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Ano VIII | Jan 15 - Fev 15 - 2007 | nº 86 | Capa: Dorival Lima |
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CARTAS DO EXÍLIO - A troca de correspondência entre Marina e Júlio de Mesquita Filho, de Ruy Mesquita Filho. Editora Terceiro Nome. São Paulo. 2006. 376 págs.
“Amanhecemos sem água para banho. Sabe você o que é cadeia sem água? Não queira saber.” Júlio de Mesquita Filho foi exilado duas vezes. Em uma, com outros presos do movimento constitucionalista, foi para Portugal, onde mo-rou com sua família de 1932 a 1933. Na outra, em 1938, devido ao gol-pe do Estado Novo, fi-xou residência nos Es-tados Unidos até 1943. De lá, ele enfrentou o processo de desapropriação de O Estado de São Paulo, jornal de sua família e do qual era diretor. No livro estão as cartas trocadas entre Júlio e sua esposa Marina nos períodos de separação forçada e artigos escritos por ele para o Estado e para publicações francesas e argentinas. Júlio de Mesquita Filho iniciou na redação de O Estado de São Paulo em 1915, tendo permanecido na direção do jornal por mais de cinqüenta anos. |
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DENTRO DA FLORESTA, de David Remnick. Editora Companhia das Letras. São Paulo. 2006. 576 págs.
Após ser convidado para ocupar um dos mais presti-giados cargos do jornalismo mundial, o de editor da revista The New Yorker, David Remnick hesitou em aceitar o convite, pois sua área era escrever, e não editar. Depois de aceitar a proposta, decidiu investir suas horas vagas na produ-ção de uma obra composta por 23 textos, abordando os cinco temas que ele cos-tumava se dedicar quando repórter: literatura, poder, boxe, Israel e Rússia. O resultado foi o livro Dentro da Floresta, onde relata o perfil de personalidades como Vladimir Putin, Amós Oz, Mike Tyson, entre outros. Remnick, já premiado pelo Pulitzer, conduz o leitor a conhecer mais sobre autores reclusos norte-americanos, como Philip Roth e Don DeLillo. E exibe sua capacidade em interligar assuntos até então sem nenhuma ligação entre si, como o caso de um breve perfil do ministro Tony Blair e o furacão Katrina.
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O FOTÓGRAFO - Uma História do Afeganistão, de Didier Lefèvre, Emmanuel Guibert e Frédéric Lemercier. Editora Conrad. São Paulo. 2006. 88 págs.
O livro reúne imagens que Didier Lefèvre re-gistrou enquanto per-maneceu no Afeganistão durante a guerra contra a União Soviética, na déca-da de 80. Acompanhado dos Médicos Sem Fron-teira, organização não-governamental, Lefèvre mostra o drama de um país estilhaçado pela guerra civil, o difícil tra-balho de um fotógrafo de guerra e a verdadeira ba-talha que grupos humanitários como os MSF têm que enfrentar diariamente na tentativa de salvar vidas. O livro conta com imagens e história de Lefrève, texto e quadrinhos de Emmanuel Guibert e diagramação e cores de Frédéric Lemercier. Ou seja, é um livro que atrai admiradores e profis-sionais do jornalismo, da fotografia, dos quadrinhos e da história.
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O SOL DE CADA MANHÃ (The Weather Man), Gore Verbinski. EUA/2005. Roteiro de Steve Conrad. Com Nicolas Cage e Michael Caine
O apresentador da previsão do tempo de uma TV em Chicago, David Spritz, inter-pretado por Nicholas Cage, está passando por uma ótima fase profissional. Convidado para fazer um teste por uma produtora nacional, ele tem a grande chance de sua vida. Porém, por trás da celebri-dade, encontra-se um homem angustiado, mergulhado em problemas pessoais. Recém-divorciado da mulher que ain-da ama, ele busca a aproxima-ção dos filhos problemáticos que estão, cada vez mais, se distanciando dele. Até mesmo o seu pai, escritor premiado com o Pulitzer, não o leva a sério. O filme é uma crítica ao american way of life, atitude rara em produções hollywoodianas. |
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