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O potencial hidrográfico e petrolífero do
Brasil chama a atenção dos norte-americanos
que preparam grande invasão ao nosso país.
O presidente George W. Bush envia tropas
altamente treinadas. Ícones dos anos 80
como Chuck Norris, Van Dame, Arnold Schwarzenegger
e Silverster Stallone lideram o exército
que tem como missão conquistar nosso país
e livrá-lo do presidente "comunista" Luiz
Inácio Lula da Silva. Esses são alguns dos
elementos que compõem o hilário enredo da
animação "O dia em que o Brasil foi invadido",
criada pelo estudante de publicidade e propaganda
das Faculdades Integradas Barros Melo -
Aeso, Abel Filho. Seguindo o segmento intitulado
de "é rindo que se critica" criado pelo
escritor e dramaturgo francês Molière, o
projeto de conclusão de curso do publicitário
virou sucesso na internet ultrapassando
500 mil visualizações. A repercussão da
animação aconteceu rapidamente, a divulgação
inicial se deu após matéria para o site
da Aeso. "Com três semanas já tinham mais
de 30 mil visualizações antes mesmo da defesa",
conta Abel. Depois disso, seu trabalho foi
divulgado em diversos meios de comunicação,
entre eles a TV Cultura - TVU, TV Clube,
jornal O Globo, Folha de São Paulo Online,
O Popular de Goiás, Diario de Pernambuco,
Jornal do Commercio e em muitos sites. A
matéria publicada pelo Jornal do Commercio
sobre a animação mudou a rotina do vídeo
que teve num único dia cerca de dez mil
acessos. Outro fator que aumentou seu sucesso
foi a divulgação no charges.com.br de Maurício
Ricardo. "Eu sempre mantive uma média de
mil a duas mil visualizações todo dia. Mandei
um link pro Maurício Ricardo, que gostou
e publicou. Nesse dia houve seis mil visualizações.
Logo outros sites o publicaram. No próprio
google, se você escrever o nome da animação
aparece cerca de 20 blogs. O sucesso do
vídeo foi crescendo e hoje tem mais de 500
mil acessos, além das postagens onde outras
pessoas pegam o vídeo do YouTube e copiam.
Então se somar tudo, já deve estar passando
da casa dos 600 mil, sem contar com as cenas
excluídas", argumenta o estudante. A criação
da animação ocorreu numa brincadeira com
um amigo de faculdade. Abel conta que sempre
recebeu e-mails sobre teoria da conspiração,
hipotéticas invasões da Amazônia pelos EUA,
um possível controle americano de reservas
indígenas no Amapá e notou que as pessoas
se preocupavam mais com tais suposições
do que com os problemas reais vividos por
eles todos os dias. Com o roteiro em mãos,
Abel Filho recebeu o apoio da professora
Luciana Jordão, que sugeriu e incentivou
a idéia de se fazer uma animação utilizando-a
como trabalho de conclusão de curso. Para
produzir a animação, Abel Filho optou pela
técnica cotout animation, a animação de
recortes. Esse processo consiste em movimentar
recortes de fotos ou desenhos sobre o cenário,
fotografando cada imagem quadro a quadro.
"Já gostava dessa coisa de animação em recorte,
por ser mais fácil e mais econômico de fazer",
explica. O projeto foi concluído em seis
meses. Nesse tempo, Abel Filho dedicava
16 horas por dia para ficar à frente do
computador produzindo a animação. A animação
já foi elogiada por profissionais da publicidade,
jornalistas, animadores e até mesmo por
estrangeiros como peruanos, americanos e
argentinos. |