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   Ano VIII | 15 Jul - 15 Ago - 2007 | nº 90 | Capa: Lunes Comunicação

SUCESSO PLANEJADO
Anderson Lima
 
 

A Cemusa está presente em mais de treze países, sendo reconhecida como uma das empresas líderes do mercado de mobiliário urbano na Europa. Atuando no projeto, fabricação e manutenção desse tipo de engenho, ela pertence ao grupo espanhol Fomento de Construcciones y Contratas, fundado em 1900. São mais de 110 mil peças instaladas e cerca de 900 colaboradores em todo o mundo. Em seu catálogo, trabalhos desenhados por designers e arquitetos conceituados internacionalmente, a exemplo do britânico Nicholas Grimshaw e do brasileiro Oscar Niemeyer.

A Cemusa chegou ao Brasil via Rio de Janeiro, no ano de 1999. Em pouco tempo, já estaria presente em Manaus e Belo Horizonte, no Distrito Federal e também em Salvador. Em sete anos de Brasil, diversas conquistas foram obtidas. Entre elas, o 14º Prêmio Veículos de Comunicação de 2001, o de Veículo do Ano de 2003 e o de melhor empresa na categoria mobiliário urbano na praça de Salvador pela Revista Pronews nos anos de 2006 e 2007. Na capital soteropolitana, em especial, a empresa possui concessão para atuar em 60% do território da cidade. “A Cemusa tem por objetivo tornar o mobiliário urbano uma ferramenta de comunicação atraente para criativos e profissionais de mídia. A empresa desenvolve roteiros personalizados, que podem ter alcance nacional, e adapta os projetos para cada região em que atua.” As palavras são da publicitária Diana Falcão, que, na baiana Estágio 3, representa a Cemusa em Salvador.

Em conversa informal, Diana fala sobre carreira e espanhola Cemusa, além de confidenciar que, desde cedo, sabia que se tornaria publicitária.

REVISTA PRONEWS - Você atua em uma empresa multinacional com quase cem anos de história agregados a ela. Nesse contexto, como faz para conciliar a vida profissional sem deixar a pessoal de escanteio?
DIANA FALCÃO - Gosto muito do que faço. A gente tem sempre que buscar o equilíbrio e criar compromissos pessoais da mesma forma que temos os profissionais. Penso sempre no balanço de horas da semana. Temos que ter tempo para tudo. Tentamos arrumar a agenda, mas sempre existem os imprevistos.

RPN - Que caminhos te levaram à publicidade? Foi algo natural?
DIANA - Desde cedo eu sabia que queria ser publicitária. Talvez por influência de meu pai, que tinha produtora de vídeo, e também da irmã de minha melhor amiga, que fazia administração e vivia falando de marketing. Pode-se dizer que hoje trabalho com vendas e, se você olhar para minha família, verá que todos somos vendedores. Acho que já estava no sangue. Como a maioria das pessoas que entra em propaganda, queria fazer criação. Mas logo que entrei na faculdade, me apaixonei por planejamento. Como em Salvador eu não conseguia enxergar muitas oportunidades para essa área, acabei me encontrando no departamento de Atendimento, onde poderia trabalhar com planejamento. Nessa fase de agência tive passagens pela CBVR/CBVR2000 (hoje Rocha Market), Idéia 3, RC/Eurofort e OCP.

RPN - E como você chegou à Cemusa?
DIANA - De atendimento de agência para veículo foi um pulo e muita sorte. Entrei em uma seleção e nem seria a escolhida, mas costumo dizer que a primeira venda que fiz na Cemusa foi a minha mesmo. De lá para cá já se passaram quatro anos e meio. Fui descobrindo talentos, me aperfeiçoando, estudando e, principalmente, conhecendo pessoas. Temos parceria muito boa e bom resultado em vendas ao longo desses anos. Resultado conquistado com muita ralação e dedicação. Foi difícil no começo, quando tudo era novidade, mas encontramos apoio no mercado publicitário. Hoje mobiliário urbano já é um meio consolidado e estamos colhendo alguns resultados. Mas sempre há muito o que fazer. Na Cemusa, como a equipe é enxuta. O legal disso é que o profissional acaba exercendo várias atividades. A principal delas está focada no relacionamento com clientes e no planejamento de vendas. Mas já fui fotógrafa, redatora, jornalista, produtora, guia turístico, agente de viagens, relações-públicas, marketing... Gosto muito de gente e, acima de tudo, gosto do que faço. Mas ainda tenho outros planos em mente, como iniciar pós-graduação em Gestão e Vendas ainda este ano.

