EDIÇÃO Nº 144 - ANO XIII | MARÇO / 2012


Ferreira Gullar e Laurentino Gomes recebem o prêmio máximo do 53º Prêmio Jabuti

02/12/2011


O poeta Ferreira Gullar e o jornalista Laurentino Gomes receberam, em cerimônia realizada na noite desta quarta-feira, 30, em São Paulo, as principais condecorações da 53ª edição do Prêmio Jabuti. A obra Em alguma parte alguma (José Olympio), de Gullar, sagrou-se como Livro do Ano Ficção, enquanto 1822 (Nova Fronteira), de Laurentino, foi o grande vencedor da categoria Livro do Ano Não Ficção.

Durante a cerimônia, realizada na Sala São Paulo, os vencedores das 29 categorias que compõem o prêmio, assim como os segundos e terceiros colocados em cada uma delas, também receberam suas estatuetas. Ao contrário dos Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, todos já eram conhecidos desde meados de outubro, quando a CBL realizou a apuração da premiação. Veja a lista completa de vencedores abaixo.

Diferentemente das edições anteriores, quando segundos e terceiros colocados podiam ser laureados com o Jabuti de Livro do Ano, neste ano apenas primeiros colocados concorreram ao prêmio máximo da noite.

O autor do Livro do Ano Ficção foi escolhido entre as obras premiadas nas categorias: “Romance”, “Contos e Crônicas”, “Poesia”, “Infantil” e “Juvenil”.

Para o Livro do Ano Não Ficção, participaram os vencedores nas categorias: “Teoria/Crítica Literária”, “Reportagem”, “Ciências Exatas”, “Tecnologia e Informática”, “Economia, Administração e Negócios”, “Direito”, “Biografia”, “Ciências Naturais”, “Ciências da Saúde”, “Ciências Humanas”, “Didático e Paradidático”, “Educação”, “Psicologia e Psicanálise”, “Arquitetura e Urbanismo”, “Fotografia”, “Comunicação”, “Artes”, “Turismo e Hotelaria” e “Gastronomia”.

Discursos
A cerimônia foi apresentada pelo jornalista Pedro Bial, e contou com discursos da presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, e do curador do Prêmio Jabuti, José Luiz Goldfarb. Karine destacou a contribuição da CBL, ao longo dos seus 65 anos de existência, para o crescente fortalecimento do setor editorial brasileiro. “O Prêmio Jabuti é um exemplo marcante desse esforço, pois funciona como vitrine para a produção de nosso mercado, de imenso alcance, visibilidade e credibilidade”, disse.  

Remetendo-se aos fundadores do Jabuti, Goldfarb lembrou da importância do prêmio para que a “produção editorial nacional pudesse tornar-se conhecida a um público cada vez maior”. “É isso o que estamos realizando nesta noite. Os fortes holofotes da Sala São Paulo vão agora focar autores e editores que no ano de 2010 produziram inéditas preciosidades em ficção e não ficção! Que estas pérolas possam chegar aos olhos de todos os brasileiros, finalmente, num Brasil de leitores”, anotou.

Os vencedores dos prêmios de Livro do Ano também  discursaram. Laurentino foi o primeiro a falar, e agradeceu aos colegas empenhados na elaboração de narrativas históricas:  “É com senso de missão de contribuir para a educação e para a transmissão de conhecimento que recebo esse prêmio. Nesse ambiente de construção de conhecimento, a história é chamada para essa missão. Faço uma homenagem a todos os historiadores brasileiros, que são a fonte em que bebo”, disse.
Gullar optou por uma fala breve, mas repleta de significado: “Não sei se poesia é literatura. Mas a gente faz poesia porque a vida não basta.”


Vídeos mais vídeos
Newsletter


Todos os direitos reservados | Revista Pronews