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A Cemusa está presente em mais de treze países, sendo
reconhecida como uma das empresas líderes
do mercado de mobiliário urbano na Europa.
Atuando no projeto, fabricação e
manutenção desse tipo de engenho,
ela pertence ao grupo espanhol Fomento de Construcciones
y Contratas, fundado em 1900. São mais
de 110 mil peças instaladas e cerca de
900 colaboradores em todo o mundo. Em seu catálogo,
trabalhos desenhados por designers e arquitetos
conceituados internacionalmente, a exemplo do
britânico Nicholas Grimshaw e do brasileiro
Oscar Niemeyer.
A Cemusa chegou ao Brasil via Rio de Janeiro,
no ano de 1999. Em pouco tempo, já estaria
presente em Manaus e Belo Horizonte, no Distrito
Federal e também em Salvador. Em sete anos
de Brasil, diversas conquistas foram obtidas.
Entre elas, o 14º Prêmio Veículos
de Comunicação de 2001, o de Veículo
do Ano de 2003 e o de melhor empresa na categoria
mobiliário urbano na praça de Salvador
pela Revista Pronews nos anos de 2006 e 2007.
Na capital soteropolitana, em especial, a empresa
possui concessão para atuar em 60% do território
da cidade. “A Cemusa tem por objetivo tornar
o mobiliário urbano uma ferramenta de comunicação
atraente para criativos e profissionais de mídia.
A empresa desenvolve roteiros personalizados,
que podem ter alcance nacional, e adapta os projetos
para cada região em que atua.” As
palavras são da publicitária Diana
Falcão, que, na baiana Estágio 3,
representa a Cemusa em Salvador.
Em conversa informal, Diana fala sobre carreira
e espanhola Cemusa, além de confidenciar
que, desde cedo, sabia que se tornaria publicitária.
REVISTA PRONEWS - Você
atua em uma empresa multinacional com quase cem
anos de história agregados a ela. Nesse
contexto, como faz para conciliar a vida profissional
sem deixar a pessoal de escanteio?
DIANA FALCÃO - Gosto muito
do que faço. A gente tem sempre que buscar
o equilíbrio e criar compromissos pessoais
da mesma forma que temos os profissionais. Penso
sempre no balanço de horas da semana. Temos
que ter tempo para tudo. Tentamos arrumar a agenda,
mas sempre existem os imprevistos.
RPN - Que caminhos te levaram
à publicidade? Foi algo natural?
DIANA - Desde cedo eu sabia que
queria ser publicitária. Talvez por influência
de meu pai, que tinha produtora de vídeo,
e também da irmã de minha melhor
amiga, que fazia administração e
vivia falando de marketing. Pode-se dizer que
hoje trabalho com vendas e, se você olhar
para minha família, verá que todos
somos vendedores. Acho que já estava no
sangue. Como a maioria das pessoas que entra em
propaganda, queria fazer criação.
Mas logo que entrei na faculdade, me apaixonei
por planejamento. Como em Salvador eu não
conseguia enxergar muitas oportunidades para essa
área, acabei me encontrando no departamento
de Atendimento, onde poderia trabalhar com planejamento.
Nessa fase de agência tive passagens pela
CBVR/CBVR2000 (hoje Rocha Market), Idéia
3, RC/Eurofort e OCP.
RPN - E como você chegou
à Cemusa?
DIANA - De atendimento de agência
para veículo foi um pulo e muita sorte.
Entrei em uma seleção e nem seria
a escolhida, mas costumo dizer que a primeira
venda que fiz na Cemusa foi a minha mesmo. De
lá para cá já se passaram
quatro anos e meio. Fui descobrindo talentos,
me aperfeiçoando, estudando e, principalmente,
conhecendo pessoas. Temos parceria muito boa e
bom resultado em vendas ao longo desses anos.
Resultado conquistado com muita ralação
e dedicação. Foi difícil
no começo, quando tudo era novidade, mas
encontramos apoio no mercado publicitário.
Hoje mobiliário urbano já é
um meio consolidado e estamos colhendo alguns
resultados. Mas sempre há muito o que fazer.
