“Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente”. O que o pernambucano de Caruaru, Ivanildo Vila Nova, profetizou aconteceu. O que faremos hoje? E agora? Já não fazemos parte do Brasil. Vai aqui uma pequena dica para os CEOs das agências de publicidade e produtoras do Nordeste. Vamos partir para fora. Já! Porque agora os clientes estão na Argentina, em Portugal, na Espanha, na Itália, em São Paulo, ou na Polônia. E não mais só em Pernambuco, Ceará, Bahia. Porque agora, com o Nordeste independente, o Festival de Cannes, o Clio e o FIAP, são tão internacionais quanto o “Prêmio Colunista Nordeste”, o “Prêmio Abril NE” e outros.
É, a nossa internacionalização demorou, mas chegou. Hoje, com o Nordeste independente, não é preciso mais depender das miseráveis contas locais. Podemos, por exemplo, ter a conta de uma agência de turismo em Zurique que vende as nossas praias (nada como receber em Francos Suíços, hein?).
Temos a possibilidade de disputar com o Brasil o terceiro lugar no ranking dos países mais premiados em Cannes. A Italo Bianchi vai voltar a ganhar prêmios no Festival de Nova Iorque e a Integra vai estar com vários clientes na Itália.
Não é mais só o Nizan Guanaes que pode se gabar de ter feito uma mega campanha para a Portugal Telecomunica-ções. Sem precisar levar a sua África para Portugal. A invasão agora é inversa. Somos nós a atacar os paulistas e os holandeses ao mesmo tempo. E eles a nós atacar. Porque não? Agora somos uma economia internacional. Demorou, mas aconteceu.
Hoje somos um mercado voltado para o mundo. E não mais restrito às continhas locais e aos festivaizinhos de costume. Isto não é um sonho, você é que está dormindo. Acorde.
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