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Poderia o jovem estudante brasileiro Charles Miller ter previsto o sucesso que faria em terras brasileiras o esporte bretão jogado eminentemente com os pés e trazido por ele no ano de 1894? Retratado diversas vezes em nosso cinema, teatro, televisão, música e literatura, o futebol pode ser friamente definido como um conjunto de técnicas desportivas físicas e corporais. Mas há os que o enxerguem com olhos mais poéticos, definindo-o como uma arte, algo que traduziria a eterna dualidade humana de alegria e tristeza, vitória e derrota, vida e morte. Como bem escreveu o Nobel de Literatura Albert Camus: “Tudo que sei sobre a moral e as obrigações do homem, devo ao futebol”. Natural então que ele encontrasse terreno fértil em outra bem-sucedida criação da inventividade humana, uma caixinha falante de mecanismos eletrônicos que também despertou estranhamento em muita gente: o rádio.
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| Aderval Barros, da Rádio Olinda |
Hoje, ninguém se atreveria a separar um do outro, tal a ligação que se vê entre os dois. Mas se atualmente esse ramo do jornalismo em que está contida boa dose de opinião e emoção se moderniza e encontra novas posições no dial para se propagar, muito precisou ser enfrentado até isso se tornar possível. Há oito anos, por exemplo, a revista esportiva Placar decretaria que ali se encerravam de vez as transmissões esportivas em rádio AM – justo a freqüência na qual tudo começara. “É indiscutível que novas mídias caminham e apóiam o FM. Telefone celular e MP3, por exemplo. Mas as transmissões do rádio AM continuam fortes, atingindo grande universo de público”, afirma Aroldo Costa, locutor da Rádio Jornal do Commercio.
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| Raphael Acioli, Transamérica |
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| Léo Medrado, Transamérica |
Morte, assim como descreveu o periódico esportivo, na lata!, pode então ser visto com certa dose de cautela. Afinal, lá se vão oitos anos da tal previsão fatalista e até agora nada se concretizou. O que ocorreu é que o passar do tempo exigiu uma melhora no jornalismo esportivo em AM. “Com o advento da TV e das transmissões esportivas através da internet e rádio FM, a rádio AM teve que se atualizar para não ficar parada no tempo”, analisa Ricardo Leony, jornalista e produtor esportivo da Rádio Sociedade da Bahia. “Entretanto”, continua ele, “apesar da concorrência de meios de comunicação mais atualizados, o rádio AM não deixou de ser cultura nas transmissões esportivas. Sobretudo, por sua peculiaridade e estilo”. Aderval Barros, da Rádio Olinda, enxerga que rádios AM e FM são uma coisa única e que seria inverdade há tempos a cultura de que FM serviria apenas para se ouvir música. “Tem FM que tem programação musical e outras não. Tem AM que só toca música e tem outras que fazem programação eclética. A diferença é a qualidade de som”, diz.
“Tudo que ouvi na FM com relação à transmissão de futebol, foi tudo igual à AM. Tudo: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre... Só a faixa que é diferente. Os artífices são os mesmos, as vinhetas são as mesmas, a forma é a mesma. Tudo é o mesmo”, afirma Luciano do Valle, narrador esportivo, apresentador de televisão e profissional no comando da equipe esportiva da Rádio Clube AM ao lado de Roberto Nascimento. Para Luciano, que volta ao meio radiofônico após hiato de quase quatro décadas, é preciso que os profissionais entendam que a renovação é importante. Renovação há, mas ainda de forma tímida. “Essa renovação deveria ser bem maior”, afirma Aroldo Costa. “Em algumas praças, ela já acontece”, continua, “mas é bom lembrar que alguns profissionais ainda dispõem de prestígio e audiência no mercado, o que agrega valor aos prefixos onde trabalham. Mas a renovação é sempre bem-vinda”.
ESSE JOGO NÃO É UM A UM – Um exemplo de FM que procura fazer diferente é a Rádio Transamérica Recife, cujo direcionamento de atuação no campo esportivo tem produzido reflexos em outras emissoras. “A Transamérica mudou tudo no rádio esportivo de Pernambuco. Tem seis comentaristas, debate durante e depois do jogo e possui interatividade por e-mail e mensagem no celular. Tem, fundamentalmente, produção de programas”, explica Leo Medrado, profissional à frente da equipe esportiva da emissora. Além da procura de maior proximidade com o torcedor nos estádios, comentando também dos gramados e abrindo jornadas nos principais acessos aos estádios, trouxe-se de volta o horário da manhã para se falar sobre o futebol. Junto aos investimentos em programação mais produzida, a emissora ainda procura dar espaço para os jovens profissionais mostrarem seu talento.
