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   Ano VIII | 15 Ago - 15 Set - 2007 | nº 93 | Capa: Propeg (BA)

     


PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA E LIBERDADE DE IMPRENSA
, de Diego Reis. Editora Bargaço. Recife. 2007.

Questões sobre liberdade de imprensa e interesse público são o foco do livro "Presunção de inocência e liberdade de imprensa", do promotor de Justiça de Pernambuco, Diego Reis. O livro, que é resultado da dissertação de mestrado do autor, traz a presunção de inocência e liberdade de imprensa como princípios que devem ser harmônicos, principalmente a imprensa, que tem importante papel social. Uma situação estudada por Diego foi a da Es-cola Base, em São Paulo, onde a imprensa lançou na mídia, informação não confirmada. Isso fez com que o inocente diretor de escola fosse acusado, sem provas. O prefácio da obra é de João Maurício, um dos mais respeitados juristas do país. Além de promotor, Diego é mestre em Direito Público e professor das Faculdades Integradas Barros Melo.




CONVERSAS NO CAFÉ, de Renato Lima, Eduardo Cesar Maia e Eduardo Sandes. Editora Nossa Livraria. Recife. 2007. 195 págs.

Café Colombo, "programa de livros e idéias" da Uni-versitária FM, virou livro. Intitulado "Conversas no Café", o livro reúne 22 das mais de 150 entrevistas feitas ao longo dos cinco anos de veiculação. Poetas, jornalistas, críticos literários, romancistas, locais e nacionais, estão no livro. Entre eles, nomes como Eduardo Bueno, Lucas Mendes, Xico Sá, Alex, Rai-mundo Carrero. Segundo Renato Lima, um dos apre-sentadores do programa, a intenção foi mostrar a diversidade de temas e pessoas que foram ao Café Colombo, sempre conversando sobre livros e idéias. O prefácio é de Ronaldo Correia de Brito, com orelha de Marcelino Freire. O café também possui site. A homepage www.cafecolombo.com.br traz áudio dos programas, blog de notícias literárias e reco-mendações de livros. A obra "Conversas no Café" contam com incentivo cultural do Fundo Pernambuco de Incentivo a Cultura (Funcultura) do governo do Estado. Para quem quiser ouvir, basta sintonzar aos domingos, 14h, na Universitária FM (99,9 Mhz). A reapresentação ocorre às segundas, 20h30.





MÍDIA, MÁFIAS & ROCK'N'ROLL, de Cláudio Júlio Tognolli. Editora do Bispo. São Paulo. 226 págs.

O jornalista Cláudio Júlio Tognolli fez reportagens em mais de 30 países e infiltrou-se em torcidas organizadas, em máfias, entre traficantes de armas e drogas, e em seitas. Se não fosse jornalista, poderia ser um daqueles personagens que um repórter como ele adoraria traçar um perfil, à maneira de Trumman Capote ou Norman Mailer. Neste livro, Tognolli revela segredos da mídia o que sai e o que não é publicado por razões nem sempre ocultas e os bastidores de grandes escândalos - PC Farias, Daniel Dantas, PCC, a morte do embaixador e as escutas do governo Lula, etc. Da política ao jornalismo cultural, o livro é uma bíblia para estudantes de Comunicação e um legítimo escudo para leitores, ouvintes e telespectadores, que a partir de agora ficarão mais atentos e saberão desvendar os enigmas nada inocentes de jornais, rádio e TVs.

 




GERALDO DE BARROS: SOBRAS + FOTOFORMAS, organizado por Rubens Fernandes Junior. Editora Cosac Naif. 2006. 412 págs.

Artista responsável por mudar os rumos da fotografia brasileira na década de 50 para inscrevê-la definitivamente na modernidade, além de ser um dos precursores do movimento concretista no Brasil, Geraldo de Barros finalmente ganha publicação à altura de sua relevância. Com o lançamento da caixa Geraldo de Barros: Sobras + Fotoformas, a Cosac Naify preenche importante lacuna no mercado editorial brasileiro. A caixa contém dois volumes: Fotoformas, uma versão facsimilar da edição do catálogo da exposição "Geraldo de Barros, Peintre et Photographe", com fotos de 1946 a 1951, e a inédita Sobras, que reúne colagens e montagens fotográficas feitas pelo artista até a sua morte, em abril de 1998. Essa nova edição de Fotoformas manteve as características da original e foi acrescida de textos de Pietro Maria Bardi, Paulo Herkenhoff, Adon Peres, Radhá Abramo, Eugen Gomringer e Nelson Aguilar. Sobras tem texto de apresentação e organização do crítico Rubens Fernandes Junior, que selecionou 41 "Sobras", 127 obras montadas em vidros e 147 colagens. Uma cronologia do artista escrita por Michel Favre encerra o volume.

     
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