RPN - Vamos falar um pouco sobre a Cemusa. De origem espanhola e presente em mais de 80 cidades de 13 países da Europa e das Américas e, no Brasil, com sede no Rio de Janeiro. Como se deu esse início de atuação no mercado baiano?
DIANA - Chegamos em Salvador em maio de 2000, depois de sermos os escolhidos em processo de licitação para o mobiliário urbano da capital baiana. O contrato é de vinte anos renováveis por mais vinte. Somos responsáveis pela cobertura de 2/3 da cidade, incluindo toda a parte histórica, e repassamos em torno de 10% de nosso faturamento para a Prefeitura de Salvador. A Cemusa possui mais de 500 equipamentos e 1.100 faces publicitárias, o que nos dá um retorno que representa cerca de 15% do faturamento da empresa no Brasil.

RPN - Em relação a outras cidades nas quais a empresa atua aqui no Brasil, o que existe de diferente e quais os benefícios em se operar em Salvador? Como foi projetada a estrutura dos equipamentos utilizados na cidade?
DIANA - A mídia exterior em Salvador é utilizada como mídia básica por vários anunciantes. Há demanda natural do mercado por mídia exterior, principalmente em épocas como carnaval, verão e São João, pois, nesses períodos, o fluxo de pessoas que circula na cidade aumenta. Como existem muitos cases positivos, a mídia exterior continua crescendo. O mobiliário deu unificação visual aos espaços de mídia. O baiano entendeu e valoriza isso, assim como os serviços prestados pela empresa. A Cemusa é bem aceita pelas agências e anunciantes e cresce ano a ano. Há procura não só por produtos e serviços de Salvador, como também de outras capitais do Nordeste. A estrutura dos equipamentos foi selecionada pela prefeitura, que se decidiu pelas linhas Pal-li e Grimshaw para vestirmos a cidade. A Grimshaw é uma linha mais nobre e está presente na região do centro, onde pode ser vista por toda a população da cidade. A Pal-li é encontrada nas demais áreas de Salvador.

RPN - Quais os principais benefícios dos anunciantes ao recorrerem ao mobiliário urbano?
DIANA - Rápida cobertura e a melhor freqüência; envolvimento da marca com a população de maneira democrática, ou seja, acessível tanto às pessoas que trafegam de carro, quanto aos usuários de transporte público. Associar os anúncios a equipamentos modernos, desenhados cuidadosamente para se adequarem à paisagem urbana das cidades e que permitem uma comunicação externa padronizada, sem poluição visual do espaço público, tão discutida nos últimos tempos.

RPN - O que torna esses engenhos tão eficientes?
DIANA - O conceito de circuito. Quando uma campanha entra no bairro do Campo Grande, ao mesmo tempo está entrando na Ribeira ou na avenida ACM. Cada anunciante tem um mínimo de 150 faces distribuídas por toda a nossa área de atuação. Isso sem falar que, com o conceito de circuito, distribuímos nossas faces por sete marcas, no máximo, por semana, o que garante boa visibilidade.

RPN - Para concluir, quais as maiores tendências nessa área de mobiliário urbano?
DIANA - É a padronização visual, do lado urbanístico, e o envolvimento da cidade. O uso de tecnologias para incrementar as campanhas publicitárias, como elementos sonoros, aromáticos, visuais, sensoriais e digitais (bluetooth) também se apresenta como importante tendência no segmento.

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