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| André Ribeiro, autor do livro Os Donos do Espetáculo |
Um desses novos talentos é Raphael Acioli, apresentador e um dos criadores do programa esportivo mais irreverente da rádio pernambucana, o Arquibancada Transamérica. A atração une esportistas, artistas e personalidades diversas para falar sobre esportes ou outros temas de interesse para o ouvinte. “A gente quer informação por completo, por isso, faz apuração, usa os mecanismos do jornalismo para ter informação de qualidade, correta. Mas sem deixar de usar a irreverência, a qualidade e o bom humor”, explica Raphael sobre a atração, uma revista esportiva em rádio com grande participação do público por meio de telefone e internet. O Arquibancada é todo produzido (“É muito parecido com programa de TV, só que em rádio”), contando com vinhetas e quadros determinados. Já recebeu visitantes ilustres, incluindo Ivete Sangalo, madrinha declarada da atração, e a ainda dupla Sandy e Júnior. “Nenhum dos dois entende de futebol, mas cada um falou um pouquinho”, revela Raphael.
Espaço conquistado, ainda é preciso contornar alguns obstáculos no caminho. Nesse dia-a-dia agitado, nem sempre é simples lidar com dirigentes, jogadores, técnicos e torcida. “Os torcedores são movidos por paixão e sobrepujam a razão na hora de emitir uma opinião ou falar sobre algo. Às vezes, o setorista não torce para tal time, mas emitiu opinião ou deu informação bombástica, e o torcedor já acha que esse profissional quer complicar o ambiente da equipe”, explica Ricardo Leony. Com os jogadores, a situação seria melhor, diz ele. Exceto quando o papo envolve aqueles mais complicados ou com dificuldade em se expressar. Aroldo Costa recomenda cautela também no contato com times, devido à existência de dirigentes interessados em utilizar os profissionais e seus programas em nome da autopromoção.
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| Haroldo Praça, pioneirismo do jornalismo esportivo |
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| Luciano do Valle |
FAZ MAIS UM PRA GENTE VER – Quando dava os primeiros passos no radialismo esportivo, Aderval Barros lembra que o meio era mais competitivo. Conta ainda que havia nomes mais fortes e a cobertura de eventos importantes, como as copas América e do Mundo. Situação bem diferente, aponta ele, do que se vê hoje em dia, com muitas partidas sendo transmitidas pelo sistema off tube (quando o jogo narrado é acompanhado pela televisão, e não do estádio onde está sendo realizado). “Hoje, o mercado só visa ao lucro. Os líderes só querem ganhar dinheiro em detrimento da qualidade”, critica ele, para quem a situação chegou a esse ponto por dois motivos. Um, pela perda de talentos que faziam a diferença, como Ivan Lima e Barbosa Filho. Dois, pelo fato de a maioria das rádios possuírem equipes esportivas arrendadas.
“O rádio foi colocado em uma posição muito ingrata, desleal”, diz Luciano, para quem o rádio é a universidade da vida profissional de todo cronista esportivo, além de ser companheiro do cidadão em qualquer hora e local. Um instrumento de velocidade comparável à da internet. Para ele, a crônica esportiva brasileira já viveu dias melhores. “As pessoas que fazem rádio continuam fazendo o mesmo rádio de 25 anos atrás, quando tudo tem que se adaptar ao tempo. O veículo rádio é fantástico. E não se entende isso. Principalmente AM. Acha-se que AM é brega, então se faz rádio com breguice”, diz. Luciano acredita ainda que é preciso parar de se fazer rádio AM com a idéia de que seus ouvintes têm baixo poder aquisitivo, pensamento que tem como conseqüência a redução de anunciantes dispostos a investir nela. Para reverter esse quadro, seriam necessárias duas coisas simples: idéias e talentos.
Para atuar com crônica esportiva, o profissional precisa, antes de tudo, gostar de esportes. Deve ainda ser bem informado, pensar rápido, ter boa dicção e bom português, ser íntegro e competente. “Além de conhecer de esportes, o profissional tem que ser dinâmico para atuar não só como repórter, mas também como produtor, plantonista... Quanto mais dinâmico, melhor”, ensina Ricardo. “E, acima de tudo, deve estar preparado para viver longe da família durante os fins de semana, dias em que ocorrem os jogos dos diversos campeonatos”, ressalta André Ribeiro, jornalista, produtor de televisão e autor do livro Os Donos do Espetáculo, em que relembra os mais de cem anos de jornalismo esportivo no país. Uma vantagem dos profissionais que chegam hoje ao mercado em relação aos de antigamente é que eles possuem amplo leque de meios nos quais podem buscar informações sobre o assunto que desejarem. A formação acadêmica, no entanto, embora esteja colocando bons profissionais no mercado, ainda peca pela ausência de disciplinas específicas para o estudo do jornalismo ou radialismo esportivo. “O rádio esportivo tem uma linguagem própria que, muitas vezes, não se aprende nas universidades. A informação rápida, o improviso, o poder de comunicar e ser compreendido. Isso só se aprende com o tempo”, afirma Aroldo.
