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   Ano VI | 15 de Outubro - 15 de Novembro - 2005 | nº 72 | Capa: Carratu
     

COMO MONTAR UM PORTFÓLIO PUBLICITÁRIO
Patrícia Alves

 

 
 
Para Júlio, o trabalho
não esgota o assunto,
mas tenta amenizar
a falta de referência
sobre o tema

O portfólio publicitário é uma espécie de currículo em que o profissional de criação pode reunir as suas principais peças, tais como anúncios para revistas, outdoor, jornais, etc. Eles também podem conter ilustrações, roteiros para rádio ou TV, logomarcas e outras peças gráficas que fazem parte da realidade criativa de uma agência. Hoje, ele se apresenta como um grande instrumento para o profissional ou estudante de publicidade se destacar no mercado publicitário. No entanto, não existe bibliografia ampla sobre o assunto. Esse foi um dos propósitos que levaram o publicitário Julio Souza a desenvolver o ensaio Portfólio Publicitário & Mercado, que aborda a composição e a apresentação do portfólio publicitário, para conclusão do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “O ensaio oferece algumas dicas simples que podem fazer a diferença. São reflexões sobre o processo de montagem da pasta. Um momento que todo criativo, mais cedo ou mais tarde, vai se deparar”, conta Julio. “É, resumidamente, um manual para quem está interessado em entrar na carreira de criação publicitária”, completa.


Como a bibliografia sobre o tema é bastante restrita, Julio usou como fundamentos teóricos do ensaio os livros O Manual do Estagiário em Propaganda, de Eugênio Mohallem (1997); e Criação sem Pistolão, de Carlos Domingos (2003). “Acredito que a leitura dessas duas obras é indispensável às pessoas que aspiram à área de criação de uma agência. Tenho certeza que, para esse target, ambos os livros são tão importantes quanto os clássicos de teoria da comunicação”, ressalta. Para Julio, as poucas referências sobre o assunto resultam da dificuldade que se tem em sistematizar conceitos ou regras para o mesmo, porém, através do atual momento da propaganda, foi possível detectar “pontos comuns” e conselhos para montagem e apresentação dessas pastas.


O ensaio buscou mostrar a importância das pastas para um criativo, além de como o mercado avalia o seu uso corrente. Para isso, Julio realizou uma série de entrevistas com criativos renomados como Ricardo Rique, Sílvio Burle, Hélio Vieira, Kleber de Brito, Hime Navarro, André Muhle e Carlos Renato a fim de obter dicas de como montar uma pasta, quais as suas particularidades e limitações e qual o conteúdo ideal delas. “Esse ensaio é extremamente prático e está fundamentado em entrevistas. Selecionei profissionais de agências grandes, médias e pequenas. Procurei primar pela qualidade dos entrevistados em vez de quantidade“, conta. Segundo Julio, o total da média de tempo de mercado dos entrevistados, com a média de pastas que eles recebem por mês, supera 1000 portfólios, por isso a importância das entrevistas de trabalho.


Os aspectos abordados na pesquisa envolvem desde o que é um portfólio publicitário até erros freqüentes cometidos por aspirantes e dicas para torná-lo mais eficiente e atrativo. “Contém orientações e dicas de profissionais de criação que estão acostumados a receber e analisar dezenas - e até centenas - de pastas por ano”, afirma. Porém, Julio faz questão de destacar alguns pontos que não são tratados de forma prioritária no trabalho, como design, arquitetura de informação, avaliação de leiautes, teoria das cores, softwares gráficos, técnicas de redação publicitária, criatividade, fotografia e tipografia.

     
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