
Inovar nas técnicas oftalmológicas, com especial apuro voltado para o fator humano. Esses objetivos elencam algumas das principais preocupações do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, instituição que atua na região há 25 anos e detém o título de referência oftalmológica no estado. Para não só se manter atualizado, como sair na frente quando o assunto é tecnologia de ponta nos procedimentos e maquinário, o HOPE abriga na Ilha do Leite um departamento próprio para desenvolver novas ideias: o Setor de Inteligência, coordenado por Max Damien, especialista em Gestão Estratégia de Tecnologia da Informação.
O novo Prontuário Eletrônico do Paciente, um dos projetos implementados recentemente que mudaram a dinâmica do hospital, é um exemplo disso. Desenvolvido de forma personalizada pela Assessoria de Inteligência em parceria com a Diretoria Médica e com o corpo clínico do hospital, o novo sistema (PEP GEMMIUS), além de se pautar pelos requerimentos da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde-SBIS, facilita o atendimento dos oftalmologistas, já que foi pensado especialmente para eles.
A ideia de tocar projetos por conta própria tem a ver com a adequação à estratégia empresarial. “O HOPE é uma organização com peculiaridades na operação. A utilização de ferramentas ‘engessadas’ afeta a performance. Isso ocorreu também com o recente implantado projeto de prontuário eletrônico, que nasceu e foi conduzido pela equipe de inteligência do HOPE, com finalidade de proporcionar um diferencial competitivo no atendimento médico”, define Max.
Ainda de acordo com Max, aliar o aparato tecnológico com sua aplicabilidade é primordial. “Os procedimentos médico-cirúrgicos adotados pelo HOPE são realizados com equipamentos de alta tecnologia. O mais importante é que sua equipe médica segue rigorosamente a filosofia de respeito pelo ser humano e por suas capacidades, fazendo do Hospital um exemplo de como a tecnologia e o humanismo podem caminhar juntos”, explica.
O departamento de inteligência tem a responsabilidade de equacionar as necessidades da empresa no tocante às possibilidades de tecnologia existente, sem se restrigir à analise de números e formatação de gráficos. Com isso, é possível proporcionar um diferencial competitivo no uso de sistemas e da informação, sem a obrigatoriedade destes estudos resultarem em uma aquisição ou desenvolvimento de solução de TI.
Max divide o trabalho de sua equipe no HOPE em duas vertentes: desenvolvimento de sistemas estratégicos e análise de informações para a tomada de decisão. “A primeira é fruto direto da segunda. Na esteira de um processo natural de evolução de tecnologia da informação, o hospital evoluiu do conceito ordinário de enxergar a área de TI como atribuição apenas de infraestrutura de informática e afins, para assuntos ligados a sistemas demandavam uma atenção diferenciada”, esclarece. “Na ocasião, já se mostrava a aproximação da TI na estratégia empresarial. Por fim chegamos ao que está hoje implantado, onde sistemas e inteligência de negócios se divide, apesar da convivência muito próxima”, completa Max.
O setor de inteligência, como hoje é chamado, é o responsável pela administração da informação, seja ela proveniente de que sistema for. Isso faz com que TI tenha uma maior aproximação dos setores do hospital para análise e solução de problemas, mapeamento e ajuste de processos, auditoria e tomada de decisão empresarial. Hoje, o departamento responde por um projeto próprio de Business Inteligence, visando proporcionar uma ferramenta que permita garantir a qualidade do trabalho executado em todas as áreas do HOPE, monitorando a execução correta dos processos e acompanhando o resultado dos indicadores de efetividade do negócio, além de permitir projetar novos cenários.