E quando o profissional também é torcedor, como fica o time do coração? “O locutor não deve torcer, pois essa torcida pode influenciar em uma transmissão. Entendo quem torce, mas, ao abraçar essa profissão, devemos abortar a paixão de torcedor”, explica Leo Medrado. “Trabalha-se com uma gama muito grande de pessoas. Como são muitas interpretações, pode-se estar correndo algum risco”, analisa Raphael. “Todo mundo tem seu time do coração. Eu tive o meu. Hoje não tenho nenhum”, revela Luciano do Valle, que já nutriu especial interesse pela Ponte Preta, de Campinas, São Paulo, clube no qual atuou na seleção infanto-juvenil. Curioso é lembrar partida narrada por ele envolvendo Ponte e Corinthians pelo título do Campeonato Paulista de 1977. Seu grito de gol pelo ponto marcado sobre a equipe pontepretana, e que daria o título aos corintianos, foi emitido com tanta emoção que todos pensaram que seu time do coração fosse o da Fiel.
ZUM-ZUM-ZUM – A primeira transmissão de futebol no Brasil, narrada pelo locutor Nicolau Tuma, foi realizada pela Rádio Educadora Paulista em 19 de julho de 1931, época em que o esporte se tornava oficialmente profissional no país. Como não havia comentaristas ou repórteres para auxiliar na transmissão, muito menos publicidade (oficialmente proibida no rádio naquela época), Nicolau se viu obrigado a narrar o jogo entre as seleções de São Paulo e Paraná em alta velocidade, com medo de os ouvintes sintonizarem outra estação. Tal característica acabaria por conferir a ele o apelido de “speaker metralhadora”.
Nem é preciso dizer que as transmissões eram precárias, os equipamentos pesados e cabines para a imprensa inexistiam. Tais adversidades obrigavam muitos profissionais a se aventurar no meio dos torcedores ou em outros locais tão inóspitos quanto, como galinheiros, dividindo a locução da partida com o cacarejar das aves. “Ari Barroso, por exemplo, chegou a transmitir jogos empoleirado em telhados vizinhos ao estádio de São Januário, por ser proibido pelos vascaínos, que sabiam do seu fanatismo pelo Flamengo”, conta André Ribeiro, autor do livro Os Donos do Espetáculo e que prepara série de eventos pelo país em celebração aos 95 anos de nascimento do inventor do gol de bicicleta, Leônidas da Silva, o Diamante Negro”. O ano de 2008 marca ainda os cinco anos de morte do craque e os 70 do lançamento do chocolate de mesmo nome. Terá ainda o relançamento com atualizações da biografia escrita por André há uma década.
De Pernambuco vem o registro da primeira transmissão ao vivo de uma partida de futebol de todo o Norte/Nordeste, ainda em 1931, menos de dois meses depois da façanha de Tuma. Na época, o esporte ainda não dominava os horários do rádio, nem mesmo em formato de noticiário. Foi quando a Rádio Clube de Pernambuco enviou seu locutor oficial, Abílio de Castro, para transmitir um clássico interestadual entre as seleções de Pernambuco e Paraíba. Claro que não seria tão fácil assim. A diretoria do Sport Club do Recife, em cujo estádio seria realizada a partida, barrou a entrada da equipe em suas dependências. Nada que não pudesse ser contornado com um pouco de criatividade. Graças ao apoio de um amigo, toda a equipe de Abílio se aninhou na varanda de uma casa vizinha ao estádio, de onde se tinha perfeita visão do campo e foi possível dar início à transmissão. Desde então, as notícias do esporte passaram a ter mais espaço na programação radiofônica da Clube e de emissoras que surgiriam nos anos seguintes. Entre os profissionais envolvidos, nomes como o cineasta do Ciclo do Recife Jota Soares e o compositor Antônio Maria.