Na Cemusa, como a equipe é enxuta. O legal
disso é que o profissional acaba exercendo
várias atividades. A principal delas está
focada no relacionamento com clientes e no planejamento
de vendas. Mas já fui fotógrafa,
redatora, jornalista, produtora, guia turístico,
agente de viagens, relações-públicas,
marketing... Gosto muito de gente e, acima de
tudo, gosto do que faço. Mas ainda tenho
outros planos em mente, como iniciar pós-graduação
em Gestão e Vendas ainda este ano.
RPN - Vamos falar um pouco sobre
a Cemusa. De origem espanhola e presente em mais
de 80 cidades de 13 países da Europa e
das Américas e, no Brasil, com sede no
Rio de Janeiro. Como se deu esse início
de atuação no mercado baiano?
DIANA - Chegamos em Salvador
em maio de 2000, depois de sermos os escolhidos
em processo de licitação para o
mobiliário urbano da capital baiana. O
contrato é de vinte anos renováveis
por mais vinte. Somos responsáveis pela
cobertura de 2/3 da cidade, incluindo toda a parte
histórica, e repassamos em torno de 10%
de nosso faturamento para a Prefeitura de Salvador.
A Cemusa possui mais de 500 equipamentos e 1.100
faces publicitárias, o que nos dá
um retorno que representa cerca de 15% do faturamento
da empresa no Brasil.
RPN - Em relação
a outras cidades nas quais a empresa atua aqui
no Brasil, o que existe de diferente e quais os
benefícios em se operar em Salvador? Como
foi projetada a estrutura dos equipamentos utilizados
na cidade?
DIANA - A mídia exterior
em Salvador é utilizada como mídia
básica por vários anunciantes. Há
demanda natural do mercado por mídia exterior,
principalmente em épocas como carnaval,
verão e São João, pois, nesses
períodos, o fluxo de pessoas que circula
na cidade aumenta. Como existem muitos cases positivos,
a mídia exterior continua crescendo. O
mobiliário deu unificação
visual aos espaços de mídia. O baiano
entendeu e valoriza isso, assim como os serviços
prestados pela empresa. A Cemusa é bem
aceita pelas agências e anunciantes e cresce
ano a ano. Há procura não só
por produtos e serviços de Salvador, como
também de outras capitais do Nordeste.
A estrutura dos equipamentos foi selecionada pela
prefeitura, que se decidiu pelas linhas Pal-li
e Grimshaw para vestirmos a cidade. A Grimshaw
é uma linha mais nobre e está presente
na região do centro, onde pode ser vista
por toda a população da cidade.
A Pal-li é encontrada nas demais áreas
de Salvador.
RPN - Quais os principais benefícios
dos anunciantes ao recorrerem ao mobiliário
urbano?
DIANA - Rápida cobertura
e a melhor freqüência; envolvimento
da marca com a população de maneira
democrática, ou seja, acessível
tanto às pessoas que trafegam de carro,
quanto aos usuários de transporte público.
Associar os anúncios a equipamentos modernos,
desenhados cuidadosamente para se adequarem à
paisagem urbana das cidades e que permitem uma
comunicação externa padronizada,
sem poluição visual do espaço
público, tão discutida nos últimos
tempos.
RPN - O que torna esses engenhos
tão eficientes?
DIANA - O conceito de circuito.
Quando uma campanha entra no bairro do Campo Grande,
ao mesmo tempo está entrando na Ribeira
ou na avenida ACM. Cada anunciante tem um mínimo
de 150 faces distribuídas por toda a nossa
área de atuação. Isso sem
falar que, com o conceito de circuito, distribuímos
nossas faces por sete marcas, no máximo,
por semana, o que garante boa visibilidade.
RPN - Para concluir, quais as
maiores tendências nessa área de
mobiliário urbano?
DIANA - É a padronização
visual, do lado urbanístico, e o envolvimento
da cidade. O uso de tecnologias para incrementar
as campanhas publicitárias, como elementos
sonoros, aromáticos, visuais, sensoriais
e digitais (bluetooth) também se apresenta
como importante tendência no segmento.
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