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A Ação das Assessorias de Imprensa e o Relacionamento com as Colunas dos Jornais. Este foi o tema apresentado por Mário Mendonça, como projeto de conclusão do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). "Escolhi o tema por achar que seria interessante revelar ao grande público o esquema de publicação de notas nas colunas dos jornais. “Nós que somos jornalistas sabemos que, ao ler uma coluna, muitas notas são de assessorias de imprensa, mas as pessoas não”. Já o empresariado, ao tomar conhecimento desse mercado, poderá ver nas assessorias uma opção para o marketing empresarial”, explica Mário.
Segundo o jornalista, outra finalidade da pesquisa foi ouvir como os colunistas percebem o trabalho das assessorias e provocá-los com a questão ética envolvida, como por exemplo, o assédio que alguns assessores e empresários promovem ao presenteá-los "ostensivamente", conta. De acordo com ele, a principal dificuldade foi cumprir o prazo de entrega das matérias para a orientadora Adriana Dória. "Muitos entrevistados desmarcavam e remarcavam os encontros, por questões de agenda. Sendo assim, a conclusão dos grupos de entrevistados (assessores e colunistas) atrasou para que eu pudesse escrever as matérias, nas quais tenho depoimentos simultâneos dos 17 personagens", lembra.
Para Mendonça, a pesquisa vai suscitar reflexões sobre a carreira entre os jornalistas mais experientes, entre as quais, o que mudou no trabalho das assessorias e o que vai mudar. O projeto de conclusão permitiu ainda que o jornalista tivesse uma percepção sobre os trabalhos desenvolvidos pelas assessorias na capital pernambucana. "Eventos como a Casa Cor, Oi Fashion Tour, que fazem parte do calendário anual da cidade e são idealizados e gerenciados pelas assessorias, em parceria com as agências de eventos, têm impacto direto na economia local. Além disso, os assessores criam pautas de responsabilidade social para as empresas, logo o jornalista está à frente da viabilização de iniciativas de um setor importante – isso é formidável para nossa profissão", ressalta.
Logo no início de seu trabalho escrito, ele traz uma frase de Mark Twain, que sintetiza os objetivos que irá buscar no mercado de trabalho. "O jornalismo é a arte de separar o joio do trigo... e publicar o joio". Boa parte dos jornalistas, entrevistados pelo recém-formado, enfatizaram que o mercado pernambucano está "inchado" de assessorias e que nem todos precisam de um assessor, "podem ir direto às redações". Mesmo com as declarações, Mendonça completa: "É um nicho que dá sobrevivência à massa de jornalistas que se forma a cada ano". Depois de entrevistar 17 profissionais da área de comunicação, ele destaca a relevância do seu projeto de pesquisa para o mercado. "Temos grandes assessores e colunistas renomados dizendo como o relacionamento deve ser e quais são os erros dos assessores. Já para o mercado empresarial, é informação", enumera.
Mário Mendonça começou cedo a estagiar, ele é colaborador da Revista Pronews e já passou na Caderno 1 e Ministério Público de Pernambuco. Quanto ao futuro, o jornalista já definiu a escolha no segmento que pretende atuar. "De imediato, quero seguir trabalhando com assessoria de imprensa, o que fiz durante todo o curso - numa privada e noutra pública, que acho mais interessante, pois trata de assuntos de interesse público, sem querer desmerecer o trabalho de marketing empresarial das assessorias privadas", conclui. |