Antônio Maria, aliás, seria um dos responsáveis por eternizar em versos (Frevo N.° 1 do Recife) o nome de um dos pioneiros do jornalismo esportivo em rádio no estado: Haroldo Praça Guimarães, que também dá as caras em um baião cantado por Luiz Gonzaga (Saudade de Pernambuco). Em seu apartamento em Recife, onde sou recebido com um cordial “abra seu coração”, ele guarda inúmeras recordações de tempos passados, e resgata algumas das histórias protagonizadas ao longo de seus bem vividos 92 anos. Ainda quando atuava na Folha da Manhã, Haroldo foi convidado para chefiar a equipe esportiva da recém-criada Rádio Jornal do Commercio de Pernambuco, em 1948. Permaneceu no cargo por dez anos. Como não possuía boa dicção e era um pouco gago, ficou responsável por escrever as resenhas lidas pelos locutores. Uma piscadela marota, por trás dos óculos bifocais, e ele começa a desfiar algumas histórias envolvendo a maior concorrente da Rádio Jornal naquele tempo, a Clube. Por ocasião da vinda de um jogador oriundo de outro estado para atuar na cidade, Haroldo enviou sua equipe até o aeroporto de João Pessoa, para trazê-lo de carro até o Recife. A concorrência ficou possessa por dias. Em outro momento, foi a vez de um teco-teco escoltar outro futebolista. Desta vez, de Maceió. Mas não sem certa relutância do atleta, que acabou cedendo. “A Rua do Imperador (endereço da rádio) não cabia de gente”, conta, com uma lucidez que os anos não conseguiram esvaecer. “Eles passaram duas semanas reclamando, e eu falei: ‘O próximo vou trazer de lancha’”, conta, dando outra de suas piscadelas.
QUERO VER A REDE BALANÇAR – Apesar do sucesso inicial, o passar dos anos e a evolução tecnológica fizeram o rádio AM passar a ser alvo de sucessivos reveses, como o ocorrido com a revista Placar. Mas o jornalismo esportivo em rádio tem sido capaz de acumular alguns avanços, como a entrada de profissionais formados, resenhas mais produzidas e conteúdos mais consistentes – apesar de a estrutura original composta de narrador, dois repórteres, comentarista e plantonista ainda se manter. Há duas décadas, por exemplo, apenas duas emissoras recifenses possuíam equipes esportivas fortes e transmitiam as principais competições esportivas, incluindo os eventos internacionais. “Hoje temos cinco emissoras na capital com equipes esportivas que, apesar das dificuldades, fazem um bom trabalho de produção em todas as competições, como uma Copa do Mundo”, afirma Aroldo Costa, da Rádio Jornal do Commercio. Existe ainda concorrência de outros meios. Programas de TV por assinatura, por exemplo, vêm desenvolvendo trabalho parecido ao desenvolvido em rádio, a exemplo de pré-jogo, vestiários, comentários e pós-jogo. “Os custos ainda são altos, e nem todos podem arcar com despesas de passagem, hospedagem, diárias, linhas de transmissão e direitos de transmissão de eventos. Uma emissora, seja de equipe própria ou arrendada, precisa estar muito estruturada para se inserir no mercado de forma competitiva e adquirir a credibilidade do público e do anunciante”, avalia.
Evolução tecnológica também faz parte dessa história. O celular, por exemplo, permite transmitir uma partida de futebol de qualquer lugar do mundo com qualidade digital. A internet trouxe consigo mais dinamismo à informação. “Se o rádio é velocidade, a internet é o acelerador. Ela oferece um campo de pesquisa incrível. Antigamente, perdia-se muito tempo com o telex e as informações eram imprecisas, defasadas e superficiais”, conta Leo Medrado, da Rádio Transamérica. “Se o celular foi um avanço para o rádio, imagine a transmissão de dados por computador. Hoje, o repórter grava, edita e envia o material de qualquer lugar com absoluta qualidade. O rádio esportivo foi um dos maiores beneficiados”, avalia Aroldo. Espera-se ainda que a implantação da rádio digital no país possa promover uma transformação no que hoje conhecemos como amplitude modulada, nivelando emissoras AM e FM em termos de som e imagem.
“O rádio esportivo ainda é um grande amigo do torcedor para saber o preço do ingresso, a hora do jogo, a palavra do ídolo, o trânsito e a prestação de serviço. Além da emoção do jogo transmitido pelo rádio ainda mexer com a imaginação e a paixão do torcedor”, define Aroldo Costa. “Trinta segundos são valiosos na TV e totalmente dispersos em rádio. Quando for dado ao rádio o mesmo valor dado à televisão, ele vai crescer muito”, afirma Leo Medrado, que deixa como sugestão aos jovens que estão se formando que eles procurem o rádio (“Procurem esse veículo como sendo algo de tanta utilidade quanto a televisão. Por que se produz TV e não se produz rádio?”). “Esperamos que o mercado do jornalismo esportivo e do radialismo cresça cada vez mais. É importante, no país do futebol e dos apaixonados por esporte, ter profissionais competentes e comprometidos com a qualidade da informação para o público em geral”, fecha as cortinas Ricardo Leony, da Rádio Sociedade da Bahia.
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