Depois do grande sucesso da minissérie Santo por Acaso, a TV Jornal lançou a segunda produção de teledramaturgia: Cruzamentos Urbanos. Com temática distinta da primeira produção, em vez de costumes interioranos, encontramos o centro de uma metrópole. A história gira em torno de um cruzamento, em que vivem dois mendigos e pelo qual passam todos os personagens da trama. Ela conta história de Carla, vivida pela atriz Chandelly Brás, uma garota de classe média alta que sofre com a ausência dos pais. No decorrer da trama ela se envolve com drogas, e é nesse momento que conhece Assis, rapaz de família humilde interpretado por Carlos Nigro. Assis sonha em poder ajudar os pais, mas acaba trabalhando como aviãozinho para o traficante Makau - antagonista da história.
Para o diretor da minissérie, Pablo Pólo, foi algo bastante enriquecedor. Ele, que já tem experiência grande no mercado publicitário e também em TV, conta que essa foi a primeira vez que dirigiu um produto de teledramaturgia “tão grande”.
O gerente do núcleo de teledramaturgia na TV Jornal e um dos autores de Cruzamentos Urbanos, Valdir Oliveira, comentou que a expectativa dessa minissérie foi maior que a primeira. “Quando lançamos Santo por Acaso, a preocupação era saber se iam gostar da idéia. Mas no caso da segunda, é a confirmação do projeto”. Sobre a mudança radical de temática, ele explica que embora a tendência da mídia nacional seja ignorar essa realidade, o Nordeste não é apenas rural, também é urbano.
Apesar de ser ambientada na capital pernambucana, a minissérie foi feita com o intuito de representar qualquer cidade grande. Para isso, foram tomados os devidos cuidados: os nomes das ruas e avenidas foram trocados e foi criada a comunidade fictícia dos Manguinhos.
Esse foi o primeiro trabalho em TV para Chandelly Brás, que vive a mocinha da trama: “Foi incrível, pela experiência e pelas pessoas que conheci. Eu estava tensa, mas agora, depois de ter visto como ficou lindo, vendo o resultado de um trabalho de equipe, percebo o quanto é gratificante. A história pode acontecer em qualquer centro urbano. Tem a violência, a menina jovem que tem problemas e o romance, que todos gostam de ver”, diz.
Para o protagonista, Carlos Nigro, o trabalho foi recompensador. “Ver a platéia na estréia aplaudindo, gostando, me encheu de felicidade. A produção também foi maravilhosa. Uma verdadeira família”. Assim como Chandelly, também foi o primeiro trabalho dele em televisão, depois de anos de teatro. Quando perguntado sobre a expectativa em relação ao público de casa, ele sorriu e afirmou: “Foi feito com muito carinho. É uma história real, que trata da sociedade como ela é. Não fica massageado. Não é falsa como o urbano que normalmente vemos na televisão”.
Cruzamentos Urbanos foi dividido em três capítulos, com meia hora de duração cada um. É de autoria de Valdir Oliveira e Marcelo Pereira, com direção de Pablo Pólo. Foram três dias de testes com 220 candidatos. Apenas 13 atores integram o núcleo principal da minissérie.
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