| A chegada de um novo ano é sempre brindada com a perspectiva da inovação. Na propaganda isso não podia ser diferente. A comunicação evolui a cada ano, a cada dia, a cada segundo. Quem não lembra do chato vendedor de enciclopédia, batendo de porta em porta e as pessoas sem querer atendê-lo?
O processo de venda, na maioria das vezes, não é algo agradável, principalmente num país de economia oscilatória como o nosso. A propaganda deve justamente tornar esse processo atraente, viabilizando-o, multiplicando-o, através de um processo de sedução. Não se convence ninguém a comprar nada. O consumidor é seduzido a comprar. Há uma diferença significativa nesse processo. E para que a propaganda cumpra com seu papel sedutor, ela deve estar embebida de um texto novo para que possa dizer algo de modo interessante, fora do lugar-comum. E aqui, quanto mais referências tivermos, seja literária, musical, plástica, cênica, econômica, psicológica, enfim, mais condições teremos para construir esses novos textos, para construir essa nova propaganda.
Trazendo esse conhecimento para a prática, precisamos ter o entendimento de que assim como a construção da marca tem sua importância voltada para o resultado que ela proporciona, e que ela deve ser a lembrança do seu produto ou serviço com todos os valores que o acompanham, o texto deve ser a verbalização dessa identidade. Por isso, é bom lembrar todo o ano e durante o ano todo que se uma marca se constrói com a soma de todos os seus dias de existência, o texto não pode ir contra essa construção. O texto é ferramenta dessa construção. É preciso saber usá-lo na medida certa, com inovação, coerência e responsabilidade.
Um feliz ano 9 para todos! |