestre de 2004, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O material esclarece seis questões básicas sobre a História, Sociologia, Política, Educação, Terceiro Setor e Cultura, nas relações entre os dois países. “Acho fascinante as coberturas de temas internacionais e isso é algo que gostaria de fazer mais adiante na minha carreira. Por isso, decidi fazer um projeto que acenasse para isso, que já tivesse o tom do que eu queria fazer depois que saísse da faculdade. O tema Brasil EUA, mais especificamente falando, surgiu do momento no qual o escrevi. As eleições americanas começavam a esquentar e havia ainda as operações no Iraque. Tudo isso colocava os EUA em evidência. Do nosso lado, Lula entrava cada vez mais na política de colocar o Brasil e a América Latina no mapa”, esclarece Suzana. No entanto, a jornalista deixa claro que houve uma preocupação para não tornar o trabalho parcial. “Critiquei e elogiei, mas sempre com embasamento de fontes e de muita leitura. Não queria fazer um trabalho panfletário de jeito nenhum, nem a favor nem contra os EUA ou o Brasil”, afirma.


O projeto “Grande Reportagem: Entendendo as relações Brasil Estados Unidos” foi organizado no formato de uma revista. “A idéia era fazer algo quase didático mesmo. Fácil de ler logo de cara e que, depois de respondidas as tais seis perguntas, o leitor entendesse melhor a relação do Brasil com seu vizinho de cima”, explica Suzana. Cada reportagem contém cinco páginas e responde a uma pergunta específica. A primeira traça um panorama das relações entre os dois países ao longo da história e responde se o Brasil é ou não subserviente aos Estados Unidos. A matéria seguinte fala sobre a formação social dos dois países, respondendo à brincadeira de dizer como é o “jeitinho americano”. A terceira responde sobre as eleições americanas e quais seus possíveis efeitos para o Brasil, já que o projeto foi apresentado em setembro e as eleições ocorreram em novembro passado.


A quarta reportagem comenta os investimentos americanos em projetos sociais no Brasil; a seguinte fala sobre professores americanos que vêm ensinar inglês no Brasil; e a última matéria é sobre o “antiamericanismo” dos próprios americanos. “No topo de cada página temos o tema do texto, como política, cultura, etc. Ao invés de partir para a manchete e a matéria, fiz uma 'pré-manchete', como na revista Superinteressante, que geralmente coloca um título acima da manchete, geralmente engraçadinho. A jornalista relata que teve uma certa dificuldade para entrevistar americanos que moravam no Brasil e que o contato com americanos e brasileiros nos EUA foi mais acessível. “Consegui um depoimento fantástico do correspondente da BBC em Washington, Paulo Cabral. Na época ele estava cobrindo as eleições americanas na capital dos EUA e, depois de trocarmos muitos e-mails, ele acabou ligando para mim.

 

 

     
Recife . Salvador . Fortaleza . Natal . João Pessoa . Maceió . Teresina . Aracaju
contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site