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Lançado recentemente no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e recém-exibido pela Livraria Cultura e Página 21 no Cineclube Cultura, o DVD duplo “Paixão de Cinema”, de Marcílio Brandão, conta a história de Fernando Spencer - cineasta pernambucano pioneiro no ramo - que marcou a história das produções nacionais com seu estilo e sua importância como documentarista cultural.
A produção realizada pelo diretor e cineasta Marcílio Brandão, com Amaro Filho e Rafael Coelho, da Página 21, reúne documentário em que o próprio Spencer relata sua trajetória no cinema com depoimentos de grandes profissio-nais da área, amigos e parceiros, como Geneton Moraes Neto, Mônica Silveira, Paulo Caldas, Lula Cardoso Ayres Filho, Paulo Cunha, Celso Marconi, Severino Dada e Alexandre Figueiroa. Além do documentário de mesmo nome, a obra “Paixão de Cinema” inclui 13 dos 38 filmes de autoria de Spencer.
A idéia de homenagear o mais produtivo cineasta pernambucano surgiu após descontentamento de Brandão com um festival de cinema realizado em Recife onde a exibição dos documentários em curta-metragem no horário da tarde acabou deixando o grande público de fora. “Naquele momento ficou claro que era preciso resgatar a história e a obra do mais proveitoso cineasta de Pernambuco”, conta Marcílio, que completa: “O festival não continuou com o mesmo formato e o seu criador, posteriormente, nos ajudou a conseguir a telecinagem dos filmes de Spencer dentro de um baixo orçamento”.
O cineasta Fernando Spencer, que completou 80 anos em 17 de janeiro, se diz muito feliz por ver seus 30 anos de cineasta e jornalista reconhecidos nesse documentário, que teve apoio do Cinema da Fundaj, incentivo do Funcultura-PE e patrocínio da Chesf.
“Paixão de Cinema é um dos trabalhos que mais me orgulho, pelo exemplo e importância de Fernando Spencer para o cinema pernambucano e brasileiro, especialmente o de curta metragem. Contar a história desse apaixonado pelo cinema e contribuir para que as novas gerações possam conhecer o trabalho dele é de fato gratificante.” Comenta o diretor que sempre acompanhou o trabalho de Spencer como telespectador desde seus tempos de repórter da Globo Nordeste no início dos anos 80. |