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Paula Marcondes traçou o perfil do mídia recifense |
O mercado de trabalho é algo tão competitivo, que a publicidade se tornou instrumento fundamental para o sucesso. Foi se espelhando nisso que a recém-formada em publicidade e propaganda pela UFPE, Paula Marcondes, resolveu fazer seu trabalho de conclusão de curso sobre o tema. Sua monografia, intitulada de “Público-Alvo: o Mídia. O Perfil do Profissional no Mercado Publicitário do Recife”, mostra quem é o profissional que trabalha nas agências publicitárias, quais são seus principais desafios, como se deu seu ingresso no mercado de trabalho, quais são suas expectativas para o futuro, qual a vantagem e a desvantagem em constituir a mídia, e exibe, ainda, um perfil quantitativo dos profissionais da área.
Iniciada a pesquisa em novembro de 2005, Paula achou necessário entrar em contato com os profissionais da área, abrangendo, dessa forma, os mídias, coordenadores e diretores de mídia das agências do Recife. “Para a realização da pesquisa, foram distribuídos questionários com aborda-gens quantitativas e qualitativas respondidos via e-mail e em alguns casos foram realizadas entrevistas pessoalmente”, ex-plica Paula. Ao todo, 42 questionários foram respondidos, dando início a uma outra etapa da pesquisa: a tabulação, o tra-tamento de dados e a elaboração do marco teórico.
Segundo Paula, foi aí que ela encontrou obstáculos para dar continuidade à pesquisa. “A principal dificuldade se concentrou na fase da coleta de dados. O recebimento das respostas dos questionários, embora iniciados com vários meses de antecedência, apresentou a maior dificuldade para a conclusão do trabalho”, diz.
Ela conta que é grande a quantidade de profissionais que, mesmo diante dos desafios que cercam a atividade em Recife, encaram seu trabalho com otimismo. “Eles perseguem melhores condições de trabalho, maior quantidade de cursos preparatórios na área, melhores salários e, acima de tudo, almejam o reconhecimento profissional junto ao mercado”, afirma.
Entre tantas descobertas ao longo da realização do trabalho, ela concluiu que: esse mercado é predominado por mulheres entre 26 e 35 anos, quarenta por cento das agências contam com algum estagiário ou assistente, sessenta e oito por cento das agências da cidade possuem um organograma simples formado por apenas um único profissional, noventa por cento dos mídias são graduados (porém, nem todos cursaram faculdade de publicidade e propaganda), somente 19% dos profissionais estão na agência que ingressaram no início da carreira.
Já em relação ao reconhecimento, a maioria dos profissionais acreditam que nos últimos anos estão sendo mais valorizados. No entanto, eles concordam que ainda há muito o que progredir. “Todos acreditam que o mídia no Recife, principalmente quando comparado à realidade de outros mercados (como o de São Paulo) é pouco valorizado (dentro e fora da agência), além de pouco remunerado”, co-menta Paula.
De acordo com os mídias entrevistados, o maior desafio do profissional atualmente é a rapidez do avanço tecnológico, assim como a constante necessidade de preparação profissional e a capacidade de enfrentar mudanças. Aos iniciantes, o conselho dado é o de que sempre devem procurar se reciclar profissionalmente e estar sempre atualizados. “É mencionada também a necessidade de avaliar a realidade do mídia e entender suas atividades e rotina de trabalho antes de optar pela área”, conclui Paula. |