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Sala de som e vídeo: Turíbio Santos |
Número 1.105 da avenida Rui Barbosa, Graças, cora-ção da Zona Norte recifense. Este foi o lar temporário (somente até o início de dezembro) de cores, formas, texturas e projetos que devem ditar as tendências da temporada. Esta-mos falando de mais uma edição da maior e mais importante mostra de decoração do Norte e Nordeste: a Casa Cor Pernambuco. Já em seu décimo ano de realização, o evento trouxe como homenageada a arquiteta Janete Costa, reconhecida e admirada por harmonizar os traços arquitetônicos com a arte popular brasileira. “Foi Janete Costa quem fez com que o artesanato entrasse pela porta da frente. É algo que ela incentiva muito”, reverencia a organi-zadora do evento, Mônica Ayub.
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Gazebo da piscina: Patrícia Santos |
Desta vez, 70 profissionais (entre arquitetos, deco-radores e paisagistas) de Alagoas, Pernambuco e Paraíba se esmeraram na criação de 42 ambientes para o imóvel da vez - um casarão em estilo colonial brasileiro da década de 50. O terreno onde ele se encontra (10 mil metros quadrados de área) tem como traço mais marcante o jardim frontal, com 12 palmeiras imperiais, posicionado ao lado da piscina. A casa tem ainda dois terraços, cinco salões, subsolo e quartos, entre outros cômodos. O trabalho dos profissionais foi de transformá-la no lar apropriado a um casal e seus quatro filhos com inclinação a receber amigos e realizar muitos eventos, celebrando também o desejo de moradia [de todos nós] em um local confortável, prático e seguro. Até areia de praia foi usada nessa tarefa.
“Os ambientes procuraram valorizar o que é nacional: mão-de-obra, insumos, cadeia de fornecedores e, principalmente, a criatividade dos profissionais”, diz Mônica. Para compor os ambientes os produtos vieram de empresas que mais se destacam no ramo da decoração. Antiquários e artistas plásticos também entraram na lista. Como vantagem, uma vitrine de respeito e a oportunidade de ver seus produtos expostos em seu ambiente natural, trabalhado pelos melhores profissionais da região e mesmo país. Teve sala de banho, de estar, quarto de bebê, do casal, cozinha e varandas, entre outros cômodos.
As novidades não poderiam ter ficado de fora. Uma delas foi o minicampo de golfe com grama natural, parceria com a Federação Pernambucana de Golfe. Teve ainda uma casa de praia feita com blocos de gesso maciço assentados com cola especial. Foram 100 metros quadrados de área construídos em apenas 20 dias. Só para comparar, uma obra tradicional em alvenaria nos mesmos padrões levaria de três a quatro meses para ficar pronta. Os visitantes puderam ver ainda uma solução original para o uso de contêineres. Mais conhecidos por servirem como escritórios, dormitórios ou almoxarifados, eles puderam ser vistos na mostra como espaço para lojas ou galerias de arte, como nas grandes capitais do mundo.
Na gastronomia, o Festival Aromas e Sabores teve noites dedicadas à culinária dos cinco continentes. Seu comando ficou com a chef Rafaela Suassuna, do Buffet Porto Fino. Foi possível admirar ainda dois murais pintados com exclusividade para o evento pelo artista plástico Rinaldo. Um, com dez metros por dois, teve sua inspiração nas figuras de Adão e Eva. Outro, de quatro metros por dois, levou o tema A Solidão e exibia a figura de um homem que se confrontava com ele mesmo. Para a realização dos trabalhos, o artista utilizou massas e tintas acrílicas da linha Premium da Iquine.
Além da Iquine, quem marcou presença no evento foi a TIM Nordeste. Em sua terceira participação como parceira da Casa Cor ela deixou o ambiente fixo de lado e passou a mostrar seus serviços de forma integrada aos cômodos criados pelos profissionais. Ela apareceu no gabinete da família demonstrando a conexão sem fio do TIM Connect Fast e o BlackBerry, solução móvel para e-mail; no quarto da moça com o MSN Mobile, versão para celular do popular programa de bate-papo; no quarto do rapaz com o smartphone TREO 650, com MP3, Bluetooth e outros recursos; e na varanda das crianças com o download de jogos em Java.
O evento deste ano recebeu investimentos de quase três milhões de reais e foi responsável pela geração de 500 empregos. A expectativa da organização é a de ter atraído até 25 mil pessoas ao local. Nesses dez anos de evento, ela tem acumulado números superlativos, como o uso de mais de 100 mil litros de tinta, 70 mil metros de fios, duas toneladas de gesso e mais de 100 mil lâmpadas, entre outros.
Além da mostra pernambucana, a Casa Cor tem sede em São Paulo e tem outras treze franquias espalhadas pelo Brasil e uma em Lima, no Peru. O evento teve patrocínio nacional da Deca e apoio da Casa Cláudia e do Ponto Frio. Localmente, apoiaram a mostra as Tintas Iquine, Climafrio, Sebrae-PE e Siemens. Teve ainda a participação especial da TIM Nordeste e da Caixa Econômica Federal. |