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Painéis da década de 60 |
Setenta e cinco anos é algo que não se comemora com freqüência. Ainda mais quando o aniversariante tem o privilégio de ser reconhecido por deter um marco de desenvolvimento e pioneirismo para toda uma região, e de ter sua trajetória indissociável da história do setor em que atua. É o que a soteropolitana A.Linhares representa desde sua fundação - no último dia de julho de 1931 - pelo casal Aderbal e Yolanda Linhares. Batizada como A.Linhares & Cia Ltda., ela foi a primeira empresa de mídia exterior do Norte/Nordeste e a segunda do Brasil. A primeira foi a Publix, de São Paulo.
“O espírito inovador e de pioneirismo deste casal foi fator preponderante. Antes eles haviam montado uma livraria na antiga Pastelaria Triunfo, que virou point dos intelectuais baianos”, conta um dos filhos dos fundadores da empresa e diretor da hoje A.Linhares Outdoor, José Linhares. Para o empresário, os dois visualizaram a possibilidade de montar na Bahia o que tinham visto em estados mais desenvolvidos durante os anos em que atuaram com vendas por representação, correndo o Brasil de norte a sul (conhecido na época como caixeiro-viajante, o profissional pode ser comparado aos corretores ou vendedores nos dias de hoje).
No processo de criação da empresa, os empreendedores contaram com a colaboração do mercado baiano como um todo, especialmente do jornal A Tarde - que assinou um dos primeiros anúncios produzidos pela recém-criada empresa de mídia exterior -, da S.A. Magalhães e da Pastelaria Triunfo. As dificuldades iniciais para incentivar as pessoas a investir na nova mídia foram grandes, principalmente porque era comum encontrar na porta das lojas avisos com os dizeres: “Não atendemos vendedor de remédio e propaganda”. Nem é preciso dizer, porém, que eles foram bem-sucedidos nessa primeira tarefa.
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Equipe da A.Linhares |
No início, a publicidade feita pela A.Linhares consistia em pequenos painéis posicionados em grades que protegiam as árvores da capital baiana. A novidade foi tão bem aceita pela população local que algumas das placas recebiam inaugurações festivas. Depois, viriam os cartazes coloridos, afixados na parte interna e externa de bondes. O sucesso da empreitada incentivou a empresa a construir ela mesma, e com recursos próprios emprestados por amigos abrigos de ônibus para proteger a população do sol e da chuva e, de quebra, instalar cartazes pintados e letreiros em néon (a grande atração noturna da cidade à época) de seus clientes.
O tempo passou e os cartazes afixados nos bondes evoluíram para os primeiros outdoors. Eles apareceram nos anos 50, possuíam apenas oito folhas e eram colados por somente dois funcionários um carregava e colava as folhas enquanto outro segurava a escada para ele. Não é de estranhar que a nova mídia fosse aplicada apenas no centro de Salvador, e próximo à A.Linhares. No final da década a quantidade das folhas dobrou, chegando às 32 folhas de hoje. Nos anos 1980, procurando viabilizar um outdoor de menor custo, a empresa criou o Big hand, feito à mão. Foram os primeiros passos para a hoje consagrada serigrafia. Já os anos 90 marcaram a apresentação ao mercado de duas inovações da A.Linhares: o Lightdoor, primeiro outdoor iluminado; e o Tridoor, que exibia três mensagens publicitárias em um único engenho. Hoje a A.Linhares trabalha, com estrutura própria, na capital baiana e nas cidades de Lauro de Freitas, Simões Filho, Candeias, Camaçari e São Sebastião do Passé. Nas demais localidades do interior do estado, ela atua em convênio com as principais empresas de cada localidade, realizando serviços de impressão e veiculação. A A.Linhares tem 60 profissionais em seu quadro de funcionários, distribuídos entre o Departa-mento Financeiro, Administrativo (sob a direção de Adilson Linhares), Produção e Comercial (dirigido por José Linhares, assessorado por sua filha Adriana Linhares). A empresa ofere-ce serviços de impressão e veiculação de outdoor, frontlight, empenas e painéis em estradas, entre outros. Suas instalações incluem um prédio para a administração e quatro galpões destinados à produção.
Para se distinguir, e manter a jovialidade mesmo aos 75 anos, a empresa procura oferecer seus serviços com rapi-dez, eficiência e modernidade, sem esquecer a qualidade. “Estamos sempre em busca de novas opções, procurando manter o espírito de pioneirismo dos fundadores. Foi assim quando transformamos as estruturas de madeira em moder-nas estruturas metálicas ou quando lançamos o Lightdoor e o Tridoor”, conta o empresário. “E não vamos parar por aí, es-tamos sempre buscando novidades na mídia exterior para atender o nosso mercado”. A receita para continuar com-pe-titiva aos 75 anos? “União, trabalho, trabalho e trabalho. Mes-mo com o passar dos anos, seremos sempre uma empresa moderna, competitiva e inovadora”, afirma Linhares.
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No folder, em destaque, Aderbal
Linhares, fundador da empresa |
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“A A.Linhares é uma das empresas referência da nos-sa atividade, não somente pelo que representa como empresa correta, profissional e séria em seus compromissos, mas, so-bretudo, pela grande contribuição que seus sócios e diretores nos passam de união empresarial, dedicação em tudo que fa-zem e preocupação em buscar e oferecer o que há de melhor na mídia exterior durante toda sua existência”, reconhece Mauro Santos, presidente do Conselho de Administração da Central de Outdoor e diretor regional da Bandeirantes Mídia Exterior. Para o profissional, a A.Linhares é referência na área de mídia exterior em todo o país, além de contribuir expressi-vamente nos encontros, convenções e workshops realizados desde a fundação da Central de Outdoor com sugestões e po-sições de relevância para o meio. “A história do outdoor no Brasil tem a marca indelével e a presença fundamental dessa empresa. Quero externar meu orgulho de tê-los em nosso meio e em nossa convivência”, parabeniza Mauro. Nas palavras de José Linhares, é o compromisso com o pioneirismo dos fundadores e o carinho que todos têm com o meio que estimulam a família a dar prosseguimento ao tra-balho iniciado. “Além de acreditarmos que a cada ano a mídia exterior tende a ocupar seu lugar no mercado”, completa. Para ele, a família possui uma relação estreita de profissio-nalismo e modernidade com a empresa e a mídia exterior. “Embora tenha conquistado inúmeros prêmios (Veículo do Ano, Profissional do Ano, Publicitário do Ano, Melhor Veículo de Comunicação, Toulouse-Lautrec, entre outros), nossa maior premiação é ter conseguido sobreviver e alcançado 75 anos, quando 50% das empresas no Brasil fecham suas portas no quinto ano de existência. Aos nossos colaboradores, muito obrigado”, resume o empresário. A todos, os parabéns. |