Ou você é daqueles que acreditam que não é? Esta música foi inspirada numa mulher que viria do céu para salvar John Lennon, a mulher com a qual ele sempre sonhou: Yoko. Que tal esta versão? Não convence, pois não. Se preferir há uma versão (mais usada) que diz que o seu filho, Julian, tinha uma colega de escola chamada Lucy O'Donnel, que ele desenhou entre as estrelas. Pela veemência com que Paul e John contaram isto em 1967, dá até para acreditar nesta história. John Lennon afirmava, categoricamente, que esta era uma simples e pueril canção, e que de modo algum fazia referência às drogas. Eles negavam que tomavam ácido nesta época. E você acredita? Kakakakakakakakaka! Julgo que não. Uma garota com olhos de caleidoscópio, que vive num céu cheio de diamantes, no meio de marmeladas e entre árvores de tangerina? Faça-me o favor John, não somos tão inocentes assim.
A letra desta música sugere muita coisa que vai além de brincadeiras inocentes de criança. E quem conhece a obra dos quatro gênios de Liverpool, e muitas de suas letras, sabe do que estou a falar. Não está em causa a genialidade da canção, mas sim a tentativa de escondê-la numa camuflagem criativa, a verdade genética da obra. Esta letra tem um percurso que não deixa dúvidas. Ninguém neste mundo é ingênuo a ponto de acreditar em todo o blábláblá que se conta por aí. Ou será que é? Ora, ora, mas o que é isto, publicitários!? Bem, vocês querem saber se esta letra é mesmo uma apologia ao ácido? Cabe a vocês analisarem. Cabe aos que entendem perceber que certas lendas não se sustentam por muito tempo. E ainda bem que somos publicitários para percebermos isto. |