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   Ano VIII | 15 Fev - 15 Mar - 2007 | nº 87 | Capa: FacForm
     

KOMBATE VIRTUAL NO AR
Rafaella Sabino

 
 
  Membros da equipe do Kombate Virtual

Se você é amante dos jogos eletrônicos, a Estação TV - Canal 14, de Recife, com a Phoenix Comunicação, tem uma ótima novidade. Elas são responsáveis por colocar no ar o Kombate Virtual. O programa, que estreou no final de novembro, é exibido todos os domingos pela emissora, sempre às 10h30, com reprises às quintas-feiras, às 23h. Nos seus 30 minutos de duração, a atração busca informar tudo sobre o universo dos jogadores e dos jogos em rede.

O Kombate surgiu de um projeto comum entre o historiador Adônis Júnior e um amigo, o estudante de publicidade Mário Carlos. Júnior é jogador por paixão, e já participou de vários campeonatos locais e um nacional de Counter Strike, em Brasília. Foi ele quem “apresentou” os jogos para Mário.

Em agosto de 2005, eles decidiram apresentar o projeto na TVI (canal da TV a cabo Net Recife). O programa foi exibido um mês depois, mas teve que ser suspenso por divergências entre os membros da equipe de produção da época. Mesmo assim, continuou indo ao ar em um site da internet. “Em maio deste ano, levamos um DVD com o programa para uma reunião com o presidente da Rede Estação, João Florentino, que comprou a nossa idéia”, disse Júnior.

O nome do programa é uma homenagem ao jogo Mortal Kombat. “Um dos melhores jogos de todos os tempos, na minha modesta opinião”, brinca Júnior. Para a reestréia, a atração passou por algumas mudanças no cenário, no formato e na equipe. Como a Rede Estação trabalha via satélite, o programa tem projeção nacional e até internacional, podendo ser visto em oito países da África.

A equipe conta com Adônis Júnior como apresentador e roteirista; Mário Carlos de Souza na direção e edição; André Fernandes como operador de VT e responsável pela parte de web; Giovana Santos como assistente de direção; Magno Menezes e Mônica Carnaval na produção; Erick Servinsks como câmera; e a repórter Clara Vasconcelos.

A atração é dividida em três blocos: nos dois primeiros, feitos no próprio estúdio, são apresentados e comentados alguns vídeos sobre jogos, com dados técnicos e configurações. O terceiro, chamado Kombate na Real, exibe coberturas de eventos, entrevistas e a seção RPG, um quadro de comentários voltado para os jogadores de RPG de mesa. Os jogos eletrônicos apresentados são divididos em categorias: tiro em primeira pessoa, estratégia em tempo real, aventura com fases, sports, RPGs e infantis.

Simultaneamente ao programa, foi lançada a revista virtual www.kvonline.com. Os programas são disponibilizados nela, que é atualizada semanalmente. Esse é um serviço que a Phoenix Comunicações oferece aos clientes. “Nossa intenção é integrar a TV aberta com a televisão via internet, inovando o mercado”, completou Júnior.

Ele diz que os jogos eletrônicos têm importância para a vida social do indivíduo, pois se trata de mais que simples-mente jogar. Na verdade, cria-se um vínculo de amizade. “Muitas pessoas vão a uma lan house, e nem jogam. Vão para conversar, ver os amigos e ver os outros jogando”, afirma, e continua: “É uma questão de interação”. Júnior também frisa a questão dos jogos serem a “primeira tentativa da humanidade de recriar realidade”.

“A cultura de jogos eletrônicos começou depois da primeira lan house. Isso levou as pessoas a comprarem computador, até começarem a se expandir pelo interior”, afirma. Para Júnior, apesar das dificuldades econômicas que o país tem em relação à entrada de novos jogos, os dados demonstram que o mercado somente tende a crescer, em qualquer região. “A internet facilita a interação de jogadores locais com os de outros estados e países, o que estimula bastante a participação”, disse, e continuou: “As pessoas não suportam pagar o preço dos jogos originais, por isso quando acontece algo de graça e de qualidade, sempre lota de brasileiros”.

O estudante de jornalismo Bernardo Cortizo, que joga RPG desde 1998, diz que o programa é um espaço importante para dar visibilidade aos jogos. “Serve para desmistificar o que ele realmente é e o que não é. Eu gosto muito da iniciativa”.

 

     
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